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Quem é François Bayrou, o novo primeiro-ministro da França? | Notícias de política

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O presidente francês, Emmanuel Macron, nomeou o aliado centrista François Bayrou como primeiro-ministro, após vários dias de tenso impasse político.

O político de 73 anos do Movimento Democrático de centro-direita, ou MoDem, substituirá Michel Barnierque renunciou na semana passada depois de perder um voto de confiança na câmara baixa do parlamento. Dos 577 legisladores, 331 da esquerda e da direita votaram para destituí-lo.

A queda do governo de Barnier, que tomou posse após eleições antecipadas em Junho e Julho, não só jogado A França mergulhou no caos político, mas também levou a apelos dos líderes dos partidos da oposição à renúncia de Macron. Muitos políticos e pessoas em França estão insatisfeitos com as políticas do presidente há anos.

Embora Macron tenha dito que continuará como presidente até o fim do seu mandato em 2027, será que a sua nova escolha, Bayrou, e o seu governo durarão?

Aqui está o que sabemos:

Quem é François Bayrou?

Bayrou é popularmente conhecido como o “terceiro homem” da política francesa, nome que ganhou durante as eleições presidenciais de 2007, durante as quais se apresentou como uma “terceira via” entre a direita e a esquerda.

Bayrou tem várias cordas em seu arco. Atualmente é alto comissário de planejamento, órgão do governo francês responsável por liderar e coordenar projetos ligados a questões sociais, ambientais e tecnológicas. Ele também é o prefeito de Pau, uma cidade no sudoeste da França, e é o presidente do Partido Democrático Europeu e do seu partido membro francês, o MoDem.

Nascido numa família de agricultores ricos na pitoresca cidade francesa de Borderes, perto da cordilheira dos Pirenéus, ele se interessou pela política desde a juventude. Ele trabalhou como professor de latim e grego na cidade de Bearn antes de iniciar sua carreira política na década de 1980.

Em 1986, foi eleito para a Assembleia Nacional. Tornou-se membro do Parlamento Europeu de 1999 a 2002. Bayrou também serviu como ministro da educação desde 1993 nos governos dos primeiros-ministros republicanos Edouard Balladur e Alain Juppé.

Em 2006, a agora extinta União para a Democracia Francesa, de centro-direita, que foi fundida no MoDem no final de 2007, nomeou-o como seu candidato presidencial de 2007 para concorrer contra o direitista Nicolas Sarkozy e a esquerdista Segolene Royal. Bayrou ficou em terceiro lugar no primeiro turno, não conseguindo se classificar para o segundo turno presidencial, que acabou sendo vencido por Sarkozy.

Bayrou concorreu novamente sem sucesso em 2012 e era esperado que concorresse nas eleições presidenciais de 2017. No entanto, nesse ano ele renunciou e, em vez disso, ofereceu o seu apoio a Macron, uma medida que surpreendeu muitos.

Na altura, Bayrou disse numa conferência de imprensa: “Os franceses sentem que as palavras dos políticos não valem nada. …Temos que convencer os franceses de que as nossas ações podem corresponder às nossas palavras. É um bom momento para fazer isso, mesmo que seja um sacrifício.” Ele acrescentou que Macron era “brilhante” e desempenharia um papel importante na limpeza da política francesa.

Nesse mesmo ano, Bayrou tornou-se ministro da Justiça no gabinete do primeiro-ministro Edouard Philippe. Mas o seu mandato foi marcado por um escândalo quando ele e o partido MoDem foram processados ​​sob a acusação de utilização indevida de fundos do Parlamento Europeu, uma alegação que ele negou em tribunal.

Bayrou renunciou ao cargo de ministro da Justiça após um mês no cargo por causa das acusações, mas foi absolvido das acusações de fraude em fevereiro deste ano.

Em uma postagem no X após o anúncio da nomeação de Bayrou na sexta-feira, o aliado de Macron e ex-primeiro-ministro Gabriel Attal acolheu a notícia e disse que os membros do seu partido Renascentista a apoiariam.

“Ele tem as qualidades para defender o interesse geral e construir a estabilidade essencial que os franceses esperam”, acrescentou Attal.

O que os líderes da oposição pensam da nomeação?

Macron manteve reuniões com líderes de esquerda e de direita esta semana antes de selecionar Bayrou.

No entanto, nem todos acolheram favoravelmente a sua escolha e alguns apelam a outro voto de censura.

Ala esquerda

Os parlamentares da aliança de esquerda, a Nova Frente Popular, que obteve o maior número de votos na segunda volta das eleições antecipadas de Julho, opõem-se há muito tempo às políticas centristas de Macron e apelaram a Macron para que considerasse os resultados eleitorais e escolhesse um primeiro-ministro. ministro da sua coligação. Eles continuam ofendidos por ele não ter feito isso.

Mathilde Panot, da França Unbowed, de extrema esquerda, disse no X que seu partido lançará um voto de censura.

“Os deputados terão duas opções: apoiar o resgate de Macron ou censurar. Nós fizemos o nosso”, disse ela.

Marine Tondelier, líder do partido Ecologistas de centro-esquerda em França, partilhou uma opinião semelhante e chamou a nomeação de Bayrou de “teatro de rua mau”.

Fabien Roussel, secretário-geral do Partido Comunista Francês, também disse no X que a nomeação de Bayrou era uma “má notícia”.

