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No interior do AC, mãe de 8 filhos se forma no ensino médio aos 55 anos e sonha em fazer faculdade: ‘Não queria desistir’
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3 anos atrásem
Tereza Izídio do Carmo não teve oportunidade de estudar na infância, e nem mesmo a paralisação por conta da pandemia de Covid-19 impediu a conquista.
Imagem de capa: Terezinha, como é conhecida, se formou no ensino médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) — Foto: Arquivo pessoal.
Da casa simples em Tarauacá, no interior do Acre, Tereza Izídio do Carmo completou sua formação do ensino médio aos 55 anos na Escola Estadual João Ribeiro. Ela conta que não teve oportunidade de estudar na infância, pois era de família muito humilde. Mesmo assim, manteve o sonho. Mãe de 8 filhos e desempregada, assim como o marido, luta por um futuro melhor.
“Na infância não estudei porque meus pais não tiveram condições de me colocar na escola. Tinha muita vontade. Eu tenho 55 anos, comecei aos 46 anos. Era o meu sonho, eu não queria desistir da escola. Não tenho emprego, vivo do meu Bolsa Família, aqui onde eu moro não tem energia na rua, só tem nas casas”, ressalta.
E além do cenário descrito por Terezinha, como é conhecida, outra dificuldade surgiu em sua trajetória: a pandemia de Covid-19. Em 2020, as aulas foram interrompidas e ela se mudou junto com a família para a zona rural do município.
“Durante o tempo que eu estive na escola, depois de 3 escolas, fiz uma prova e passei pro ensino médio. Fiz o ensino médio, mas no módulo 3 foi preciso eu ir pra uma colônia devido à pandemia. As aulas tinham parado, e depois quando voltou, consegui terminar o ensino médio”, conta.
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Tereza, o marido e o neto moram em uma casa simples em uma área de invasão no bairro Triangulo, em Tarauacá — Foto: Arquivo pessoal
O sonho da faculdade
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Tereza conta que recebeu apoio da família e sente falta da convivência com colegas e professores — Foto: Arquivo pessoal.
Tereza se formou, mas já tem o próximo sonho: fazer faculdade. Na escola, se interessou mais pelas disciplinas de ciências humanas, como sociologia, história e filosofia. A única matéria que ela teve dificuldades, ela conta, foi no idioma espanhol. Para a vida acadêmica, ela sonha com o curso de administração, e se prepara para o novo objetivo.
“Eu tenho um novo sonho, que é fazer uma faculdade de administração. Quando eu terminei o ensino médio, pelo meu gosto, já tinha entrado na faculdade, mas as condições não estavam dando. Eu quero fazer logo pois é muito tempo, dizem que é 4 anos”, explica.
Além de criarem os oito filhos, ela e o esposo cuidam agora de um neto, a quem Tereza incentiva nos estudos. Ela também recebeu apoio da família na conquista da formação no ensino médio, e sente falta da convivência com os colegas.
“Entre todos os filhos que eu tive, tive 8. Só que agora está eu, meu esposo e um neto que eu criei. Meu neto está estudando também, vai pro sétimo ano. Meu marido me incentivava , tudo foi ótimo, professores, colegas, me deixaram com muita saudade”, finaliza.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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