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Nicarágua: Ortega e esposa assumirão poder absoluto após aprovação de mudanças | Nicarágua
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2 anos atrásem
Agence France-Presse in San José
Presidente da Nicarágua Daniel Ortega e a sua esposa deverão assumir o poder absoluto depois de legisladores leais aprovarem uma emenda constitucional que a eleva à posição de “co-presidente” e aumenta o controlo conjunto da dupla sobre o Estado.
Sob sanções por violações dos direitos humanos, o próprio Ortega propôs a mudança, que também aumenta o controle do presidente sobre a mídia e estende o mandato presidencial de cinco para seis anos.
A Assembleia Nacional da Nicarágua está sob o controle do partido governista FSLN, de Ortega, e o chefe do parlamento, Gustavo Porras, disse que a medida foi aprovada “por unanimidade” na sexta-feira.
É praticamente garantido que será aprovado em segunda leitura em janeiro.
Ortega, de 79 anos, tem-se envolvido em práticas cada vez mais autoritárias, reforçando o controlo de todos os sectores do Estado com a ajuda da sua poderosa esposa, a vice-presidente de 73 anos, Rosario Murillo, no que os críticos descrevem como uma ditadura nepotista.
O ex-guerrilheiro serviu pela primeira vez como presidente de 1985 a 1990, regressando ao poder em 2007. A Nicarágua prendeu centenas de opositores, reais e supostos, desde então.
O governo de Ortega críticos direcionadosencerrando mais de 5.000 ONG desde os protestos em massa de 2018, nos quais as Nações Unidas estimam que mais de 300 pessoas morreram.
Milhares de nicaragüenses fugiu para o exílioe o regime está sob sanções dos EUA e da UE. A maioria dos meios de comunicação independentes e da oposição operam agora no estrangeiro.
A emenda constitucional estipula que os “traidores da pátria” podem ser destituídos da sua cidadania, como o governo Ortega já fez com centenas de políticos, jornalistas, intelectuais e activistas, entre outros considerados críticos.
Ortega e Murillo acusam a Igreja, os jornalistas e as ONG de terem apoiado uma tentativa de golpe de Estado, ao descreverem os protestos de 2018.
A mudança também permite um controle mais rígido sobre a mídia e a igreja, para que não estejam sujeitas a “interesses estrangeiros”.
E dá aos co-presidentes o poder de coordenar todos os “órgãos legislativos, judiciais, eleitorais, de controlo e fiscalização, regionais e municipais” – anteriormente independentes ao abrigo da Constituição.
Manuel Orozco, analista nicaragüense do Diálogo Interamericano, disse à AFP que a reforma “garante a sucessão presidencial” de Murillo e do filho da dupla, Laureano Ortega.
O escritório de direitos humanos da ONU, com sede em Genebra, no seu relatório anual sobre a Nicarágua, alertou em Setembro para uma “grave” deterioração dos direitos humanos sob Ortega.
O relatório citou violações como prisões arbitrárias de opositores, tortura, maus-tratos na detenção, aumento da violência contra os povos indígenas e ataques à liberdade religiosa.
A constituição revista definirá a Nicarágua como um Estado “revolucionário” e socialista e incluirá a bandeira vermelha e preta do FSLN – um grupo guerrilheiro que se tornou partido político e que derrubou um ditador apoiado pelos EUA em 1979 – entre os seus símbolos nacionais.
A especialista em direito constitucional Azahalea Solís disse que esta mudança exclui outras ideologias políticas, enquanto Salvador Marenco, um advogado de direitos humanos exilado na Costa Rica, disse que acabaria com o pluralismo político e a doutrina da separação de poderes.
“Tudo na reforma é o que realmente tem acontecido na Nicarágua: uma ditadura de facto”, Dora María Téllez, um ex-companheiro de armas de Ortega virou críticodisse à AFP desde o exílio nos Estados Unidos.
Quando foi proposta por Ortega no início desta semana, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, descreveu a alteração como “uma forma aberrante de institucionalizar a ditadura conjugal”.
Ele também classificou a iniciativa como uma “agressão ao Estado democrático de direito”.
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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre
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20 de agosto de 2026
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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre
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19 de agosto de 2026A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.
As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”
Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.
Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.
Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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