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Nicolás Maduro: ‘não há crise com o Brasil’ – 28/01/2025 – Mundo

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O ditador venezuelano Nicolás Maduro disse nesta segunda-feira (27) que os desentendimentos com o Brasil são “águas passadas”. A fala foi aplicada durante uma entrevista concedida por Maduro ao jornalista Breno Altman, do site Opera Mundi.

Venezuela e Brasil vivem um relacionamento atípico desde as eleições realizadas em julho de 2024, que garantiram ao mandatário mais um período de seis anos no poder. Maduro se declarou vencedor da disputa, porém, se recusou a entregar as atas de votação para uma auditoria dos votos. O episódio gerou críticas ao redor do mundo e diversos países se posicionaram contra o processo.

As eleições incorreram em um longo período de perseguição política a opositores e troca de farpas com outros países da América Latina.

Desde então, Maduro, o Itamaraty e o presidente Lula têm trocado farpas. O venezuelano chegou a recomendar ao presidente brasileiro “tomar chá de camomila”, em resposta a uma dita preocupação do petista com o resultado eleitoral no país vizinho.

“[Devemos] ver o novo cenário da geopolítica mundial, a situação da nossa América e priorizar as relações entre o Brasil e a Venezuela, relações pacíficas, de cooperação, de irmandade, de progresso econômico”, declarou Maduro nesta segunda, destacando que não há crise entre Caracas e Brasília.

Sobre o veto à entrada da Venezuela no Brics, endossado por Lula, o mandatário venezuelano disse que é preciso olhar para o futuro e que a entrada do país no bloco já é uma realidade.

Questionado sobre o potencial de sua controversa vitória de frear o avanço da extrema direita na América Latina, Maduro acusou os Estados Unidos de tentar impor sucessivos golpes de estado no país e causar uma instabilidade política e econômica.

“O governo de Joe Biden teve a chance de se acertar conosco e de respeitar os acordos estabelecidos, mas preferiram endossar um golpe político similar ao que havia ocorrido com Trump, ao inflar um governo paralelo do desconhecido [Juan] Guaidó. Foi uma espécie de Guaidó 2.0″, avaliou o venezuelano.

O ditador acusou, ainda, os EUA de usarem big techs para criar um cenário de caos político e inflar uma revolta da população durante a última eleição, cuja oposição foi liderada por Edmundo González Urrutia.

“Aqui na Venezuela, foram investidos nada menos que um bilhão de dólares pela oligarquia tecnológica, donos das grandes redes, todas as redes se voltaram contra nós: Facebook, Instagram, X, TikTok, e criaram uma situação nacional e internacional que acreditavam ser infalível”, disse.

Quando perguntado sobre as acusações de fraude eleitoral, Maduro foi categórico ao afirmar que as fraudes “são impossíveis no sistema eleitoral venezuelano”, que, segundo diz, é um sistema “amplamente auditável e que passou por uma série de auditorias antes, durante e depois do processo”.

A fala destoa da realidade venezuelana, marcada nos últimos meses por uma forte repressão a opositores que pediam na Justiça a revelação das atas eleitorais.

Pesquisas realizadas no país à época indicavam um cenário de vitória de González, que acabou derrotado por 51,1% dos votos, conforme o resultado divulgado pelo governo chavista.

Lula, aliado histórico do chavismo, também não reconheceu a vitória de Maduro, justificando a ausência das atas eleitorais.

Já o venezuelano, no entanto, reiterou que não há e nem haverá crise.

“Há simplesmente divergências com os ministérios das Relações Exteriores. A obrigação do presidente Lula e do presidente Nicolás Maduro é se entenderem pelos nossos países. Se você soubesse quantos investidores do Brasil estão chegando à Venezuela, no ramo de petróleo e gás, petroquímica, energia e turismo. Temos esse caminho traçado e se há diferenças o único caminho é conversar”, concluiu.



Leia Mais: Folha

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna-1.jpg

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex) da Ufac realizou o lançamento do projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, o qual coordenado pela professora Marilene Santos, é viabilizado por emenda parlamentar do senador Alan Rick (Republicanos-AC), no valor de R$ 5,7 milhões. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 3, no laboratório de mecanização, e foi marcado pela entrega de equipamentos agrícolas para uso de agricultores familiares.

A rede de apoio atende produtores orgânicos, integrantes do Movimento das Mulheres Camponesas e produtores de cacau de Acrelândia (AC), englobando ações em municípios acreanos como Rio Branco, Porto Acre, Bujari e Capixaba. Entre as frentes técnicas desenvolvidas, destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, o incentivo à adubação verde, melhorias na suinocultura, o manejo de pastagens e o fomento à cultura do cacau, com a meta de ampliar a produção regional para mais de 10 mil pés.

No total, a iniciativa atende a cinco grupos de produtores que recebem o acompanhamento especializado de uma equipe de cinco pesquisadores da Ufac, cinco engenheiros agrônomos, técnicos de nível superior, além de bolsistas de graduação e de mestrado.

“Aqui temos os melhores pesquisadores. Estamos muito felizes com essa entrega, que temos certeza de que ajudará nossos estudantes a entrarem com uma perspectiva diferente no mercado de trabalho”, destacou a reitora Guida Aquino.

A coordenadora do projeto, Marilene Santos, disse que a ação é uma semente que foi plantada e colherá bons frutos quando chegar ao resultado final. “Agradeço ao senador pela iniciativa.” Segundo Alan Rick, é preciso investir na base. “Não vamos conseguir colher a plantação se não houver nada plantado”, pontuou. “É um imenso prazer saber que contribuí em um projeto como esse.”

Ufac lança projeto de implantação de unidade de produção rural-interna2.jpg

A equipe técnica e de pesquisadores que compõem o projeto é formada pelos professores Almecina Balbino Ferreira, Bruna Viana, Eduardo Pacca Matar, Eduardo Mitke Brandão, Matheus Matos e Sebastião Elviro Neto, além dos colaboradores Patrícia Cunha e Rogério da Silva Correia.

Também compuseram o dispositivo de honra os vereadores Neném Almeida (MDB) e Zé Lopes (Republicanos).

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac obtém 3º lugar nacional em chamada pública do Procel — Universidade Federal do Acre

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Proposta da Ufac, elaborada pelo Instituto eAmazônia, sobre energia sustentável e inovação para o edifício múltiplo do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, obteve o 3º lugar na classificação nacional e o 2º na classificação da região Norte na chamada pública Energia Zero em Prédios Públicos, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

O projeto contempla a modernização dos sistemas de iluminação e de climatização do edifício, além da instalação de um sistema de geração de energia fotovoltaica. As intervenções têm como objetivo reduzir o consumo de energia elétrica da edificação e equilibrar a geração local com o consumo anual, caracterizando o conceito de “Edifício Energia Zero”.

A nota final da proposta da Ufac foi de 7,62. No projeto, o eAmazônia prevê investimento de R$ 1.348.587,92 em recursos não reembolsáveis da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A., no âmbito do Procel.

Após a homologação do resultado da chamada pública, a Ufac dará continuidade aos procedimentos para assinatura do termo de cooperação técnica. A previsão é que a execução das intervenções ocorra em até 24 meses, seguida por um período de monitoramento para verificação das metas estabelecidas pelo programa.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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