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Níger, Mali e Burkina Faso afirmam que a sua retirada planeada da CEDEAO é “irreversível”

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Durante uma manifestação a favor da junta militar do Mali, contra a França e a CEDEAO, em frente à embaixada do Gana, em Paris, 15 de janeiro de 2022.

Os regimes militares do Burkina Faso, do Mali e do Níger alertaram, sexta-feira, 13 de dezembro, que a sua decisão de abandonar a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) era “irreversível”dois dias antes de uma cimeira destes últimos que esperavam fazê-los mudar de ideias.

Os três países que formam a Aliança dos Estados do Sahel (AES), todos governados por juntas hostis à França, anunciaram em Janeiro de 2024 o seu desejo de sair da CEDEAO, organização que reúne actualmente quinze países e que julgam ser explorada pelos antigos colonizadores. poder.

“Ao recordar a decisão irreversível dos Estados da Confederação de se retirarem da CEDEAO, os ministros exortam (…) continuar as discussões destinadas a chegar a acordo sobre acordos de saída no interesse das populações da Confederação”especificam os três países após uma reunião ministerial em Niamey na sexta-feira.

Leia também a descriptografia | Artigo reservado para nossos assinantes No Sahel, os rebeldes do Norte unem-se contra os golpistas do Sul

Esforços da CEDEAO para reter os três países

De acordo com os textos da CEDEAO, a saída dos três países deve tornar-se efectiva um ano após o seu anúncio, portanto em Janeiro de 2025. A CEDEAO realiza uma cimeira no domingo em Abuja, capital da Nigéria, para discutir esta questão espinhosa, mas nenhuma delegação do países da AES não foi anunciada e a sua presença continua improvável nesta fase.

Tal afastamento poderá ter implicações económicas e políticas significativas para a região da África Ocidental, incluindo a questão da livre circulação de pessoas e bens na região, o tema da reunião de Niamey na sexta-feira. A confederação AES representa um vasto território sem litoral, com uma população de 72 milhões de habitantes.

Esta declaração dos países da AES mina os esforços empreendidos pela CEDEAO para tentar evitar o divórcio. Em julho, nomeou o presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, como mediador, a fim de pleitear a sua permanência na organização. Este último relatou progressos nesta missão no início da semana.

A ruptura entre a AES e a CEDEAO ocorreu após o golpe de Estado no Níger, em Julho de 2023, o sexto na região em três anos – dois no Mali, dois no Burkina e um na Guiné. A organização da África Ocidental ameaçou uma intervenção militar e impôs pesadas sanções económicas a Niamey, que foram entretanto levantadas.

Leia a descriptografia | Artigo reservado para nossos assinantes Do Níger à Guiné, o fracasso das sanções da CEDEAO contra os golpistas

A saída do franco CFA discutida

Os países AES, que viraram as costas à França, aproximaram-se ao mesmo tempo de parceiros considerados mais “sincero” como a Rússia. Eles também acreditam que a CEDEAO não os ajudou o suficiente face à recorrente violência jihadista que deixou dezenas de milhares de mortos nos seus três países numa década.

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Os três membros da AES tomaram várias medidas para consolidar a sua confederação. Por exemplo, assinaram um memorando de entendimento sobre o fim das tarifas de roaming nas comunicações telefónicas entre os seus países. Pretendem também harmonizar os seus documentos de viagem e de identidade para a livre circulação dos seus nacionais e das suas mercadorias.

Resta a questão da moeda: os países AES ainda fazem parte da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) e utilizam o franco CFA, uma moeda da qual discutiram uma possível saída a médio prazo.

Leia a coluna | Artigo reservado para nossos assinantes “O franco CFA desperta demasiado ódio para que possamos manter o status quo”

O mundo com AFP

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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