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No Acre, 30 pessoas morreram vítimas da Covid-19 nos primeiros 10 dias do ano

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Nos 10 primeiros dias de 2021, 30 pessoas morreram vítimas da Covid-19. Os dados são de 1º a 10 de janeiro de 2021. Em comparação com o mesmo período de dezembro de 2020, quando 20 perderam a vida, houve um aumento de 50% no número de vítimas fatais.

Das 30 mortes registradas no início de 2021, 20 das vítimas eram moradoras da capital acreana, Rio Branco. A média de óbitos no período ficou em três vítimas por dia.

Ainda se comparado com os óbitos registrados durante todo o mês de dezembro de 2020, quando 71 morreram, as 30 mortes ocorridas nos primeiros 10 dias de 2021 representam 42% do total.

Até este domingo (10), em todo o Acre, de acordo com o boletim da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), 825 pessoas perderam a vida vítimas do novo coronavírus e há 43.127 contaminadas pela doença desde o início da pandemia.

Comparativo número de mortes por Covid-19
1º a 10 de janeiro de 2021 ao mesmo período de dezembro de 2020.
Mortes por Covid-1920203030Dezembro de 2020Janeiro de 2021010203040
Fonte: Sesacre

Mortes em dezembro de 2020

  • 1º de dezembro – três mortes, uma em Cruzeiro do Sul, uma em Feijó e uma em Rio Branco;
  • 2 de dezembro – uma morte em Rio Branco;
  • 3 de dezembro – três mortes, uma em Epitaciolândia e duas em Rio Branco;
  • 4 de dezembro – uma morte em Senador Guiomard;
  • 5 de dezembro – uma morte em Rio Branco;
  • 6 de dezembro – sem mortes;
  • 7 de dezembro – quatro mortes em Rio Branco;
  • 8 de dezembro – sem mortes;
  • 9 de dezembro – cinco mortes, uma em Mâncio Lima, uma em Manoel Urbano e duas em Rio Branco;
  • 10 de dezembro – duas mortes, uma em Brasiléia e uma em Rio Branco.

 

Mortes em janeiro de 2021

  • 1 de janeiro – uma morte em Rio Branco;
  • 2 de janeiro – duas mortes em Rio Branco;
  • 3 de janeiro – quatro mortes, uma em Feijó e três em Rio Branco;
  • 4 de janeiro – quatro mortes, uma em Porto Acre e três em Rio Branco;
  • 5 de janeiro – duas mortes, uma em Cruzeiro do Sul e uma em Rio Branco;
  • 6 de janeiro – seis mortes, uma em Acrelândia, uma em Feijó, uma em Plácido de Castro e três em Rio Branco;
  • 7 de janeiro – sete mortes, uma em Acrelândia, uma em Feijó, uma em Assis Brasil e quatro em Rio Branco;
  • 8 de janeiro – duas mortes em Rio Branco;
  • 9 de janeiro – nenhuma morte;
  • 10 de janeiro – duas mortes, uma em Brasiléia e uma em Rio Branco.

 

Número gerais e ocupação de leitos

Das 825 mortes registradas, 533 apresentavam algum tipo de comorbidade, segundo a Saúde, e 290 das vítimas não tinham outras doenças. Do total de mortos, 498 eram homens e 327 mulheres. Do total de vítimas, 584 tinham acima de 60 anos.

Dos 65 leitos de UTI nos hospitais da rede SUS disponibilizados, 37 estão ocupados, uma taxa de 57%. Os leitos de UTI estão concentrados em Rio Branco, com 55 vagas, e Cruzeiro do Sul, com 10.

Acre na faixa de atenção

O Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19 manteve as três regionais do Acre na faixa de atenção, representada pela cor amarela. O anúncio foi feito na sexta (8) pelos representantes do comitê.

Esta foi a 15ª coletiva do Pacto Acre sem Covid. A avaliação ocorreu nas duas últimas semanas epidemiológicas, com análise entre os dias 20 de dezembro a 2020 a 2 de janeiro de 2021. A próxima avaliação deve ser divulgada no dia 22 de janeiro de 2021.

Brasil chega a 200 mil mortes por Covid-19

Em um momento crítico da pandemia e ainda sem vacinação, o Brasil passou a marca de 200 mil mortes por Covid-19 na quinta (7), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa, a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, em um boletim extra. O total de óbitos registrados é de 200.011, com 7.921.803 casos confirmados.

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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