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No Acre, MPF entra na Justiça para pedir ação imediata das polícias para desbloqueio de rodovias federais
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O Ministério Público Federal (MPF) ingressou nesta segunda-feira (31) com ação civil pública na Justiça Federal em Rio Branco, requerendo, em caráter de urgência, que a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar do Acre (PMAC) cumpram o determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e exerçam suas competências legais, adotando medidas enérgicas para que as rodovias do Acre sejam desbloqueadas imediatamente.
Três trechos de rodovias do Acre, sendo nos municípios de Acrelândia, Manoel Urbano e Brasileia têm bloqueios devido às manifestações. Os atos tiveram início na manhã de segunda (31) e são motivados pelo resultado do segundo turno das eleições que terminou com a derrota de Jair Bolsonaro (PL) e a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o órgão, a ação foi apresentada pelo procurador da República Lucas Costa Almeida Dias, que tomou a medida “após a persistência dos bloqueios nas rodovias acreanas, e a falta de ação efetiva das polícias, inclusive com a publicação de nota pela Polícia Militar de que agiria apenas a partir de determinações das autoridades judiciárias.”
A ação informa ainda que existem casos registrados em vídeos de episódios em que o bloqueio é controlado pela própria PRF, “sob o argumento de controle de fluxo, isolando pessoas e instituições que dependem dos acessos para alcançar alimentos, atendimento médico, etc.”
Ainda segundo o MPF, com as manifestações, há o risco de desabastecimento de produtos essenciais além de prejuízos aos cidadãos, inclusive à liberdade econômica. O órgão destaca ainda a proximidade do dia 2 de novembro (Dia de Finados), em que há um significativo deslocamento da população, inclusive para fins religiosos e familiares.
Até a tarde desta terça, os pontos de bloqueio se concentram:
- BR-364 – km 33 – Acrelândia (bloqueio total );
- BR -364 – Km 351 – Manoel Urbano (parcial);
- BR-364 – KM 121 – Rio Branco (parcial);
- BR- 317 – Km 300 – Brasileia (parcial);
O que a ação pede:
- Determinação para imediata atuação da PRF e da Polícia Militar para a liberação das rodovias federais do estado do Acre, com o levantamento de informações, na próxima hora e, a partir delas sejam identificadas as lideranças do movimento, a serem oportunamente responsabilizadas;
- Determinação para proibição de bloqueios, inclusive formados pela PRF, das rodovias federais no Acre
- Determinação para que as Polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar organizem força de trabalho suficiente para inibição da prática de crimes, principalmente os previstos no art. 286, parágrafo único do Código Penal, art. 359-M da Lei nº 14.197/21, bem como os crimes da Lei 10.826/03, com identificação de todas as pessoas que eventualmente pratiquem os crimes acima descritos, e que estejam presentes no ato, tudo em Inquérito Policial devidamente registrado, com a remessa dos autos ao MPF para o devido ajuizamento da ação penal respectiva;
- Determinação para que a PRF aplique penalidades administrativas (multas e retirada dos veículos) dos responsáveis pelos bloqueios das rodovias federais e encaminhe os autos de infração para responsabilização criminal;
- Que a PRF e a Polícia Militar apresentem relatório de resultados obtidos e medidas a serem tomadas, a cada três horas.
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Procurador do MP se reúne com Segurança Pública e pede que policiais comecem a agir para liberar rodovias no Acre — Foto: Tiago Teles/Asscom MP
MP se reúne com forças de Segurança
Uma reunião com o procurador-geral de Justiça Danilo Lovisaro do Nascimento com representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e do Comando da Polícia Militar do Acre determinou que policiais militares atuem na desobstrução de rodovias no estado.
Mesmo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que as polícias impeçam interdições nas rodovias , o Acre ainda tem pontos de bloqueios nesta terça-feira (1ª).
Em nota, o MP informou que “foi determinado que as polícias militares dos estados devem atuar para desobstruir até mesmo as estradas federais, além de identificar, multar e prender os responsáveis pelos bloqueios.”
Ao g1, o MPF também informou que requisitou abertura de inquérito policial para apurar todos os possíveis crimes que eventualmente fossem cometidos durante essas manifestações.
Policial orienta manifestantes
Um dos vídeos que o MPF acompanha é do policial rodoviário federal Américo Paes. Ele aparece orientando que os manifestantes não se identifiquem. Ao g1, ele confirmou que participou de um dos atos na segunda-feira (31) em Rio Branco e que gravou o vídeo para enviar aos grupos no WhatsApp.
“O policial rodoviário federal ao chegar no local para poder intimidar a liderança, não deem o seu nome como liderança, evitem aparecer no vídeo dizendo: ‘eu sou a liderança’. Digam que é uma ação coletiva, não tem liderança, é a sociedade que está fechando a BR. Tirem os carros que tem placa, tirem caminhão da BR, porque o Estado vai conseguir identificar de quem pertence e vai ser feito multa, então para fechar usem pneus, cadeiras, resto de materiais de construção, madeira, cavalete. Evitem colocar os veículos de vocês para que não sejam multados, então essa contribuição que estou dando, contribuindo para um país melhor, que tudo que a gente quer é um país melhor e aproveito para dizer a nosso presidente: obrigado presidente Bolsonaro, nunca, nunca mais o Brasil vai ter um presidente como nós tivemos, obrigada demasiadamente, capitão. Conte comigo, seu nome ficou no meu coração, no coração de várias famílias brasileiras, então vamos à luta”, diz no vídeo.
O g1 questionou a PRF sobre o vídeo e não obteve retorno.
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MP se reúne com forças de Segurança e pede que policiais militares atuem na desobstrução de rodovias no AC — Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal
O que diz a Segurança
Mais cedo, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Comando da Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC) comunicaram que cumpririam o que fosse determinado pelas autoridades judiciárias quanto à desobstrução de bloqueios nas rodovias federais do estado.
“A PMAC está à disposição da Polícia Rodoviária Federal, no apoio que a instituição precisar acerca desses eventos, embora até a manhã desta terça-feira, 1º, não tenha havido nenhuma solicitação nesse sentido”, diz a nota assinada pelo comandante da Polícia Militar do Estado do Acre, Luciano Fonseca, e Paulo Cézar dos Santos, secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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