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No Sahel, Marrocos estabelece-se como mediador essencial para os ocidentais
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O sucesso reforça o peso dado ao Marrocos como mediador entre o Ocidente e as juntas que tomaram o poder no Mali, Burkina Faso e Níger. Após um ano de bloqueio, o reino obteve a libertação de quatro agentes franceses da Direção Geral de Segurança Externa (DGSE)mantido desde 1é Dezembro de 2023 pela junta em Burkina Fasoanunciou um despacho da Maghreb Arabe Presse (MAP), a agência de notícias marroquina, quinta-feira, 19 de dezembro. Segundo a diplomacia marroquina, a sua libertação foi aceite a pedido do rei pelo capitão Ibrahim Traoré, à frente do Burkina Faso desde o seu golpe de Estado em Setembro de 2022.
Ao agir como intermediário, Marrocos presta um serviço importante à França, com a qual a cooperação foi retomada ao mais alto nível após mais de dois anos de uma grave crise bilateral. Paris estava consciente de estar num impasse nas negociações para a libertação dos seus agentes, enquanto as suas relações com Ouagadougou se tinham tornado execráveis. Desde que chegou ao poder, Ibrahim Traoré rompeu com a antiga potência colonial o credo da sua política externa, recusando a nomeação de um novo embaixador e ordenando, no início de 2023, aos soldados franceses que abandonassem o país.
Dos quatro agentes detidos, a França contou, portanto, com a intervenção de terceiros países para abrir as discussões. Os Emirados Árabes Unidos e o Togo, que permitiram a colocação dos quatro responsáveis franceses em prisão domiciliária, foram os primeiros a intervir. Mas foram, em última análise, os esforços envidados por Marrocos que valeram a pena.
No Níger, o caso Bazoum
Assim que foi conhecida a notícia da libertação dos agentes franceses, os jornais marroquinos apressaram-se a enumerar a lista dos europeus, reféns na região, que beneficiaram da « bons escritórios » de Rabat.
Em agosto de 2023, Bucareste acolheu “o papel fundamental” da Direcção Geral de Estudos e Documentação (DGED, os serviços de inteligência estrangeiros marroquinos) na libertação do oficial de segurança romeno Iulian Ghergut. Sequestrado no Burkina Faso em 2015 por um grupo aliado da Al-Qaeda, este funcionário de uma mina de manganês era então o mais velho detido ocidental no Sahel. Oito meses antes, a DGED tinha contribuído para o regresso à Alemanha de um engenheiro civil, Jörg Lange, raptado por islamitas no Níger em 2018 e depois sequestrado no Mali durante quatro anos.
No caso dos agentes franceses cativos em Ouagadougou, as discussões desta vez foram conduzidas entre aparelhos estatais. A diplomacia marroquina, que nunca comunicou sobre a assistência prestada à libertação de reféns nas mãos de jihadistas, não hesitou, portanto, em destacar “excelência nos relacionamentos” entre Maomé VI et “Presidente Traoré”. O que demonstra a compreensão de Marrocos, ao contrário da França, “do novo contexto soberanista” no Sahel, segundo o jornalista nigerino Seidik Abba, autor de vários trabalhos sobre a região.
Ao mesmo tempo, conforme carta especializada Inteligência de Áfricaa DGED está em conversações com a junta em Níger com vista à libertação do Presidente Mohamed Bazoum, detido em Niamey desde a sua deposição em Julho de 2023. A comitiva do antigo chefe de Estado garante Mundo que sua libertação foi mencionada durante Visita de Emmanuel Macron a Rabat, de 28 a 30 de outubroacrescentando que o regime de transição só o aceitará com a condição de que o Sr. Bazoum renuncie e vá para o exílio. Dois pré-requisitos que este último recusou durante mais de um ano, sem levantar a hipótese de uma saída para Marrocos, solução ideal para os golpistas, porque está geograficamente longe do Níger.
Presença econômica
Do ponto de vista da junta nigerina, o reino goza de outra vantagem: a sua relativa neutralidade, não sendo Rabat membro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que sancionou fortemente a nova Aliança dos Estados do Sahel (AES). formada por Níger, Burkina Faso e Mali, levando este último a romper com a organização.
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Sem condenar nenhum dos golpes, Marrocos continuou a ser um interlocutor das novas potências, acolhendo os seus representantes e continuando a partilhar com eles a sua experiência em defesa e segurança, particularmente na luta contra o terrorismo e o fundamentalismo. Oferecendo-lhes inclusive, numa iniciativa ainda em fase de planeamento, acesso comercial à sua costa atlântica.
O mesmo se aplica ao reforço da sua presença económica, em troca da qual Rabat não impõe quaisquer condições políticas – mesmo em Malique no entanto reconhece a República Árabe Saharaui Democrática proclamada pelos separatistas da Frente Polisário. No Sahel, esta presença abrange tanto as telecomunicações como os bancos, muitos dos quais compraram títulos emitidos pelos governos para se financiarem. Marrocos também discutiria com os fundos soberanos do Golfo com vista a compromissos financeiros nesse país. O que faz com que um ex-ministro do Mali diga que “Os marroquinos podem exigir ser recebidos e considerados dignos dos seus investimentos”.
