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Novos grupos estão chegando à fronteira após o movimento desencadeado neste domingo

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Tornou-se dramática a situação dos imigrantes, cerca de 70% deles haitianos, que tentam deixar o Brasil pela Ponte da Integração, entre Assis Brasil e Iñapari, no Peru. Eles pressionam as autoridades peruanas a lhes permitirem passagem pelo país, em busca de outros destinos.

Mais de 300 pessoas, de acordo com estimativa da prefeitura do município brasileiro, passaram a noite ao relento, abrigados da chuva que tem sido constante apenas por lonas, aguardando uma resposta do governo peruano que até as primeiras horas desta segunda-feira,15, não havia chegado.

Neste domingo, 14, a situação chegou a ficar tensa com a ameaça dos estrangeiros de forçar a passagem pela ponte transfronteiriça, o que fez com que as forças de segurança peruanas reforçassem a vigilância no local. Em contrapartida, os imigrantes impedem a passagem de carretas com produtos entre os dois países.

De acordo com informações fornecidas pela secretária municipal de Assistência Social de Assis Brasil, Johanna Meury Oliveira, pelo menos três carretas já estavam estacionadas no lado peruano. “Não há previsão de seguirem. O governo peruano não quer ceder”, disse ela na manhã desta segunda-feira.

A fronteira do Brasil com o Peru, no Acre e no Amazonas, está fechada desde março de 2020, em razão da pandemia de Covid-19. Desde então, a cidade de Assis Brasil tem passado por momentos críticos causados pela concentração de estrangeiros que chegam a qualquer momento e se acumulam nos abrigos locais.

A duras penas, com recursos próprios e doações, a prefeitura tem fornecido três refeições diárias aos imigrantes, sendo café, almoço e janta. Neste domingo, a alimentação foi fornecida na ponte ocupada. A equipe de Assistência Social também está direcionando os doentes às unidades de saúde e garantindo os medicamentos.

Negociações

Até este domingo, o prefeito de Assis Brasil, Jerry Correia (PT), havia mantido contato com o governador do departamento de Madre de Dios, Luis Guillermo Hidalgo Okimura, que o informou de que negociações já estariam ocorrendo para que a entrada dos imigrantes no país fosse autorizada de maneira excepcional.

Okimura afirmou ao prefeito que aguardava uma autorização do governo federal para permitir a passagem dos imigrantes. Segundo o governador peruano, seria realizada uma triagem de todas as pessoas que estão na ponte, assim como a realização de testes para a detecção de Covid-19.

Em determinado momento do domingo, policiais peruanos se dirigiram às lideranças do grupo de estrangeiros e solicitaram uma relação com os nomes e demais dados documentais das pessoas que pedem passagem, mas até a manhã desta segunda-feira, 15, não foi informada nenhuma decisão.

Apesar das informações repassadas ao prefeito Jerry Correia pelo governador de Madre de Dios e do recolhimento de documentação dos imigrantes pela polícia peruana, de acordo com a secretária Johanna Meury Oliveira, não há nenhuma perspectiva concreta de que a entrada dos estrangeiros será autorizada.

“O governo peruano não deu nenhuma perspectiva de passagem para eles. O que eles fizeram foi pegar a documentação dessas pessoas para fazer um controle apenas de quem está na ponte, mas pelas informações que estamos obtendo ainda não há nenhuma possibilidade real desses imigrantes passarem”.

Chegada de novos grupos

Até o último sábado, 13, a Secretaria de Assistência Social de Assis Brasil tinha o levantamento de 189 estrangeiros acolhidos nos abrigos municipais e mais alguns hospedados em hotéis. Nesta segunda-feira, 15, não há mais uma estimativa confiável da quantidade de imigrantes na cidade, segundo Johanna Meury.

Desde que foi iniciado o movimento de ocupação da ponte, na manhã deste domingo, 14, novos grupos de estrangeiros chegaram a Assis Brasil para se juntar aos que já estavam pedindo passagem. De acordo com a secretária, um novo levantamento será feito após a polícia peruana liberar a documentação que foi recolhida.

Pela quantidade de alimentos que estão sendo fornecidos pela prefeitura, Johanna Meury estima que entre 380 e 400 imigrantes estão sobre a ponte neste momento. Ela diz também que eles se recusam a se dirigir aos abrigos do município, onde há colchões e equipes para cozinhar.

Governo do Acre

Na manhã desta segunda-feira, 15, o governador Gladson Cameli solicitou a mediação do senador Marcio Bittar junto ao governo federal, por meio do Ministério das Relações Exteriores, para que os imigrantes possam adentrar no Peru, segundo informou a Agência de Notícias do Acre.

De acordo com o governador, o impasse precisa ser solucionado com urgência. Ele demonstrou preocupação com um possível crescimento no número de casos de Covid-19 em Assis Brasil e colocou a estrutura do Estado à disposição para que os haitianos façam a testagem para a doença antes de seguir viagem.

“Queremos muito ajudar a resolver esse impasse. Por isso, solicitei ajuda ao senador Marcio Bittar que interceda junto ao ministro Ernesto Araújo para que o Peru possa receber esses imigrantes. Assumi o compromisso de fazermos os testes em todos eles e quem estiver sem o vírus possa entrar no país vizinho”, explicou o gestor.

Ainda segundo a agência estatal de notícias, o senador Marcio Bittar afirmou que o pedido do governador Gladson Cameli já foi levado ao conhecimento do chanceler brasileiro. De acordo com o parlamentar, a demanda está sendo tratada com prioridade pelo Ministério das Relações Exteriores.

“Já tínhamos alertado ao ministro Ernesto Araújo sobre essa situação meses atrás e, mais uma vez, obtive a resposta que o contato será feito por parte do Itamaraty com o Peru. Inclusive, a proposta de que seja feita a testagem desses imigrantes e até mesmo a possibilidade de vacinação será feita ao governo peruano”, declarou.

O governo acreano diz que desde o agravamento da crise migratória provocada pelo fechamento da fronteira Brasil-Peru tem prestado assistência humanitária aos estrangeiros retidos em Assis Brasil. Prédios públicos pertencentes ao Estado foram cedidos para a instalação de abrigos mantidos pela prefeitura do município, assim como parte do custeio com alimentação e atendimentos na área da saúde.

No sábado, 13, o governo do estado já havia enviado uma equipe a Assis Brasil. O grupo levou cestas básicas, material de limpeza e máscaras descartáveis. A comitiva foi conduzida até à escola municipal Edilsa Maria Batista que serve de abrigo para os imigrantes há quase um ano.

A equipe viu de perto a situação dos abrigos e registrou as dificuldades enfrentadas pela prefeitura. Um relatório será encaminhado aos governos estadual e federal relatando o caos que se instalou na tríplice fronteira em razão do aumento da presença de imigrantes que buscam deixar o país pela fronteira acreana.

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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