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No Dia Mundial do Combate ao Câncer, Saúde do Acre reforça importância da prevenção e destaca avanços nos tratamentos

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Felipe Souza

Em 8 de abril é celebrado o Dia Mundial do Combate ao Câncer, uma data que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura de uma das doenças que mais mata em todo o planeta. No Brasil, foi a segunda principal causa de morte em 2024, com 157.747 óbitos, segundo o painel de monitoramento da mortalidade do Ministério da Saúde.

Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer, incluindo histórico familiar, exposição a agentes cancerígenos como fumo e consumo excessivo de álcool, dieta rica em alimentos ultraprocessados, sedentarismo e obesidade. Além disso, infecções causadas por vírus, como HPV e hepatites B e C, também podem estar associadas ao desenvolvimento da doença.

No Acre, pacientes dos 22 municípios, bem como pessoas de estados vizinhos e até mesmo de países como Bolívia e Peru, têm acesso ao diagnóstico e tratamento especializado em unidades de referência como o Centro de Controle Oncológico do Acre (Cecon) e a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), localizada no complexo da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre). Esses centros oferecem serviços de alta qualidade e suporte avançado no combate ao câncer, garantindo que os pacientes recebam o atendimento necessário. A estrutura dessas unidades é um ponto crucial para o enfrentamento da doença, proporcionando cuidados especializados que atendem a uma demanda crescente.

Cecon e Unacon ofertam serviços de alta qualidade no combate ao câncer. Foto: Neto Lucena/Secom

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), vem investindo em melhorar a qualidade dos serviços que são oferecidos na rede pública para pacientes diagnosticados com câncer. Com esses investimentos e melhorias, os cidadãos que precisam têm acesso ao tratamento completo, que inclui quimioterapia, radioterapia, braquiterapia e cirurgia oncológica.

Devido à gravidade da doença, o atendimento rápido se faz necessário e, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, o Acre tem uma média de 29 dias para a consulta com um especialista oncológico. Já na avaliação médica para a cirurgia, o estado se evidencia com o tempo regular de 21,7 dias de espera.

O titular da Sesacre, Pedro Pascoal, destaca que a luta contra as células cancerígenas que se manifestam no ser humano está longe de acabar. Porém, afirma que o governo garante todos os recursos e une as forças necessárias para enfrentar esse desafio imposto todos os dias da melhor forma possível, visando promover cidadania à população acreana.

“A luta contra o câncer é um dos principais desafios da Saúde. Por ser uma doença muitas vezes silenciosa, ela se desenvolve sem que o paciente saiba e atinge um nível avançado muito rápido. Então, é dever de todos a conscientização de que a prevenção ainda é o melhor remédio nesse combate. O governador Gladson Camelí vem nos dando as melhores ferramentas para o enfrentamento do câncer, o que facilita mais nosso trabalho. Com todas as forças do Estado juntas, sem dúvidas, iremos conseguir vencer essa batalha”, ressalta Pedro.

Sceretário Pedro Pascoal reafirma o compromisso do governo, por meio da Sesacre, na luta contra o câncer. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Modernização da estrutura

A modernização nos tratamentos contra os mais variados tipos de câncer realizados em todo do estado é uma das peças-chaves para a melhoria nos atendimentos que são realizados em toda a rede pública de saúde do Acre. Além de dar eficiência ao processo, garante que os pacientes tenham uma resposta mais rápida e diminuam cada vez mais as filas de espera.

Os centros de terapia contra o câncer realizam um trabalho árduo todos os dias. Mas com a implementação de novos equipamentos e investimentos que melhoram a qualidade dos atendimentos que são ofertados à população, essa realidade fica mais fácil e menos complicada para os profissionais que atuam na linha de frente no combate à doença.

O Hospital do Câncer do Acre possui um dos equipamentos mais modernos disponíveis nos dias atuais. O acelerador linear, da empresa Varian, foi instalado no Unacon como parte de um esforço do Ministério da Saúde, em parceria com o governo estadual, para expandir o acesso a tratamentos de alta precisão. A máquina é fundamental para a realização de sessões de radioterapia.

Acelerador linear do Hospital do Câncer do Acre, avaliado em R$ 13 milhões. Foto: Luan Martins/Sesacre

O médico radioncologista Melk Hadad, que atua há uma década, aponta um grande avanço no tratamento contra o câncer na rede pública estadual que vem ocorrendo nos últimos anos. “Tivemos uma evolução de 50 anos em apenas 5. Com esse novo equipamento e com os acessórios que nós implementamos, será possível realizar os procedimentos em um menor tempo. As sessões que eu realizaria em 25 dias, com a nova máquina eu consigo concluir em apenas 5 aplicações”, contou Melk.