As mesquitas “Mohammed VI” que floresceram na África Ocidental, símbolos da influência religiosa de Marrocos a sul do Sahara, ainda não se espalharam pelo Sahel. Mas o nome do monarca está inscrito em letras grandes, há dois anos, na entrada de uma clínica perinatal em Bamako, paga pelo orçamento de uma fundação real.
No dia 12 de dezembro, foi inaugurada em Niamey uma central térmica “Sua Majestade o Rei Mohammed VI”, oferecida por Marrocos. Exibido no local, um cartaz XXL mostrava o retrato oficial do soberano naquele dia ao lado do do general golpista Abdourahamane Tiani usando uma boina marrom. Durante o feriado nacional do Níger, 3 de agosto, Mohammed VI assegurou-lhe a “disposição constante” de Marrocos para trabalhar “a favor de uma cooperação bilateral reforçada”.
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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
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Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre
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17 horas atrásem
24 de fevereiro de 2026Orientações para abertura de processo administrativo e procedimentos acerca da revalidação de diploma de graduação e reconhecimento de diplomas de pósgraduação stricto sensu emitidos por instituições estrangeiras, conforme a Resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Abertura do Processo
I – Preenchimento do Formulário Padrão (conforme modelo disponibilizado);
II – Documentos pessoais exigidos:
• Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;
• Comprovante de residência;
• Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;
• Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;
III – Documentos acadêmicos exigidos:
• Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
• Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
IV – Preenchimento do Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, conforme modelo disponibilizado pelo NURCA;
V – Solicitação de abertura de processo no Protocolo Geral da UFAC, direcionado ao NURCA, com a apresentação da documentação exigida nos itens de I a IV;
Submissão da documentação na Plataforma Carolina Bori – Link: http://plataformacarolinabori.mec.gov.br
O interessado deve submeter a documentação no formato .pdf, agrupando diferentes documentos em arquivo único conforme indicado abaixo:
Arquivo 1 em .PDF:
1. Formulário Padrão preenchido (conforme modelo disponibilizado);
2. Documentos pessoais exigidos:
a) Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;
b) Comprovante de residência;
c) Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;
d) Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;
Arquivo 2 em PDF:
1. Diploma e Histórico (Itens I e II do Artigo 10 ou Itens II e IV do artigo 33 da Resolução nº 003, de 14 de março de 2017);
Arquivo 3 em PDF:
1. Documentos acadêmicos exigidos excetuando-se os do Arquivo 2:
a) Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
b) Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017, excetuando item III (vide Arquivo 5).
Arquivo 4 em PDF:
1.Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, preenchido conforme modelo disponibilizado pelo NURCA; da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Arquivo 5 em PDF:
a) Para os casos de reconhecimento: Exemplar digital da tese ou dissertação com registro de aprovação da banca examinadora e documentações complementares, conforme item III do Art. 33 da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.
Fluxo do Processo
VI – Recebimento do processo pelo NURCA e encaminhamento para o Centro pertinente, que constituirá Comissão;
VII – Retorno do processo ao NURCA no prazo de 15 dias;
VIII – Sendo favorável o parecer da Comissão, será autorizada a emissão de GRU, bem como, o seu devido pagamento (R$ 1.200,00 – graduação; mestrado – R$ 1.500,00 e doutorado R$ 2.000,00), devendo ser incluída a via original ou cópia autenticada por servidor da UFAC no processo de revalidação.
a) Em caso de parecer negativo, o processo será disponibilizado para consulta, retirada de documentação e/ou ajuste quando for pertinente.
IX – Retorno do processo ao Centro para a Comissão concluir a revalidação no prazo restante dos seis meses.
Termo de Aceitação, Exclusividade e Autenticidade
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Reitora recebe honraria do TJ-AC e assina acordo para evento — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
23 de fevereiro de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, esteve no gabinete da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJ-AC), na sexta-feira, 20, para receber a Ordem do Mérito Judiciário acreano e assinar o acordo de cooperação técnica para realização do 57º Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje), que ocorrerá de 27 a 29 de maio no Centro de Convenções da universidade, campus-sede.
A homenagem, outorgada à reitora pelo presidente do tribunal, desembargador Laudivon Nogueira, foi aprovada pela Comissão de Honraria em 2023, por ocasião dos 60 anos do TJ-AC, sendo destinada aos dirigentes de instituições que contribuíram para edificação e fortalecimento do Judiciário acreano. “Ratifico a minha alegria, minha indicação”, disse Guida. “Nunca vou esquecer. Muito obrigada. Então, fazer parte dessa história, da universidade, do nosso Estado, me deixa emocionada.”
O acordo de cooperação técnica foi celebrado entre a Ufac, que será responsável pela cessão do espaço para o evento, o TJ-AC, o governo do Estado do Acre, a Fundação de Cultura Elias Mansour e a Prefeitura de Rio Branco. O intuito da parceria é a organização, o planejamento e a execução do 57º Fonaje.
Guida ressaltou a importância do evento, pois é a primeira vez que será realizado no Acre. Além disso, reforçou que a Ufac está pronta para sediar o Fonaje, já que costuma receber eventos de grande porte e relevância nacional.
Também compuseram o dispositivo de honra na solenidade a vice-presidente do TJ-AC, desembargadora Regina Ferrari; o decano da Corte de Justiça, desembargador Samoel Evangelista; os desembargadores Roberto Barros, Denise Bonfim, Francisco Djalma, Waldirene Cordeiro, Júnior Alberto, Élcio Mendes, Luis Camolez, Nonato Maia e Lois Arruda.
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