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No proof Jiabao suggested death penalty – DW – 04/11/2025

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No proof Jiabao suggested death penalty – DW – 04/11/2025

Na América Latina, onde a pena de morte é praticamente abolida, a questão ocasionalmente ressurge no debate público.

Alguns advogam por sua reintegração, argumentando que é necessária uma punição severa para combater crimes violentos.

Por exemplo, em março, a presidente Dina Boluarte de Peru e seu gabinete provocou discussões sobre reintroduçãoA pena de morte para indivíduos condenados por estupro infantil.

No entanto, a desinformação faz parte da conversa, como em uma alegação recente que diz: “A China recomenda a pena de morte ao Peru e aos países da América Latina para alcançar o desenvolvimento”.

Verificação de fatos DW deu uma olhada mais de perto nesta reivindicação.

A China pediu que a pena de morte fosse usada na América Latina?

Alegar: “O ex -primeiro -ministro chinês Wen Jiabao recomendou que os países da América Latina e da América Central, incluindo Colômbia, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia, implementem a pena de morte como uma solução para a crise da insegurança e, acima de tudo, como um meio de alcançar o desenvolvimento”, de acordo com um Postagem do Facebook compartilhado por cerca de 35.000 usuários.

O post (foto acima) também afirma que Wen Jiabao apoiou a aplicação do pena de morte a políticos corruptos, reduzindo seus salários e até propuseram reduzir a idade de trabalho para 16.

Postagens semelhantes também circularam em Tiktoke outras plataformas, espalhando a mesma reivindicação.

Verificação de fatos DW: Não comprovado

Não há evidências credíveis para sugerir que o ex -funcionário chinês já fez tais declarações que ligam a pena de morte ao desenvolvimento.

Uma busca por palavras -chave relevantes em espanhol e chinês não gera relatórios de notícias credíveis ou registros oficiais para apoiar a reivindicação. Também não há vestígios dessa declaração no site oficial do Ministério de Relações Exteriores de A República Popular da China.

De acordo com mídia chinesa oficialWen Jiabao abordou o tópico da pena de morte durante uma conferência de imprensa em 14 de março de 2005, realizada em conexão com o 10º Congresso Popular Nacional.

Respondendo a uma pergunta de um jornalista alemão, ele declarou: “Dadas as condições nacionais da China, o país não pode abolir a pena de morte, mas garantirá através de um sistema que as sentenças de morte sejam transmitidas com cautela e justiça”.

Esta é a única declaração pública documentada de Wen Jiabao sobre o assunto – e se refere estritamente ao contexto doméstico da China. Ele não mencionou a América Latina ou recomendações para outros países.

A reivindicação está circulando há anos, com vários sites publicando Sem citar fontes credíveis no início de 2015. No entanto, o termo de Wen Jiabao como Premier da China terminou em 2012, tornando altamente improvável que ele tenha feito essa declaração em 2015 ou posterior.

A imagem: é Wen Jiabao?

Na imagem anexada ao post, há uma foto de Wen Jiabao que parece visivelmente diferente de outras imagens publicamente disponíveis do ex -premier chinês. Vários detalhes nesta imagem em particular não correspondem à sua aparência bem conhecida.

Nas fotos tiradas antes de 2012, quando ele ainda estava no cargo, Wen Jiabao é normalmente visto com um cabelo recuado e cabelos finos, comum para um homem de sua idade.

No entanto, na foto compartilhada no post, sua linha do cabelo parece cheia e não recuando. O nariz e os lábios também parecem diferentes daqueles em outras imagens – seus lábios no post são pequenos e virados para cima, mas em outras fotos, elas parecem mais cheias e menos pronunciadas.

Além disso, Sabe -se que Wen Jiabao tem algumas manchas em seu rosto em muitas imagens públicas, mas nenhuma aparece na imagem anexada ao post. Até seus ouvidos parecem ter uma forma diferente nesta foto em particular.

Uma pesquisa de imagem reversa da imagem na reivindicação não revela uma prova conclusiva de quem pode ser a pessoa.

