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No Níger, a junta suspende a BBC por três meses

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General Abdourahamane Tiani, chefe da junta nigeriana, durante as comemorações do primeiro ano do golpe que o levou ao poder, no maior estádio de Niamey, em 26 de julho de 2024.

Os meios de comunicação ocidentais continuam a ser o alvo da junta governante do Níger. Depois da RFI e da France 24, os militares anunciaram na quinta-feira, 12 de dezembro, a suspensão da BBC. Uma medida para “efeito imediato” durante três meses em todo o território, especifica um comunicado do ministro das Comunicações, Sidi Mohamed Raliou.

Rádio britânica é acusada de transmitir “informações errôneas que tendem a desestabilizar a tranquilidade social e minar o moral das tropas” que lutam contra os jihadistas, diz o comunicado de imprensa.

Transmitidos no Níger através de estações de rádio parceiras locais, os programas da BBC, especialmente na língua Hausa, são particularmente ouvidos no país.

Quinta-feira à noite, o regime também anunciou “apresentar uma reclamação” contra a Radio France Internationale (RFI), por “incitamento a genocídios e massacres intercomunitários” no Níger, sem especificar o local da queixa. Nenhum relatório é mencionado nominalmente nestas decisões tomadas contra a BBC e a RFI.

RFI e France 24 foram suspensos no Níger desde agosto de 2023, poucos dias depois o golpe de Estado que permitiu à junta do General Abdourahamane Tiani para tomar o poder neste país do Sahel.

Na quarta-feira, estes dois meios de comunicação anunciaram que um ataque jihadista particularmente mortal tinha atingido no dia anterior a localidade de Chatoumane, na zona de Téra (oeste), perto de Burkina Faso. As vítimas mencionadas foram muito pesadas – 90 soldados e pelo menos 40 civis mortos – o que a Agência France-Presse não conseguiu verificar localmente a partir de uma fonte independente.

A agência francesa deu um número inicial de mortes de 21, Segunda-feira. No entanto, uma fonte de segurança ocidental confirmou desde então um número de mortos “90 a 100 mortos”. Mas a junta nigeriana negou a existência deste ataque na noite de quarta-feira, citando “alegações infundadas” e um “campanha de intoxicação”.

Vozes críticas silenciadas

O Níger formou com os seus dois vizinhos, Burkina Faso e Mali, também liderados por juntas, uma confederação: a Aliança dos Estados do Sahel (AES). Eles viraram as costas a Paris, expulsando, por sua vez, os soldados franceses envolvidos na luta anti-jihadista e fazendo regularmente discursos hostis à política francesa na região.

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No Burkina Faso e no Mali, muitos meios de comunicação franceses foram suspensos, acusados ​​de serem instrumentos de propaganda de Paris, e vários correspondentes foram expulsos. Vozes consideradas críticas ao poder são silenciados.

O Níger, o Burkina Faso e o Mali enfrentam há anos ataques de grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda ou ao Estado Islâmico. O exército nigerino comunica ocasionalmente relatórios oficiais sobre certos ataques. Por exemplo, ela anunciou na quarta-feira a morte de dez soldados num ataque no dia anterior no oeste do país.

Segundo a organização Acled, que lista vítimas de conflitos em todo o mundo, pelo menos 1.500 civis e soldados morreram em ataques de grupos armados no último ano no Níger, em comparação com 650 entre Julho de 2022 e 2023.

O mundo com AFP

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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