Médico radioncologista Melk Hadad enfatizou os benefícios da estrutura. Foto: Luan Martins/Sesacre

Recentemente, os pacientes oncológicos também tiveram uma grande conquista: a disponibilidade do tratamento de imunoterapia – um tratamento que estimula o sistema imunológico a combater as células cancerígenas – para melanoma avançado. Por ser uma alternativa de alto custo, a oferta representa um avanço na cura da doença para os enfermos que necessitam da gratuidade do serviço.

Além de melhorias na estrutura física das unidades especializadas, os profissionais estão cada vez mais qualificados em sua área de trabalho. Com essa união de equipamentos tecnológicos e a competência médica, o Estado avança e reforça seu compromisso para garantir o bem-estar de todos os cidadãos que precisam do Sistema Único de Saúde (SUS).

Promoção de dignidade

Um balanço feito pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostra que, entre 2023 e 2026, o estado deve ter um acréscimo de 140 novos casos da doença que afeta o útero das mulheres. Os números integram a estimativa que deve recair sobre 51 mil mulheres brasileiras no mesmo período. Embora seja a terceira causa de mortes femininas prematuras no país, a adoção de mecanismos, como a vacinação e o rastreio, podem reduzir esses índices.

Ainda de acordo com dados do Inca, nas regiões Norte e Nordeste o câncer de mama e o do colo do útero são os de maior incidência entre a população. No Acre, o público que pode ser afetado com essas duas vertentes da doença tem a garantia de um atendimento humanizado por meio do Cecon, uma instituição referência no diagnóstico das doenças.

Mulheres com mais de 40 anos podem agendar a mamografia no Cecon. Foto: José Caminha/Secom

A unidade especializada opera em tempo integral, das 7h às 18h, com atendimentos realizados mediante agendamento prévio de data e horário, tanto para consultas quanto para exames. Na área de mastologia, o centro conta com o mamógrafo digital mais avançado da região, proporcionando diagnósticos de alta qualidade.

Mulheres com mais de 40 anos podem agendar a mamografia diretamente no centro de atendimento ou nas unidades básicas de Saúde (UBS). É importante ressaltar que, para aquelas com histórico familiar, o exame pode ser solicitado pelo médico mesmo antes dos 40 anos.

Pensando em proporcionar dignidade para mulheres diagnosticadas com células cancerígenas na região do seio, o governo do Estado instituiu o programa Opera Mama em 2024, com o objetivo de realizar cirurgias de restauração mamárias de quase 30 mulheres, fortalecendo cada vez mais a autoestima feminina.

A moradora do Bujari, Luceide de Carvalho Bezerra, foi a primeira paciente contemplada no mutirão do Opera Mama. Ela tinha o sonho de colocar as próteses desde que passou pelo tratamento em 2021. Na oportunidade, afirmou: “Eu me sinto bem, muito lisonjeada por ter sido a primeira, pois a minha expectativa era enorme. Pense numa pessoa que estava com ansiedade de chegar esse dia. Graças a Deus, ele chegou”.

Luceide foi a primeira beneficiada com a reconstrução mamária do Opera Mama. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Regionalização do tratamento

A regionalização da saúde é um passo importante para a redução das filas de espera e na promoção da dignidade de moradores de localidades afastadas de Rio Branco. Pensando nisso, o governo do Acre inaugurou a sala de infusão de quimioterapia do Juruá, em fevereiro deste ano, promovendo um marco na oferta do serviço à segunda maior e mais populosa região do estado.

“A descentralização dos serviços oncológicos e a interiorização da saúde é uma das principais bandeiras da gestão do governador Gladson. Com a adição do tratamento de quimioterapia no Hospital de Dermatologia Sanitária, em Cruzeiro do Sul, a população da região do Juruá, Envira e Tarauacá passou a ter uma boa estrutura para atendimento local, trazendo alívio e esperança para muitas famílias que precisavam se deslocar. E esse é só o começo de todos os avanços que o sistema público de saúde do Acre ainda vai passar, mas que já vem cumprindo seu papel”, reforça o gestor Pedro Pascoal.

Implementação da quimioterapia no Juruá representa um avanço na interiorização da saúde. Foto: Marcos Santos/Secom

O acesso à quimioterapia em regiões afastadas da capital está começando a transformar a realidade de pacientes que, até pouco tempo, precisavam enfrentar longas e desgastantes viagens. Marian Lucas da Silva, de 52 anos, é uma dessas pessoas. Moradora de Cruzeiro do Sul, ela foi diagnosticada com câncer no colo do útero em 2021. No início do tratamento, precisava ir a Rio Branco para realizar a quimioterapia e, após a inauguração, passou a ter o apoio da família durante as sessões feitas “em casa”.

