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Número de suicídios não aumenta nas festas de fim de ano – 30/12/2024 – Saúde Mental

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Sílvia Haidar

Uma análise conduzida pela Universidade da Pensilvânia mostrou que casos de suicídio não costumam aumentar durante as festas de fim de ano —Natal e Réveillon— nos Estados Unidos.

Os pesquisadores têm estudado o fenômeno há 25 anos por meio de notícias de jornais e dados do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças, dos EUA) e, como resultado, afirmam que a ideia de que as pessoas se matam mais nas últimas semanas de dezembro é um mito.

“Por mais de uma geração, temos analisado como a mídia noticia a crença equivocada de que a taxa de suicídio aumenta durante a temporada de festas”, diz Dan Romer, diretor de pesquisa do Centro de Políticas Públicas Annenberg (APPC) da Universidade da Pensilvânia. “A persistência desse mito sugere que seu domínio sobre a imaginação do público é difícil de desfazer. Apoiar esse mito não serve a nenhum propósito útil e pode ter um efeito contagioso em pessoas vulneráveis que estão passando por uma crise com ideação suicida durante as festas.”

Uma pesquisa de abrangência nacional nos EUA, feita em 2023 pela Universidade da Pensilvânia, descobriu que 4 em cada 5 adultos acreditam que o mês de dezembro é o “período do ano em que ocorre o maior número de suicídios”.

Para desmistificar essa crença, a equipe lança comunicados anuais à imprensa com recomendações de como abordar o suicídio em reportagens e não publicar informações que possam afetar pessoas que já estejam deprimidas ou passando por outras questões de saúde mental. Uma das sugestões aos jornalistas, inclusive, é não divulgar relatos de epidemias ou aumentos sazonais de mortes por suicídio quando não há dados oficiais confiáveis que mostrem isso.

Quando for preciso noticiar um caso de suicídio é importante, por exemplo, não divulgar o método que a pessoa usou para tirar a própria vida. Também é indicado publicar junto com essas reportagens canais de atendimento para pessoas que estejam precisando de apoio emocional. No Brasil, o serviço mais abrangente é o do CVV (Centro de Valorização da Vida).

Os dados do CDC mostram que os meses com as menores taxas médias diárias de suicídio nos EUA são novembro, dezembro e janeiro.

Em 2023, o último ano completo para o qual os dados do CDC estão disponíveis, dezembro teve a menor taxa média diária de suicídio —foi o 12º entre os meses, e novembro foi o 11º. Janeiro ficou em 5º lugar. Os meses com as taxas mais altas foram agosto (1º) e julho (2º).

Esse padrão sazonal também ocorre na Austrália, de acordo com a pesquisa da Universidade da Pensilvânia. O diretor Dan Romer conduziu, em 2023, uma análise das taxas médias diárias de suicídio ao longo de doze anos na Austrália. Ele descobriu que os meses de inverno lá tinham taxas de suicídio mais baixas, semelhantes aos Estados Unidos. Como a Austrália está no hemisfério sul, o mês com a menor taxa média diária de suicídio foi junho, que marca o início do inverno.

Ao divulgar os dados australianos no ano passado, Romer disse: “Isso ajuda a explicar a menor taxa de suicídio que vemos aqui em dezembro —é principalmente devido ao início do inverno. Psicologicamente, por causa dos dias mais curtos e sombrios do inverno nos EUA, tendemos a associá-los ao suicídio. Mas isso não é o que acontece na realidade.”

Onde encontrar ajuda

Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio

Oferece grupos de apoio aos enlutados e a familiares de pessoas com ideação suicida, cartilhas informativas sobre prevenção e posvenção e cursos para profissionais.

vitaalere.com.br

Abrases (Associação Brasileira dos Sobrevivente Enlutados por Suicídio)

Disponibiliza materiais informativos, como cartilhas e ebooks, e indica grupos de apoio em todas as regiões do país.

abrases.org.br

CVV (Centro de Valorização da Vida)

Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato pelo site e telefone 188

cvv.org.br


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Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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