Direita

A líder do partido Reunião Nacional (RN), Marine Le Pen, alertou que a “extensão do macronismo” de Bayrou resultará em “fracasso”.

“Uma continuação do macronismo, rejeitado duas vezes nas urnas, só poderia levar ao impasse e ao fracasso”, postou ela no X.

Jordan Bardella, presidente do RN, disse à mídia local: “Este novo primeiro-ministro deve compreender que não tem maioria no parlamento. … Nossas linhas vermelhas permanecem.”

Emmanuel Macron escolheu François Bayrou como sexto primeiro-ministro de sua presidência (Arquivo: Ludovic Marin/AFP)

Este novo governo francês poderá durar?

Os especialistas estão divididos sobre o que o futuro reserva para o governo de Bayrou. Segundo Amine Snoussi, conselheira política no Parlamento francês do partido de esquerda La France Insoumise, qualquer figura do centro-direita ou da direita está condenada ao fracasso.

“A esquerda unida é a coligação mais forte no parlamento. Os centristas não têm maioria. Eles têm que se apoiar na esquerda ou na extrema direita”, disse ele à Al Jazeera.

“Ao recusar dar o poder à coligação que venceu as últimas eleições, Macron está a arriscar uma aliança oculta entre centristas e a extrema direita”, disse ele. Acrescentou que foi o que aconteceu ao último governo, tendo como resultado a demissão de Barnier.

Jonathan Machler, um activista da sociedade civil e membro do Partido Comunista Francês, disse que Bayrou representa o puro “macronismo” e que a sua nomeação fará a França mergulhar numa crise política mais profunda.

“A única alternativa para o governo durar é finalmente ouvir as aspirações do povo francês e mudar as suas políticas para a esquerda, nomeadamente sobre a revogação da reforma das pensões, a questão dos salários, a ajuda aos agricultores e o fim do enfraquecimento dos serviços públicos”, afirmou.

No entanto, Jacob Ross, especialista em política francesa e relações franco-alemãs no Conselho Alemão de Relações Exteriores, disse à Al Jazeera que Bayrou tem a reputação de ser “um político bastante independente e de pensamento livre” que fez a “terceira via ”sua marca registrada.

Ross disse acreditar que isso poderia beneficiar Bayrou.

“Ao longo da sua longa carreira, ele apoiou ora candidatos da esquerda, ora da direita, o que pode torná-lo um bom candidato para construir uma ampla coligação capaz de governar o país até Setembro e as potenciais próximas eleições antecipadas na Assembleia Nacional. ”, disse Ross.

“Bayrou também foi um defensor de grandes coligações e de uma cultura de compromisso no passado. …É também a favor da reforma da lei eleitoral e da introdução da proporcionalidade nas eleições legislativas, o que poderá fazer parte da sua agenda e uma das razões pelas quais é nomeado por Macron”, acrescentou.

Quais serão os principais desafios para Bayrou?

Orçamento e economia

Uma das primeiras responsabilidades de Bayrou como primeiro-ministro será conseguir que o orçamento para 2025 seja aprovado no parlamento, uma tarefa que provou ser demais para o seu antecessor.

Os parlamentares da Nova Frente Popular apresentaram o recente voto de desconfiança em resposta ao orçamento de austeridade de Barnier. A moção foi então apoiada pelo RN, que interveio depois que Barnier tentou aprovar o orçamento no parlamento sem votação.

O RN queria que o orçamento de Barnier incluísse um aumento nas pensões do Estado e uma disposição para eliminar os cortes nos reembolsos médicos. A esquerda tem-se oposto a Macron desde as suas reformas das pensões, que aumentaram a idade nacional de reforma.

Reconhecendo os desafios que enfrenta, Bayrou disse aos repórteres na sexta-feira: “Todos sabem que o caminho será longo”.

A França tem actualmente um défice público equivalente a 6,1% do seu produto interno bruto (PIB), que Bayrou terá de resolver. As regras da União Europeia exigem que os países membros tenham um défice orçamental não superior a 3% do PIB.

Segundo Ross, um orçamento preliminar baseado no atual de Barnier provavelmente será aprovado sem muitos problemas.

“Mas as discussões sobre o orçamento de 2025 vêm se acumulando há meses. Cada partido político tem os seus próprios interesses a defender. O Ministério da Defesa e as Forças Armadas estão especialmente preocupados porque teriam beneficiado do maior aumento do orçamento no próximo ano” e nos anos seguintes, disse.

Falta de consenso

De acordo com Gesine Weber, pesquisadora do escritório de Paris do Fundo Marshall Alemão dos Estados Unidos, o sistema político francês mudou significativamente desde as eleições mais recentes, com os partidos agora tendo que chegar a acordos no parlamento porque nenhum bloco político tem maioria. .

“Isto é algo relativamente novo no sistema político francês, uma vez que o parlamento em França é hoje muito mais diversificado do que costumava ser quando tinha apenas dois grandes blocos (esquerda e direita)”, disse ela à Al Jazeera.

À luz destas mudanças, disse ela, os principais desafios para o novo governo serão a unidade e a estabilidade, bem como a forma de alcançar maiorias estáveis ​​no parlamento dentro das quais os líderes não irão votar a favor de moções de censura assim que surgir a oportunidade.

“No entanto, não espero que o próximo governo seja estável”, disse ela.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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