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No norte de Israel, pessoas deslocadas de Kiryat Shmona perdem a esperança de regressar
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O tempo passa tão lentamente em Netanya. À beira-mar, 30 quilómetros a norte de Tel Aviv, um enorme hotel da cidade acolhe há mais de um ano cinquenta famílias de Kiryat Shmona, localidade situada no extremo norte de Israel, no “dedo da Galileia”, que faz fronteira com o Líbano. Após o massacre de 7 de outubro de 2023 cometido pelos comandos do Hamas no sul do território hebreu, os foguetes do Hezbollah começaram a cair no norte. Quase 23 mil residentes de Kiryat Shmona, de uma população estimada de 25 mil, partiram então.

As crianças frequentam escolas vizinhas, os pais trabalham em teletrabalho, mas a ociosidade é palpável. “Há mais de um ano, nunca mais voltei para ver minha casa”lamenta Lelach, 35 anos, contadora do exército e mãe de uma menina de 7 anos (como todas as mulheres citadas, ela deseja informar apenas o primeiro nome). “Olha como cresceu a vegetação, já não reconheço a minha”disse Ya’ara, mostrando no seu smartphone imagens captadas pelas câmaras de vigilância da sua casa, localizada na aldeia de Sivan, a apenas 1 quilómetro da fronteira com o Líbano.
“Apoiamos Bibi”
A longa praia de Netanya, que se estende ao longo da estrada, não atrai ninguém. Em pequenos grupos, os deslocados de Kiryat Shmona caminham em círculos entre as cadeiras da recepção e a sala do restaurante. Os últimos rumores e informações são debatidos com irritação. Iniciada em 23 de Setembro, a ofensiva israelita no Líbano alegra as famílias, ao mesmo tempo que arruinou as suas esperanças de um regresso rápido. Lelach jura que viu a entrada de um túnel com os próprios olhos “terrorista” ao lado da escola da filha e não quer sair. “Todo mundo aqui apoia “Bibi” (apelido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu), “Bibi” vive! »ela diz. No rebuliço, muitos incriminam o antigo chefe de governo, Ehud Barak, culpado de ter retirou as tropas israelenses do sul do Líbano em 2000. Outros acusam os manifestantes anti-guerra, que são uma minoria, de enfraquecer o país.
“É difícil para todas essas pessoas, elas ficam ruminando o dia todo e algumas ficam desesperadasconfidencia Tal Shkelim, 49 anos, à parte. Eu mesmo tenho meus pais e minha irmã em Jerusalém, um irmão em Eilat (no extremo sul do país) com sua família, que não vejo há meses, e ainda outro em Tel Aviv. Estamos todos separados uns dos outros. » “A situaçãoele continua,É particularmente difícil para os idosos, eles querem morrer em casa, mas ontem morreu uma senhora idosa aqui no hotel, por isso estou fazendo o que posso para ajudá-los. » Este advogado faz parte de uma equipa de 40 pessoas, pagas pelo município – gerido por um jovem presidente da Câmara do Likud, partido de Netanyahu – para prestar assistência aos seus cidadãos, que estão espalhados por todo o lado.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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13 horas atrásem
19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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