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No que diz respeito às resoluções, o ‘nada com moderação’ de Mark Zuckerberg é péssimo | Alison Phillips

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Alison Phillips

HComo chegamos a uma semana em que o homem mais rico do mundo poderia rotular o nosso ministro da salvaguarda e ativista dos direitos das mulheres Jess Phillips, uma “apologista do genocídio do estupro”e o chefe das maiores plataformas sociais do mundo poderia abandonar a moderação até mesmo do conteúdo mais desprezível nos EUA?

Vamos voltar 30 anos. É 1995, as calças cargo estavam baixas, o Oasis estava no alto. Todos nós íamos viver para sempre. E então a Suprema Corte de Nova York decidiu contra um assunto há muito esquecido empresa chamada Prodigyque hospedava painéis de mensagens online. Um usuário desconhecido postou uma mensagem informando que a corretora Stratton Oakmont (que inspirou O Lobo de Wall Street) cometeu fraude. A Stratton Oakmont processou por difamação e uma pergunta crucial foi feita: o site que hospedou o comentário foi responsável por ele, da mesma forma que um editor tradicional seria por um comentário em sua página de cartas? O tribunal decidiu que, como o Prodigy tinha moderadores e diretrizes de conteúdo, ele era o responsável. Outra empresa que não moderou já havia ficado impune.

Os políticos bufaram e bufaram, e nasceu a secção 230 da Lei de Telecomunicações dos EUA – e a Internet tal como a conhecemos. A Seção 230 concluiu que nenhum site online deveria ser tratado como editor, embora o site pudesse ter a palavra final sobre o conteúdo que considerasse “obsceno, obsceno, lascivo, imundo, excessivamente violento, assediante ou de outra forma censurável”. Portanto, não há consequências se mesmo o conteúdo mais hediondo for deixado de lado – mas há oportunidade de moderar/censurar (excluir de acordo com suas tendências políticas) conforme desejado. A Secção 230 tem criado fúria – bem como desinformação, polarização e agitação civil. Trump ameaçou revogá-lo quando ele foi o último presidente, pois pensava que os moderadores do Facebook e do Twitter o estavam usando para verificar fatos ou remover suas mensagens. Depois, a gangorra balançou sob Biden, com medidas para fazer com que as empresas online assumissem a responsabilidade pelo conteúdo tóxico. Com o regresso de Trump, o outro extremo da gangorra desaba mais uma vez (daí a corrida de Mark Zuckerberg para abandonar a moderação). Por trás de tudo isso estão as democracias, os buscadores da verdade e os usuários, atingidos pelo ódio e pela desinformação online.

Chorando jogo de vergonha

Os Traidores: Freddie, no centro, estava inconsolável porque seus colegas de casa duvidavam de sua fidelidade. Fotografia: Euan Cherry/BBC/Studio Lambert

As duas primeiras séries de Os traidores eram geniais por suas maquinações pesadas, mentiras e trapaças (e pelo delineador de Claudia). Mas esta terceira série corre o risco de ser arrastada por um vale de lágrimas. Os episódios da semana passada foram arruinados pela choradeira implacável dos competidores que parecem estar confundindo jogar o que é assassinato de piscadela em tartan com algo que realmente, bem, importa. Freddie estava inconsolável porque seus colegas de casa duvidavam de sua fidelidade (er, esse é o objetivo do jogo). Tyler estava feliz quando seu nome foi chamado e Livi ficou histérica porque um cara que ela conheceu três dias antes estava voltando para a sala verde. Tudo se tornou também Ilha do Amor com lágrimas, acessos de raiva e essa conversa idiota de “podemos conversar?” e “onde está sua cabeça?”. Chega de incontinência emocional, já há motivos suficientes para chorar no mundo real agora.

Pessoa não grata

Mary Beard insiste que os clássicos nos ajudam a responder melhor aos desafios do mundo moderno. Fotografia: David Levenson/Getty Images

Que alívio terminar a primeira semana de janeiro. A energia necessária para cumprir resoluções irrealistas de ano novo é muito exaustiva. Este ano, além do compromisso anual “mais cardio, menos creme”, prometi aprender latim.

Eu fiz meus O-levels em uma escola que, se houvesse notas de várias palavras do Ofsted naquela época, teria sido classificada como “média estrondosa”. Os clássicos pertenciam a escolas chiques e a Pete Tong. Em meio às minhas inseguranças, sonhei em poder pensar como Maria Barba e fale como Boris Johnson. Beard insiste que os clássicos nos ajudam a responder melhor aos desafios do mundo moderno.

pular a promoção do boletim informativo

E então, com uma sequência de 10 dias (ah, sim!) De Duolingo atrás de mim, consegui construir uma réplica clássica para Elon Musk: “Pésé você muitoÉlon.”

Alison Phillips é uma ex- Espelho editor-chefe



Leia Mais: The Guardian

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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