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Nomear uma escola como Samuel-Paty, um ato simbólico e frequentemente discutido

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Em Conflans-Sainte-Honorine (Yvelines), o colégio Bois-d’Aulne, onde Samuel Paty lecionava, deverá em breve levar o nome do professor de história e geografia assassinado por um terrorista islâmico em 16 de outubro de 2020. O conselho do colégio a administração votou a favor em setembro, assim como o conselho municipal. O conselho departamental, órgão deliberativo sobre o assunto, deverá se pronunciar na sexta-feira, 18 de outubro.

A ideia dessa mudança de nome surgiu muito rapidamente após o ataque, os pais de Samuel Paty foram a favor, mas, dentro do colégio, esse novo nome causou divisão. A opção foi adiar: apenas o CDI tomou o nome do professor assassinado. “O luto leva tempo. (…) Leva tempo para podermos ver esse nome todos os dias sem que ele nos faça tremer ou chorar. (…) Samuel Paty não é um símbolo para nós, mas sim um colega”comenta Suzanne (o primeiro nome foi alterado), professora em Bois-d’Aulne, no podcast France Inter “Samuel Paty, a escola diante do terrorismo”.

Os últimos alunos do 6e que conheciam Samuel Paty deixou o estabelecimento em junho e agora está no ensino médio. As autoridades eleitas locais consideram o momento apropriado. “Quatro anos depois, podemos avançar com esta mudança de nome com maior tranquilidade”estima Laurent Brosse, prefeito (Horizontes) de Conflans-Sainte-Honorine e conselheiro departamental.

Falta de consulta

Os pais dos alunos permanecem cautelosos, mesmo que esta posição seja difícil de assumir devido à forte carga simbólica. “O tempo faz o seu trabalho, mas as crianças, os pais, os moradores locais que vivenciaram o acontecimento ainda estão muito marcados”comenta Cécile Ribet-Retel, presidente do PEEP de Conflans-Sainte-Honorine. Lamenta que não tenha sido proposto um trabalho de apoio e consulta a toda a comunidade educativa.

Paralelamente à situação – única na sua essência – em Bois-d’Aulne, nove escolas e um colégio adotaram o nome de Samuel Paty em oito cidades nos últimos quatro anos. Outros cinco estão localizados em uma praça, esplanada ou beco que leva o sobrenome do professor decapitado, segundo dados do Ministério da Educação Nacional. A futura escola secundária de Montévrain (Seine-et-Marne) deveria levar o nome do professor assassinado, anunciou a presidente da região de Ile-de-France, Valérie Pécresse, em abril de 2024.

Exceto na escola de Buxières-les-Mines (Allier) rebatizada em 2022, onde lecionavam os pais de Samuel Paty, esses estabelecimentos não têm vínculo direto com o professor de história-geografia. A iniciativa deste nome parte dos eleitos locais, que o veem como um forte ato político face ao terrorismo. “O que poderia ser mais justo do que dar a uma escola o nome de um professor”diz Michaël Delafosse, prefeito socialista de Montpellier, também professor de história e geografia. Uma escola da cidade leva o nome de Samuel Paty desde o início do ano letivo de 2021. A praça em frente a uma das faculdades receberá em breve o nome de Dominique Bernard, o professor de literatura assassinado por um terrorista em Arras (Pas-). de-Calais), em outubro de 2023. “Nossas escolhas não podem ser guiadas pelo medo”afirma o vereador, muito envolvido na defesa da laicidade.

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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