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No escuro: como os apagões transformaram a vida no Equador | Notícias sobre seca
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À medida que a seca histórica no Equador continuar, os cortes de energia poderão persistir até Abril, disse Jorge Luis Hidalgo, consultor de energia.
Durante décadas, os especialistas instaram as autoridades a aumentar o fornecimento de energia ao Equador, expandindo as suas capacidades de energia solar e eólica e reforçando as suas centrais termoelétricas.
Mas Hidalgo disse que os subsídios à eletricidade e aos combustíveis fósseis mantiveram os preços da energia no Equador entre os mais baixos da região: os residentes e as empresas pagam apenas cerca de US$ 0,10 por quilowatt-horasegundo estimativas do governo.
Essa falta de rendimento, por sua vez, desincentivou o sector privado de investir em energias alternativas, segundo Hidalgo.
“Enquanto o Equador continuar a doar energia, esta situação continuará”, disse ele.
Ao longo dos anos, à medida que a população cresce, a procura de energia excedeu a oferta, acrescentou Hidalgo. É um problema que o próprio Presidente Noboa reconheceu.
Em outubro, ele postou um vídeo nas redes sociais onde explicava que o Equador tem atualmente um déficit de energia que oscila entre 1.000 e 1.400 megawatts.
Isto significa que a necessidade de electricidade do Equador excedeu a sua capacidade de produção em mais de um décimo. Em 2022, o país só era capaz de produzir cerca de 8.864 megawatts no total.
A escassez gerou uma crise política para Noboa, que enfrentou protestos nas ruas como resultado dos cortes de energia impostos pelo governo.
Essas manifestações ocorrem num momento delicado para Noboa. Ele enfrenta a reeleição em 2025, já que seu mandato atual consiste em completar o restante do mandato de seu antecessor.
Em Novembro, os manifestantes marcharam até ao palácio presidencial em Quito, gritando: “Não há luz. Não há educação. E você tem coragem de pedir a reeleição?”
Em dezembro, Noboa prometeu acabar com os apagões do governo. “Voltaremos a ter uma vida normal”, prometeu.
Já em Novembro, Noboa anunciou que a sua administração tinha gasto 700 milhões de dólares na manutenção das obsoletas centrais termoeléctricas do Equador, concebidas para apoiar o sistema hidroeléctrico do Equador durante os períodos de seca.
Atualmente, as barragens hidrelétricas são responsáveis pela geração de cerca de 70% da energia do Equador.
Noboa também chegou a um acordo com a Colômbia para continuar comprando energia do país vizinho. No início deste ano, a Colômbia tinha cortar exportações de eletricidade para o Equador devido aos seus próprios problemas com a seca.
O governo equatoriano também trouxe uma usina termoelétrica flutuante de Turkiye que produz 100 megawatts e 23 geradores de energia que produzem 80 megawatts no total.
Além disso, Noboa cortou um subsídio energético às empresas mineiras.
“As mineradoras no Equador consomem mais energia do que um hospital necessita para funcionar. E, no entanto, a sua taxa de energia foi subsidiada pelo Estado”, disse Noboa. escreveu nas redes sociais em outubro. “Os subsídios devem ir para aqueles que mais precisam deles.”
Mas as mudanças podem chegar tarde demais para as famílias mais atingidas pelos apagões, como a de Samueza.

Desde que ele foi demitido, sua esposa passou a ser a provedora da família, trabalhando como tesoureira em uma empresa de logística. Samueza, por sua vez, está tentando dirigir em um aplicativo de carona, que até agora lhe rendeu menos de um salário mínimo.
Com um orçamento familiar mais apertado, Samueza disse que a temporada de férias provavelmente vai e vem sem muito alarde.
Mas ele está optimista de que, no novo ano, os cortes de energia terão cessado e a economia terá recuperado o suficiente para que ele possa encontrar um emprego.
Ainda assim, ele se sente frustrado com o governo pela sua situação atual.
“Não deveria haver cortes de energia”, disse Samueza. “Um governo deveria estar preparado para este tipo de casos, até porque já passámos pelo mesmo em Abril e Maio. O fato de não terem feito nada para se ajustar fala mal do governo.”
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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.
A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.
O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.
“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.
O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.
A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”
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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.
A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.
Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.
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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.
A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira
Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.
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