“Posso seguir meu tratamento perto da minha casa. Estou muito feliz por isso. Faço o tratamento, chego em casa muito alegre e satisfeita, porque estou com meus filhos. Tudo isso ajuda muito na minha recuperação”, frisou. E ainda deixou um recado: “Sigo firme no tratamento até eu me curar e aconselho a todas as mulheres que façam sempre o exame e se cuidem”.

Marian deixou uma mensagem às mulheres: “Façam o exame e se cuidem”. Foto: Marcos Santos/ Secom

Humanização

A cinoterapia, também conhecida como terapia assistida por cães, vem ganhando espaço em hospitais oncológicos como uma importante aliada no tratamento de crianças com câncer. Mais do que simples visitas, os encontros com cachorros treinados promovem momentos de leveza, afeto e descontração em meio à rotina pesada de quimioterapias e internações.

Outras instituições estaduais se unem à força-tarefa da Saúde para garantir a humanização dos pacientes oncológicos, principalmente das crianças, sendo a cinoterapia constantemente utilizada. A parceria da Sesacre com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) vem dando certo, leva felicidade e é responsável por gerar lindos sorrisos infantis.

Cinoterapia é um tratamento cientificamente comprovado, que busca promover o bem-estar emocional, físico, cognitivo e social. Foto: José Caminha/Secom

A presença dos animais pode reduzir níveis de ansiedade, melhorar o humor e até contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico, impactando positivamente no processo de recuperação. Para as menores, o vínculo com os amigos de quatro patas traz conforto emocional, estimula a socialização e ajuda a enfrentar os desafios do tratamento com mais coragem e esperança.

Campanhas de conscientização

Campanhas de conscientização têm se mostrado ferramentas poderosas na luta contra o câncer. Iniciativas como o “Outubro Rosa”, dedicado à prevenção do câncer de mama, e o “Novembro Azul”, voltado ao câncer de próstata, extrapolam o significado das cores e se consolidam como importantes estratégias para educar a população e reduzir o preconceito.

O impacto dessas campanhas vai além da informação. Elas mobilizam instituições de saúde, escolas e empresas em torno de uma causa comum: salvar vidas por meio da prevenção. Ao estimular o diálogo aberto sobre o câncer, essas ações ajudam a quebrar tabus, como o medo de falar sobre a doença ou de realizar exames preventivos.

Outubro é o mês de conscientização e prevenção do câncer de mama. Foto: Odair Leal/Sesacre

Além disso, essas campanhas desempenham um papel essencial na luta contra a desinformação, um dos maiores desafios atuais na área da saúde. Elas ajudam a esclarecer mitos, explicar fatores de risco e reforçar a importância de hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas e alimentação equilibrada.

Anualmente, o governo do Acre atua corriqueiramente nessas campanhas. Além do esforço realizado pelas equipes da Sesacre em locais de saúde, outras instituições e órgãos também ajudam na propagação de informações sobre a doença que tanto afeta a vida das pessoas.

Importância da prevenção

Avanços na medicina têm mostrado que a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para aumentar significativamente as chances de cura. A identificação da doença em seus estágios iniciais não apenas facilita o tratamento, como também reduz os impactos físicos, emocionais e financeiros para os pacientes e suas famílias.

Informações do Inca mostram que cerca de 30% dos tipos de câncer podem ser evitados com mudanças simples no estilo de vida, como a prática regular de atividades físicas, alimentação saudável, abandono do tabagismo e moderação no consumo de álcool. Essas atitudes, além de contribuírem para a prevenção, promovem o bem-estar geral da população.

Unacon possui tratamentos específicos para cada caso de câncer. Foto: Neto Lucena/Secom

Entretanto, mesmo com hábitos saudáveis, o risco não é eliminado completamente. Por isso, o diagnóstico precoce se torna uma peça-chave. Exames regulares, como mamografias, papanicolau, colonoscopias e testes de PSA, por exemplo, são ferramentas eficazes para detectar alterações antes que elas se tornem graves. Quando descoberto no início, a doença tem até 90% de chances de cura, dependendo do tipo e da resposta ao tratamento.

O gerente de Assistência da Unacon, Rafael Carvalho, pontua que é de fundamental necessidade que os cidadãos se conscientizem sobre a prevenção e o diagnóstico precoce para mitigar os danos que a doença pode causar. “Não só durante as campanhas de conscientização, como ‘Outubro Rosa’ e ‘Novembro Azul’, todos os meses do ano a gente precisa lembrar e fazer a prevenção. Cuidar da nossa própria saúde, realizar atividade física, combater a obesidade e estar com a vacinação em dia. Isso tudo ajuda a evitar o câncer. Àqueles que têm sintomas: procurem realizar os exames. Quanto mais cedo for o diagnóstico, maior a chance de cura aqui na Unacon”, frisou.

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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