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No julgamento dos assistentes parlamentares da FN, os arguidos mal se defenderam, ao contrário do partido

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Advogados de defesa com Mᵉ Nicolay Fakiroff (à direita), durante o julgamento dos assistentes parlamentares da FN, no tribunal de Paris, 19 de novembro de 2024.

A defesa é um tanto paradoxal: os advogados do Rally Nacional (RN) optaram por minar todo o processo dos assistentes do partido no Parlamento Europeu, numa desordem crescente e com eficácia duvidosa. Trata-se, de facto, de quebrar a ideia de que a Frente Nacional (o antigo RN) tinha estabelecido um sistema de financiamento em Bruxelas e, sobretudo, de preservar o candidato nas eleições presidenciais. E, para pena dos danos colaterais, o caso dos réus é pouco mencionado e quase não defendido. A maioria dos arguidos não veio ouvir os seus advogados, o que é bom para o seu moral.

Assim, depois de Mᵉ François Wagner que defendeu quatro pessoas sozinho Segunda-feira, Mᵉ Nicolay Fakiroff pleiteou, terça-feira, 19 de novembro, três clientes ao mesmo tempo, e não menos importante: três eurodeputados da época, Louis Aliot, hoje número dois do RN, e dois ex-vice-presidentes do partido, Nicolas Bay e Bruno Gollnisch. O advogado tinha uma palavra gentil para seus clientes: “O imparável Gollnisch, o bardo da aldeia gaulesa”aquele que regularmente acaba amordaçado Astérix ; Luís Aliot, “tão expansivo, tão afável, que guarda um silêncio teimoso” enquanto seu assistente “aliviou sua consciência” ; e Nicolas Bay, cujo advogado ressalta que apresentou um arquivo falso, caso o tribunal o tivesse esquecido.

Mᵉ Fakiroff insistiu durante duas horas em dois pontos fortes, que “ter vertebrado” seu reflexo. “Marine Le Pen disse isso, mas para quem trabalha o deputado? É para ele mesmo? Tem uma visão política e constitucional dos partidos, que contribuem para a expressão do sufrágio e o organizam livremente. » Depois Guillaume L’Huillier primeiro assistente de Bruno Gollnisch “que exclamou: “Não é porque se é assistente parlamentar que se torna activista, é porque se é activista que se torna assistente parlamentar”. ». Em resumo, o deputado necessariamente faz política, seu auxiliar também. Daí até ser pago pelo Parlamento para trabalhar para o partido, há um passo que Mᵉ Fakiroff teve o cuidado de não dar.

Câmara Municipal de Perpignan em equilíbrio

Ele minimizou “fraude em uma escala sem precedentes” sublinhou o Ministério Público, ao dividir os 4,6 milhões de euros desviados pelo número total de deputados por ano, deduzidas as verbas já reembolsadas, para chegar a um total de 22 mil euros por ano e por deputado. Enquanto o orçamento do Parlamento é de 2,5 mil milhões de euros. “Para onde vão seus impostos? »o advogado ficou indignado. Considerou que as requisições do Ministério Público eram “indigno”apenas bom para entregar “certificados de infâmia”notadamente a Bruno Gollisch, com sentença de inelegibilidade enquanto “seu futuro político está atrás dele » e que só aspira a ser vereador da sua aldeia de 600 habitantes.

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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