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Novo anexo da Sala São Paulo inaugura; saiba como é – 25/01/2025 – Ilustrada
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Sidney Molina
No momento mais tocante do espetáculo, a coreografia de Antonio Gomes para uma delicada versão para piano, cordas e acordeão da “Valsa de Esquina Nº 6”, de Francisco Mignone, capturava um tom afetivo e afetuoso dúbio, belo em sua insegurança, sem sensacionalismos. Apesar de seu caráter nostálgico, evocava, naquele momento —estranhamente—, um estado de espírito que parecia totalmente possível para caracterizar a cidade de São Paulo e seus habitantes.
Juntos no palco estavam solistas da São Paulo Companhia de Dança e um quarteto de cordas com músicos da Osesp, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, ao qual juntava-se o acordeão poético de Toninho Ferragutti na execução de arranjo assinado por Juliana Ripke. A regência, precisa e sensível, foi de Ana Beatriz Valente.
Inaugurada neste sábado, aniversário da cidade, a Estação CCR das Artes, nova sala de apresentações anexa à Sala São Paulo, foi concebida para usos artísticos variados e tem capacidade para até 543 pessoas na plateia. Nasceu vocacionada para a música instrumental e a MPB.
Em termos de tamanho é, portanto, mais próxima da nova sala do Teatro Cultura Artística —que tem 750 lugares— do que de sua irmã vizinha, a grande Sala São Paulo, com seus 1.500 lugares.
Mas, concebida para abrigar espetáculos com amplificação sonora, tem função bastante diversa do teatro no bairro da Consolação e de outros espaços acústicos dito puros, como as salas destinadas exclusivamente à música clássica. Nesse sentido, não se trata de uma “salinha São Paulo”, mas um espaço para usos variados, complementares, e até opostos aos da grande sala ao lado.
A Estação CCR, em referência à parceria da Fundação Osesp, gestora da sala, com a CCR, a Companhia de Concessões Rodoviárias, empresa que atua como concessionária de ativos em transporte e infraestrutura, não pretende se especializar em uma única linguagem artística, mas se abrir para música, dança, teatro, circo, literatura e cinema. O isolamento acústico permite o uso concomitante dela com a Sala São Paulo.
O acesso, que é independente da entrada principal da Sala São Paulo, dá-se a partir do estacionamento coberto, com ampla sinalização —basta acompanhar a linha de trem até o final do estacionamento, onde pode-se subir para a sala por escadas ou elevador.
Com projeto do escritório Dupré Arquitetura, de Nelson Dupré, a nova Estação das Artes ocupa na verdade o antigo saguão onde eram vendidos os bilhetes de trem da Estação Júlio Prestes, que ainda preserva alguns detalhes de sua arquitetura original, além de lustres e vitrais.
O espetáculo de inauguração teve uma récita apenas para convidados e autoridades e outra aberta ao público, ambas idênticas em conteúdo.
Dividido em sete partes —denominadas estações—, o programa, conduzido pela música, passou por dança, circo e poesia, sempre buscando, como inspiração, o imaginário dos trens em obras de Jobim, Villa-Lobos, Milton Nascimento e Fernando Brant, Mário Quintana, Manuel Bandeira, Edu Lobo e Chico Buarque, Fernando Pessoa, Oswald de Andrade, Adoniran Barbosa e Francisco Mignone.
A estrutura do espetáculo partiu de Jobim em versão instrumental, para ter em seguida a canção “Encontros e Despedidas”, de Milton Nascimento e Fernando Brant cantada com emoção por Virgínia Rosa.
O Coro Acadêmico da Osesp juntou-se ao grupo instrumental híbrido —com cordas, sopros, piano, guitarra, baixo, bateria e percussão, além da solista vocal—, tudo equalizado com primor. Mérito da acústica da nova sala, mas não só: houve trabalho minucioso dos músicos, técnicos de som e da regente.
Com recitação do ator Odilon Wagner, os poemas dialogavam com a música e o texto das canções. Se “o trem que chega é o mesmo trem da partida” (Brant), chega a “hora de ir embora quando o corpo quer ficar” (Chico Buarque), mas “para viajar” —escreveu Fernando Pessoa— “basta existir”. No fim, todas as artes estavam reunidas em um contagiante (e paulistano) “Trem das Onze”.
