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No meio do Pacífico, os obstinados de Rapa pretendem permanecer isolados

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O navio cargueiro “Aranui-5” se aproximando de Rapa, Polinésia Francesa, 7 de novembro de 2024.

Neste mês de novembro, quando o período de chuvas ainda não começou, toda a população de Rapa veio receber o cargueiro misto Rota-5. Cerca de cem turistas e também o governo local chegam para uma visita de dois dias. O presidente da independência da Polinésia Francesa, Moetai BrothersonNa verdade, decidiu realizar no dia seguinte, na ilha situada a 1.300 quilómetros do Taiti, três dias no mar, o primeiro conselho de ministros descentralizado da história do arquipélago.

Do crianças (“crianças”) para primogênito (“idosos”), todos os habitantes ficam no cais ou à beira da estrada que dá acesso ao centro da aldeia e cantam para dar as boas-vindas aos visitantes. Este entusiasmo não está ligado apenas à chegada do governo: ocorre sempre que um navio atraca. Esta é também uma das razões que leva os cerca de 450 habitantes desta pequena terra isolada do Pacífico Sul a quererem limitar as escalas. Durante dois dias, ninguém pesca ou cultiva a sua terra.

O prefeito, Tuanainai Narii, está, portanto, cauteloso com as ambições da Aranui Cruises. Esta linha de cruzeiros, que atende principalmente as Marquesas, só chega ao arquipélago Austral duas vezes por ano. Mas um segundo navio está em construção; ele planeja oferecer de doze a dezesseis rotações por ano. “Temo que sejamos invadidos com as frequências que estão anunciadas e a população decidiu: só querem duas viagens por ano”, diz o prefeito.

Recusa de um aeródromo

O arquipélago alberga outras ilhas que fazem sonhar. Rimatara e seu periquito colorido endêmico. Rurutu e suas cavernas misteriosas. Tubuai, onde Fletcher Christian e os outros amotinados do Recompensa tentou encontrar refúgio em 1789. Raivavae, apelidado de “o Bora Bora das Ilhas Austrais”. Mas o que convenceu os turistas a embarcar noRodovia 5, é antes de tudo trilhar o inacessível Rapa.

Impossível chegar aqui a não ser de barco. A ilha recusa a construção de um aeródromo. No entanto, os aviões podem salvar vidas. Não há médico no local. Quando um residente precisa de cuidados urgentes, a enfermeira solteira aciona uma evacuação médica. Um helicóptero do exército Dauphin decolou do Taiti com uma equipe médica a bordo. “Ele tem que reabastecer, na maioria das vezes em Raivavae, antes de chegar em Rapa. Enquanto o médico cuida do paciente, ele reabastece e depois eles vão embora”, explica Blandine Paccallet, a enfermeira da ilha. Se o paciente sobreviver, uma ambulância o aguarda no aeroporto do Taiti para levá-lo ao hospital, cerca de quinze horas após o alerta ser acionado.

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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