Wen Jiabao falando em uma conferência de imprensa de 2012, vestindo um terno escuro e óculos, gesticulando com um dedo levantado - compara notavelmente mais jovem do que na foto do Facebook em questão.
Wen Jiabao em uma entrevista coletiva em 2012. O ex -premier chinês parece visivelmente mais jovem nesta imagem oficial do que na recente foto que circula no Facebook.Imagem: Lintao Zhang/Getty Images

A pena de morte pode ajudar os crimes da América Latina a combater?

A pena de morte é um tópico controverso, e a pesquisa geralmente mostra que não tem um efeito de dissuasão significativo nas taxas de criminalidade. Muitos países com taxas de criminalidade mais baixas não empregam a pena de morte.

O Centro de informação da pena de morteuma organização sem fins lucrativos, afirma que os estudos não mostram consistentemente evidências significativas de que a pena de morte impede o crime. Taxas de assassinato em estados sem a pena de morte geralmente foram mais baixos do que aqueles em estados que o usam. Especialistas jurídicos discutem que a pena de morte pode até contribuir para um “efeito de brutalização”, potencialmente aumentando as taxas de homicídios, dessensibilizando o público à violência.

Quando se trata de corrupção, há uma falta de evidências empíricas que apóiam a idéia de que a pena de morte serve como um impedimento eficaz.

A corrupção é frequentemente impulsionada por fatores sistêmicos, como a qualidade da governança, condições econômicas e normas culturais.

O combate dessas causas radiculares por meio de reformas abrangentes e a promoção da transparência provou ser uma maneira mais eficaz de combater a corrupção do que recorrer à pena de morte.

Abordagens alternativas que enfatizam reformas sistêmicas e medidas preventivas se mostraram mais eficazes na redução das taxas de criminalidade e no combate à corrupção.

Editado por: Thomas Sparrow



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Estudantes estrangeiros de Medicina farão intercâmbio na Ufac — Universidade Federal do Acre

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Estudantes estrangeiros de Medicina farão intercâmbio na Ufac-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, recebeu sete estudantes estrangeiros de Medicina que participarão de um intercâmbio acadêmico voltado à vivência da realidade amazônica e dos serviços de saúde na região. A recepção, com boas-vindas e apresentação da universidade, ocorreu nessa segunda-feira, 8, no gabinete da Reitoria, campus-sede.

O grupo é formado por Berklay Çetinkaya, da Turquia; Shajeea Sajid, da Itália; Clara Corsini, da França; Laura Joanna, da Alemanha; Lucie Dupin, da França; Shannon Marie, do Canadá; e Nia Julia, da Finlândia. Com idades entre 18 e 27 anos, os intercambistas permanecerão no Acre pelas próximas três semanas.

Durante a programação, os alunos conhecerão unidades de saúde, terão contato com diferentes aspectos do Sistema Único de Saúde (SUS) e participarão de atividades de campo, como a visita ao internato rural do curso de Medicina da Ufac no município de Feijó (AC), permitindo o contato com populações rurais e indígenas e com desafios enfrentados por profissionais que atuam em regiões distantes dos grandes centros urbanos.

“Estamos muito felizes em receber esses sete estudantes estrangeiros. O que mais nos impressiona é que eles escolheram a Amazônia e o Acre para realizar esse intercâmbio”, disse a reitora Guida Aquino. “Tenho certeza de que isso trará resultados importantes e incentivará também nossos estudantes a buscarem oportunidades internacionais de formação.”

Para o coordenador do curso de Medicina, Osvaldo Leal, a iniciativa representa um importante passo no processo de internacionalização da Ufac. “É uma experiência de aprendizado mútuo e uma oportunidade de mostrar o que temos a oferecer enquanto universidade amazônica”, pontuou.

A estudante de Medicina da Ufac, Assúria Mesquita, uma das responsáveis pela organização da programação, ressaltou que o intercâmbio fortalece a troca de conhecimentos entre diferentes culturas e sistemas de saúde. “Essa troca contribui para a formação de profissionais mais preparados e sensíveis às diferentes realidades.”

O intercâmbio é realizado por meio da Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina, organização presente em mais de 190 países e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.

Também participou da recepção a vice-reitora eleita, Almecina Balbino.

 

(Fhgner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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