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Ufac entrega equipamentos para rede wi-fi do campus Floresta — Universidade Federal do Acre
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6 de agosto de 2026A Ufac realizou, na terça-feira, 4, a entrega dos equipamentos que compõem a primeira fase da implantação da rede wi-fi do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. O investimento inicial de R$ 553 mil também contempla a internet sem fio no novo Colégio de Aplicação (CAp), conforme licitação que totaliza R$ 2,47 milhões para renovação completa da infraestrutura da universidade.
Durante a cerimônia, foram apresentados os equipamentos, entre eles, access points com tecnologia wi-fi 7, fontes injetoras PoE e a controladora de rede responsável pelo gerenciamento do sistema. A iniciativa integra o plano institucional de modernização da infraestrutura de tecnologia da informação e tem como objetivo substituir integralmente a atual rede sem fio, que já não atende às crescentes demandas acadêmicas e administrativas da universidade.
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Projeto de implantação de unidades rurais seleciona produtores — Universidade Federal do Acre
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6 de agosto de 2026O projeto “Extensão Universitária: Implantação e Divulgação de Unidade de Produção Rural Integrada para a Amazônia”, lançado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, em 3 de julho, está em execução e selecionou os produtores que serão parceiros e atuarão como agentes multiplicadores de tecnologias em comunidades rurais do Acre.
Os produtores selecionados estão presentes em oito municípios do Acre: Acrelândia, Bujari, Capixaba, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Senador Guiomard e Xapuri. O objetivo do projeto é conectar ensino, pesquisa e extensão, formando servidores, alunos e produtores rurais. Sua metodologia se baseia na construção participativa de unidades demonstrativas, internacionalmente conhecidas como “on farm demonstration”.
Orçado em R$ 5,7 milhões e executado em parceria com a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, o projeto investirá parte do recurso para melhorias de laboratórios e unidades de ensino da universidade, como o Ufac Leite e o Horto das Plantas Alimentícias Não Convencionais, os quais atendem as comunidades interna e externa.
Outra parte do recurso será aplicada em propriedades rurais, fomentando unidades de referência em produção, com técnicas sustentáveis, como integração entre produção animal e produção vegetal, recuperação de solos degradados, manejo integrado de pragas e doenças, agregação de valor, manejo do uso da água e adoção de rotação e consórcio de plantas. O projeto também custeará contratação de técnicos extensionistas para trabalho nas comunidades envolvidas.
No final do projeto, estudantes, produtores e técnicos farão visitas de campo para observação das tecnologias construídas. No 9º Interpet Ufac-2026, ocorrido em 16 e 17 de julho, no campus-sede, reunindo Programas de Educação Tutorial (PETs) da Ufac, a coordenadora do projeto, professora Marilene Santos, apresentou-o na palestra de abertura do evento.
“Foi uma oportunidade para dar transparência ao uso do recurso público e, mais ainda, de evidenciar os parceiros do projeto [Secretarias de Agricultura Municipais e o Incra], a pluralidade e o protagonismo feminino presentes, os planejamentos participativos adotados, a logística desafiadora e a participação e alunos de graduação e pós-graduação”, disse Marilene.
Idealização do projeto
O projeto foi idealizado e escrito por uma equipe multidisciplinar/interdisciplinar, com experiência em projetos socioambientais e agricultura familiar, a qual também atua em dois programas de pós-graduação da Ufac. A equipe é composta por servidores com atuação acadêmica destacada na aprovação de projetos em chamadas públicas nacionais (CNPq, Capes, Finep), publicação de artigos científicos, registro de patentes, condução de orientações e aplicação de políticas sociais. A equipe conta com um bolsista de produtividade do CNPq e com profissionais formados em Agronomia, Nutrição, Medicina Veterinária, Serviço Social e Administração.
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Campus Floresta da Ufac recebe nova quadra poliesportiva — Universidade Federal do Acre
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6 de agosto de 2026A Ufac inaugurou a quadra poliesportiva Marechal Cândido Rondon, no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, nessa quarta-feira, 5, incentivando práticas esportivas, acadêmicas e culturais. A obra recebeu investimento de R$ 2 milhões, viabilizados por meio de emenda parlamentar, e integra o conjunto de ações da gestão superior voltadas ao fortalecimento da estrutura física da universidade.
“Esta é mais uma conquista construída com muito diálogo, planejamento e parcerias. A quadra oferece um espaço moderno, seguro e adequado para o desenvolvimento de atividades esportivas, educacionais e de convivência, contribuindo para a formação integral dos nossos estudantes e para o fortalecimento da vida universitária no interior do Estado”, disse a reitora Guida Aquino durante a solenidade de inauguração.
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