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Novas queixas de agressão sexual contra o rapper P. Diddy, incluindo uma de menor
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Novas queixas foram apresentadas contra Sean Combs, conhecido como P. Diddy, incluindo uma acusando o rapper e influente produtor americano de hip-hop de agressão sexual a um menor, disse um advogado na segunda-feira, 14 de outubro.
Estas queixas civis – apresentadas em Nova Iorque por seis pessoas – fazem parte de uma série de processos envolvendo mais de 100 alegadas vítimas anunciadas recentemente por um advogado americano, na sequência da acusação e prisão, em Setembro, de Sean Combs.
Este último é acusado criminalmente de ter administrado durante anos um sistema violento de tráfico sexual e extorsão.
“Esperamos apresentar inúmeras queixas adicionais nas próximas semanas contra o Sr. Combs e outros réus.”alertou segunda-feira em um comunicado de imprensa este advogado, Me Tony Buzbee.
Estas denúncias apresentadas por duas mulheres e quatro homens cujas identidades não são reveladas abrangem um período de 1995 a 2021, segundo o advogado. Um denunciante afirma que o artista o agrediu sexualmente quando ele tinha 16 anos, tocando seus órgãos genitais, em 1998, perto de Nova York, durante uma festa organizada pelo produtor, também chamado de P. Diddy ou Puff Daddy e hoje com 54 anos. Na época, Combs teria explicado ao adolescente que ele deveria aceitar esse tipo de comportamento “para entrar na indústria” música.
Julgamento de tráfico sexual em 2025
Ao mesmo tempo, o produtor terá que responder em maio de 2025 durante um processo criminal em nível federal por ter, segundo a promotoria, colocado seu «império» musical ao serviço de um sistema violento de tráfico para fins de exploração sexual e extorsão. Sean Combs se declarou inocente e diz que é inocente.
Uma figura essencial e brilhante do hip-hop da costa leste americana, Diddy viu sua estrela desaparecer desde a revelação, no outono de 2023, de várias reclamações, incluindo acusações de estupro da cantora de R&B Cassie, um procedimento que foi finalmente resolvido. amigavelmente.
Os reclamantes o descreveram como um predador sexual violento que usava álcool e drogas para obter sua submissão.
O rapper negou essas acusações.
Com a sua editora Bad Boy Records, fundada em 1993, Sean Combs contribuiu para a inclusão do hip-hop na cultura popular global ao trazer à tona Mary J. Blige ou Notorious BIG, falecida em 1997.
Tráfico sexual: do que é acusado o rapper Sean “Diddy” Combs? Entenda em três minutos
A justiça de Nova York suspeita que Sean Combs, também conhecido como Diddy (Puff Daddy ou P. Diddy), tenha criado um sistema de tráfico sexual e extorsão.
Até o momento, estes são mais de cem vítimashomens, mulheres, por vezes menores à data dos factos, que acusam o produtor musical de agressão sexual. Os incidentes mais antigos datam do início da década de 1990.
Estes são os acusações de sua ex-companheira Cassie que abriu caminho, no final de 2023, e revelou a alegada existência de um sistema de tráfico sexual baseado na organização de “freak off”. Noites de orgia sexual durante as quais Diddy supostamente forçou as vítimas a usar drogas e fazer sexo com profissionais do sexo.
Neste vídeo, explicamos como esse sistema foi implementado por Diddy durante várias décadas e por que o caso teve um impacto tão significativo nos Estados Unidos. Para saber mais sobre a exploração deste caso, em plena campanha presidencial americana, você encontrará abaixo uma descriptografia dos Décoders.
“Entenda em três minutos”
Os vídeos explicativos que compõem a série “Entenda em três minutos” são produzidos pelo departamento de Vídeos Verticais da Mundo. Transmitidos principalmente em plataformas como TikTok, Snapchat, Instagram e Facebook, têm como objetivo contextualizar os grandes acontecimentos num formato curto e tornar as notícias acessíveis a todos.
O mundo com AFP
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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