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Níger, Mali e Burkina Faso afirmam que a sua retirada planeada da CEDEAO é “irreversível”
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Os regimes militares do Burkina Faso, do Mali e do Níger alertaram, sexta-feira, 13 de dezembro, que a sua decisão de abandonar a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) era “irreversível”dois dias antes de uma cimeira destes últimos que esperavam fazê-los mudar de ideias.
Os três países que formam a Aliança dos Estados do Sahel (AES), todos governados por juntas hostis à França, anunciaram em Janeiro de 2024 o seu desejo de sair da CEDEAO, organização que reúne actualmente quinze países e que julgam ser explorada pelos antigos colonizadores. poder.
“Ao recordar a decisão irreversível dos Estados da Confederação de se retirarem da CEDEAO, os ministros exortam (…) continuar as discussões destinadas a chegar a acordo sobre acordos de saída no interesse das populações da Confederação”especificam os três países após uma reunião ministerial em Niamey na sexta-feira.
Esforços da CEDEAO para reter os três países
De acordo com os textos da CEDEAO, a saída dos três países deve tornar-se efectiva um ano após o seu anúncio, portanto em Janeiro de 2025. A CEDEAO realiza uma cimeira no domingo em Abuja, capital da Nigéria, para discutir esta questão espinhosa, mas nenhuma delegação do países da AES não foi anunciada e a sua presença continua improvável nesta fase.
Tal afastamento poderá ter implicações económicas e políticas significativas para a região da África Ocidental, incluindo a questão da livre circulação de pessoas e bens na região, o tema da reunião de Niamey na sexta-feira. A confederação AES representa um vasto território sem litoral, com uma população de 72 milhões de habitantes.
Esta declaração dos países da AES mina os esforços empreendidos pela CEDEAO para tentar evitar o divórcio. Em julho, nomeou o presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, como mediador, a fim de pleitear a sua permanência na organização. Este último relatou progressos nesta missão no início da semana.
A ruptura entre a AES e a CEDEAO ocorreu após o golpe de Estado no Níger, em Julho de 2023, o sexto na região em três anos – dois no Mali, dois no Burkina e um na Guiné. A organização da África Ocidental ameaçou uma intervenção militar e impôs pesadas sanções económicas a Niamey, que foram entretanto levantadas.
A saída do franco CFA discutida
Os países AES, que viraram as costas à França, aproximaram-se ao mesmo tempo de parceiros considerados mais “sincero” como a Rússia. Eles também acreditam que a CEDEAO não os ajudou o suficiente face à recorrente violência jihadista que deixou dezenas de milhares de mortos nos seus três países numa década.
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Os três membros da AES tomaram várias medidas para consolidar a sua confederação. Por exemplo, assinaram um memorando de entendimento sobre o fim das tarifas de roaming nas comunicações telefónicas entre os seus países. Pretendem também harmonizar os seus documentos de viagem e de identidade para a livre circulação dos seus nacionais e das suas mercadorias.
Resta a questão da moeda: os países AES ainda fazem parte da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) e utilizam o franco CFA, uma moeda da qual discutiram uma possível saída a médio prazo.
O mundo com AFP
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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