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Novo produto, velha estratégia, mesma mentira – 12/01/2025 – Ruy Castro

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Outro dia, numa revista americana dos anos 1940, vi um anúncio estrelado por John Wayne. Era do tipo em que o modelo fala, e o produto era o cigarro Camel. No título, Wayne já dizia: “Os papéis que interpreto exigem muito da minha voz. Não posso me arriscar a uma irritação de garganta. Por isso fumo Camel. Ele é suave” —sublinhado e tudo. Seguia-se o texto: “Estou há muito tempo no cinema e sei a importância da suavidade do cigarro para um ator. Assim, quando precisei decidir qual cigarro era mais adequado para minha garganta, fui exigente. Fiz um teste de 30 dias com Camel e descobri por que mais pessoas fumam Camel do que qualquer outra marca”.

Wayne escolheu Camel porque não irritava sua garganta. Mas todos os outros cigarros prometiam isso, e também nas palavras de astros do cinema: Fred Astaire, Bob Hope e Ronald Reagan diziam o mesmo do Chesterfield. Gary Cooper, Marlene Dietrich e Al Jolson, do Lucky Strike; e Lucille Ball, no apogeu de “I Love Lucy”, jurava pelo Philip Morris. Conclui-se que, até para os fabricantes, o cigarro irritava a garganta, exceto o deles.

Se o Camel era melhor para Wayne por ser suave, não seria ainda melhor não fumar? Mas nem se cogitava isso porque, em parceria com os estúdios, os fabricantes tinham conseguido impor a ideia de que, não ria, fumar era tão natural quanto respirar. Não era bem por acaso que tantos astros da Warner nos anos 1940 —Bette Davis, Charles Boyer, Peter Lorre, Humphrey Bogart, Lauren Bacall— acendiam 30 cigarros por filme.

O Brasil e muitos países conseguiram derrotar o cigarro no fim do século passado. Mas, agora, os fabricantes voltam à carga com um novo produto e com a mesma estratégia: o cigarro eletrônico é “melhor” do que o cigarro comum porque “não é prejudicial à saúde“.

Em artigo recente na Folha (“Não se deixem enganar, os fabricantes de cigarros não querem ajudar os viciados“, 1º/1), o dr. Drauzio Varella mostra números e fatos acachapantes sobre esta mentira que, 100 anos depois, o cigarro eletrônico está conseguindo vender —aos velhos e, desgraçadamente, novos fumantes.


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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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