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Nigéria boicota eliminatória da AFCON 2025 na Líbia por ‘tratamento desumano’ | Notícias de futebol
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O capitão da Nigéria, William Troost-Ekong, disse que sua equipe foi deixada em um aeroporto abandonado na Líbia por mais de 17 horas sem comida ou bebida.
A seleção nigeriana de futebol retornará da Líbia sem disputar a partida de qualificação para a Copa das Nações Africanas de 2025, após o suposto “tratamento desumano” no país anfitrião, informou a Federação Nigeriana de Futebol (NFF).
A equipe está detida em um aeroporto abandonado na Líbia há mais de 17 horas desde que seu voo fretado pousou no domingo, segundo o capitão da Nigéria, William Troost-Ekong.
A NFF está agora tomando providências para levá-los de volta à Nigéria antes do jogo contra a Líbia, marcado para terça-feira.
“Os jogadores decidiram não jogar mais a partida, já que os dirigentes da NFF estão fazendo planos para levar o time de volta para casa”, disse o porta-voz da NFF, Ademola Olajire, na segunda-feira.
A equipe desembarcou no Aeroporto Internacional Al Abraq na noite de domingo e deveria viajar por estrada até o local do jogo em Benina, ao sul da capital da Líbia, Trípoli.
Troost-Ekong disse que a equipe não jogará o jogo e não fará uma viagem de ônibus de três horas de Al-Abraq a Benina por razões de segurança.
“Como capitão da equipe, juntamente com a equipe, decidimos que NÃO jogaremos este jogo”, escreveu ele em uma série de postagens nas redes sociais descrevendo a estadia da equipe no aeroporto.
“Deixe-os ficar com os pontos”, acrescentou, indicando que a sua equipa pode perder pontos se o jogo for considerado perdido pela Confederação Africana de Futebol (CAF).
Troost-Ekong disse que a aeronave da equipe foi desviada durante a descida, depois que o governo líbio supostamente rescindiu o pouso aprovado em Benghazi “sem motivo”.
O capitão dos Super Eagles postou fotos de seus companheiros dormindo em assentos no saguão deserto do aeroporto.
“Eles trancaram os portões do aeroporto e nos deixaram sem conexão telefônica, comida ou bebida – tudo para fazer jogos mentais”, escreveu ele.
“Já experimentei coisas antes de jogar em África, mas este é um comportamento vergonhoso.”
Mais de 12 horas em um aeroporto abandonado na Líbia depois que nosso avião foi desviado durante a descida. O governo líbio rescindiu o nosso desembarque aprovado em Benghazi sem motivo. Eles trancaram os portões do aeroporto e nos deixaram sem telefone, comida ou bebida. Tudo para jogar jogos mentais.
-William Troost-Ekong (MON) (@WTroostEkong) 14 de outubro de 2024
A NFF apresentou uma queixa formal à CAF, o órgão regional de futebol.
A embaixada da Nigéria na Líbia alegadamente não pode intervir porque precisaria da permissão do governo líbio para o fazer.
O ex-futebolista africano do ano, Victor Ikpeba, que acompanhou a seleção à Líbia, apelou a sanções duras contra a Líbia e apoiou a decisão de boicotar o jogo.
“Se a CAF conhece o seu trabalho, a Líbia deveria ser banida do futebol internacional”, disse ele à agência de notícias AFP.
“Este é um país de alto risco e realmente nos perguntamos quem aprovou que a Líbia jogasse em casa.
“Joguei pelos Super Eagles durante 10 anos e nunca experimentei o que vivi na Líbia nas últimas horas.”
“A equipe não está segura. Aqueles de nós que viajam com eles também não estão seguros”, acrescentou.
“Ficamos trancados em um aeroporto abandonado por mais de 10 horas como reféns.”
Na sexta-feira, a Nigéria venceu a Líbia por 1 a 0 em casa, na cidade de Uyo, no sul do país.
Eles lideram o Grupo D com sete pontos em três partidas, enquanto a Líbia está na última posição da classificação com um ponto.
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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