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Número de pessoas nas favelas é vergonha para o Brasil – 10/11/2024 – Opinião

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Divulgou-se na sexta-feira (8) o tamanho de uma das facetas brasileiras que, para vergonha geral, está entre as mais conhecidas no exterior: nada menos que 16.349.928 pessoas vivem em favelas e comunidades urbanas, diz o Censo Demográfico 2022. O contingente equivale a cerca de 8% da população.

Embora o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desaconselhe comparações diretas devido a melhorias no recenseamento, não se pode deixar de lembrar que os dados colhidos em 2010 indicavam 11.425.644 moradores de favelas, ou 6% da população brasileira naquele ano.

Trata-se de aumento assustador, sobretudo quando se leva em conta o total dessas comunidades país afora: eram 6.329 antes, passaram a 12.348 agora —quase a metade delas (48,7%) situada na região Sudeste.

Ainda que se tenha em mente a ressalva do IBGE, há explicações plausíveis para esse crescimento. A grave crise econômica da última década e a pandemia de Covid, por exemplo, talvez tenham levado muita gente a decidir entre o aluguel nas áreas mais centrais e o prato de comida na mesa.

Seja como for, é forçoso reconhecer o déficit civilizatório refletido nessas estatísticas. São milhões de brasileiros que, para usar a terminologia superada, habitam “aglomerados subnormais” —um eufemismo para algo fora da norma e abaixo da média.

Se esconder o problema atrás de palavras não ajudava a resolvê-lo, a simples troca de nomenclatura tampouco constitui avanço de monta. Favela, ocupação, comunidade, grota, baixada, vila, mocambo, palafita ou loteamento informal —pouco importa o nome, mas sim o que ele designa.

De acordo com o IBGE, essas localidades têm em comum um senso de identidade comunitária e uma série de características reveladoras da deficiência estatal, como habitações precárias, políticas públicas insuficientes, infraestrutura vulnerável e posse sem nenhuma segurança jurídica.

Isso para não mencionar a violência. Por dificuldades reais ou omissão deliberada, a polícia pouco faz para levar a força da lei a esses territórios, que terminam dominados por traficantes ou controlados por milícias.

E nem se diga que tudo isso acontece nas periferias; no Rio de Janeiro, por exemplo, as favelas se confundem com o cenário dos cartões postais; nas concentrações urbanas de Belém e Manaus, mais da metade dos habitantes está nessas comunidades.

Para piorar o quadro, em um país no qual ainda se convive com a chaga do racismo, não surpreende, lamentavelmente, que os negros (pretos e pardos) estejam sobrerrepresentados nas favelas: nelas, eles são 73%, mas 55,5% no conjunto da população.

Por qualquer ângulo que se observe, portanto, a situação é alarmante e inaceitável. O poder público precisa agir em todas as frentes, mas serão em vão os esforços locais se o governo federal não conduzir a economia com a devida responsabilidade.

editoriais@grupofolha.com.br



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Revista da gestão de Guida Aquino registra legado de 8 anos — Universidade Federal do Acre

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A Ufac lançou a revista online “Avanços que Deixam Legado para o Futuro: 2018-2026” (124 p.). A publicação marca o encerramento da gestão da professora Guida Aquino à frente da Reitoria e reúne, em formato interativo, com dez capítulos, o balanço das principais conquistas e ações desenvolvidas pela administração superior nos últimos oito anos. O evento ocorreu nessa quinta-feira, 6, no Órgão dos Colegiados Superiores, campus-sede.

A revista serve como um registro de prestação de contas e memória institucional. O lançamento reuniu a equipe que esteve ao lado da gestão nesse período, num momento de agradecimento e celebração pelo trabalho realizado. “Agradeço o apoio e a colaboração de todos”, disse Guida.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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Ufac registra fase final de construção do novo CAp no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a solenidade de registro da fase final das obras de construção do novo prédio do Colégio de Aplicação (CAp). O evento ocorreu nesta sexta-feira, 7, no campus-sede, marcando a entrega parcial do complexo educacional, que já atinge 90% de execução física. O projeto de transferência do colégio para o campus universitário foi priorizado em 2022 pela Reitoria.

A estrutura foi concebida para atender às exigências da educação básica, contando com salas de aula, refeitório, auditório, parque aquático, laboratórios de informática e pontos de acesso à internet com tecnologia wi-fi 7. Os recursos financeiros foram viabilizados por meio de emendas parlamentares do Orçamento Geral da União.

“Essa obra representa mais do que tijolos e concreto; é a realização de um compromisso com a qualidade da educação básica e com o futuro das nossas crianças no Acre”, disse a reitora Guida Aquino. Ela informou que o antigo prédio do colégio, localizado no centro da capital e tombado como patrimônio histórico da instituição, passará por revitalização para abrigar o Palácio da Cultura da Ufac.

A vice-reitora eleita, Almecina Balbino, reafirmou a continuidade dos projetos de expansão da infraestrutura da instituição. “Eu estarei sempre à disposição, de portas abertas, para seguir os mesmos passos que a professora Guida deixou.”

O diretor do CAp, Ceilton França, enfatizou a adequação do projeto arquitetônico às necessidades da educação básica. “Para nós o sonho já está acontecendo. Quando enxergamos que a construção existe, é uma construção adequada à nossa realidade da educação básica.”

A vice-diretora do CAp, Alessandra Perez Lima, destacou a relevância do novo espaço para a rotina pedagógica e acadêmica. “Muito em breve vamos deixar de ser nômades e teremos o nosso lugar. Eu olho para cada espaço aqui e já vejo essas crianças correndo e sendo felizes.”

Também participaram da cerimônia o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Rid; o pró-reitor de Administração, Marcelo Cruz; o prefeito do campus, Artesson Cruz; além de professores, técnico-administrativos, estudantes e representantes da construtora responsável pela obra.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Reitora visita obra da passarela do curso de Medicina Veterinária — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, visitou, nesta quinta-feira, 6, a fase final da obra da passarela do curso de Medicina Veterinária, no campus-sede. A estrutura liga a Clínica de Medicina Veterinária ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) e deve ser entregue em duas semanas.

Segundo Guida, a construção da passarela atende a uma antiga reivindicação dos estudantes e integra os compromissos assumidos pela gestão. “Em breve estará pronta, em torno de duas semanas, e esse será mais um legado da nossa gestão”, afirmou. A reitora também agradeceu à equipe pelo trabalho, dedicação e compromisso ao longo dos últimos oito anos.

Além da passarela de Medicina Veterinária, a obra do novo Colégio de Aplicação da Ufac também está em fase de conclusão e deve ser entregue em breve.
Participaram da visita pró-reitores e membros da administração superior da Ufac.

 



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