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O ano no patriarcado: coqueiros, ‘gatas sem filhos’ e crimes contra a humanidade | Arwa Mahdawi
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2 anos atrásem
Arwa Mahdawi
2024 foi um muito recatado, muito atentotipo de ano muito distópico. eu comecei do ano passado resumo anual, observando que foi o ano mais quente já registrado e… adivinhe? 2024 já ultrapassou 2023 como o ano mais quente de todos os tempos. Muitos dos mesmos temas extremos do ano passado também persistiram: os activistas anti-aborto ainda estão a tentar reverter os direitos reprodutivos nos EUA e a terrível situação das mulheres no Irão e no Afeganistão só piorou.
Entretanto, Gaza continua a ser destruída e – apesar de um número crescente de especialistas qualificar o bombardeamento de “genocídio”- os EUA continuam a permitir a destruição e grande parte do mundo continua a desviar o olhar. O guerra civil no Sudãoque começou em abril passado, também se espalhou catastroficamente, com mulheres e meninas suportando o peso da crise humanitária.
Não foi um ano ruim para as mulheres em todos os lugares. Na cultura pop, foi (mais uma vez) o ano de Taylor Swift. A épica turnê Eras da sensação pop finalmente chegou ao fim em dezembro, após uma quebra de recorde US$ 2 bilhões em vendas de ingressos. Charli xcx também teve um ano importante e nos trouxe um muito necessário lodo verde pirralho verão.
Até mesmo o poder estelar combinado de Swift (que a endossou) e Charli xcx (que declarou que “Kamala é pirralha”), no entanto, não conseguiu ajudar Kamala Harris a se tornar a primeira mulher presidente dos EUA. Nem poderia um milhão memes de coqueiro. Mas embora os EUA ainda pareçam avessos a votar numa mulher, a mexicana Claudia Sheinbaum tornou-se a a primeira mulher presidente do país em uma vitória esmagadora. E Haliey Welch (mais conhecida como garota da “sorte do falcão”), tornou-se a primeira mulher a transformar uma piada viral sobre sexo oral em um lucrativo império de marcas, incluindo um podcast e um acordo de merchandising, apenas para se envolver em um negócio de US$ 440 milhões. escândalo de criptomoeda.
Para invocar uma das frases mais memoráveis do ano: agora é hora de “mantenha espaço”Para tudo o que aconteceu com uma lista. Para encerrar 2024, aqui estão 10 das maiores – e mais absurdas – histórias do ano no patriarcado:
1. Donald Trump, um predador sexual legalmente definido, ganhou novamente a presidência dos EUA
Mais de 27 mulheres acusaram o novo presidente de má conduta sexual, e um júri num processo civil no ano passado considerou Trump responsável por abusar sexualmente do escritor E Jean Carroll. Nada disto parece importar para uma grande percentagem do público americano que votou entusiasticamente em Trump para o seu “termo de vingança”. O fraudador julgado já está ocupado enchendo a Casa Branca com outras pessoas acusadas de má conduta sexual. Enquanto isso, seu vice-presidente, JD Vance, não para de falar sobre “senhoras gatos sem filhos”. E o braço direito de Trump, Elon Musk, é obcecado com os americanos tendo tantos filhos quanto possível e parece intrigado com a ideia de que as mulheres não conseguem pensar livremente por causa do “baixo T”. Que hora para estar vivo.
2. O acesso à pílula abortiva foi atacado nos EUA
Os abortos medicamentosos agora compensam mais de 60% de todos os abortos nos EUA. Isto tornou a pílula abortiva comum, a mifepristona (geralmente usada como parte de um regime de dois medicamentos em abortos medicamentosos), um alvo importante para os activistas anti-aborto. Em Junho, o Supremo Tribunal dos EUA rejeitou uma tentativa para reverter o acesso à medicação, mas os estados individuais ainda estão fazendo o seu melhor para dificultar a obtenção da pílula abortiva. Louisiana, por exemplo, reclassificou o mifepristona e o misoprostol como “substâncias controladas”.
3. A França consagrou o aborto como um direito constitucional
Os franceses olharam para tudo o que aconteceu nos EUA e, numa votação histórica, prometeram dar o direito ao aborto proteção constitucional plena. Muito bom.
4. O Taleban continuou sua guerra contra as mulheres afegãs
As mulheres estão a ser sistematicamente excluídas de todas as facetas da vida pública no Afeganistão. Este ano, entre outras restrições, o Taliban fez um movimento proibir as mulheres de treinarem como enfermeiras e parteiras; proibiu as mulheres de falar ou mostrar o rosto fora de suas casas; e decidiu retomar o apedrejamento público de mulheres até a morte. Especialistas da ONU chamaram o sistema de discriminação do Talibã de “crime contra a humanidade‘ e, em um movimento inovadoros talibãs serão levados ao tribunal internacional de justiça por discriminação de género.
5. Gisèle Pelicot mostrou ao mundo que ‘a vergonha deve mudar de lado’
Depois de descobrir que ela (agora ex) marido de 50 anos durante quase uma década, Gisèle Pelicot renunciou ao seu direito ao anonimato e convidou o mundo para o seu julgamento. Ela estava determinada, disse ela, “que as coisas mudassem” nesta “sociedade machista e patriarcal que banaliza o estupro”. Dominique Pelicot, 72 anos, foi condenado à pena máxima de 20 anos e o tribunal francês considerou todos os 50 co-arguidos culpados de crimes sexuais. Gisele se tornou uma ícone feministainspirou milhões e desencadeou um acerto de contas com a cultura do estupro.
após a promoção do boletim informativo
6. Paris 2024 foi a primeira Olimpíada a alcançar a paridade de gênero
Quando Paris sediou as Olimpíadas em 1924 menos de 5% das participantes eram mulheres e só podiam competir em esportes “femininos”. Um século depois, o Comitê Olímpico Internacional (COI) declarou os Jogos Olímpicos de Paris de 2024 como #GenderEqualOlympics. Chamando isso igual é um pouco exagerado, mas houve paridade numérica de gênero no campo de jogo. E também houve muitos momentos memoráveis: quem pode esquecer O salto canguru de Raygun?
7. O Irã anunciou uma ‘clínica de tratamento’ para mulheres que desafiam as rígidas leis do hijab
A abertura de uma “clínica de tratamento para remoção do hijab” foi anunciada em novembro, em meio a uma repressão às mulheres que são consideradas violadoras do código de vestimenta obrigatório do Irã e que oferecerá “tratamento científico e psicológico para remoção do hijab”. Em outras palavras, será uma prisão.
8. Mais mulheres e crianças mortas em Gaza do que em qualquer outro conflito recente
Uma análise da Oxfam publicada em Setembro concluiu que mais mulheres e crianças foram mortas em Gaza pelos militares israelitas durante o ano passado do que o período equivalente de qualquer outro conflito durante o ano passado. últimas duas décadas. De acordo com uma estimativa, uma criança é morta a cada 10 minutos em Gaza e a morte parece iminente para 96% das crianças.
9. As mulheres no Sudão enfrentaram violência sexual sistemática
A guerra civil no Sudão, que parece ter sido significativamente habilitado pelos Emirados Árabes Unidoslevou a uma crise humanitária catastrófica e fome crescente. Especialistas da ONU documentaram “impressionante”quantidades de violência sexual e baseada no género contra raparigas e mulheres. Homens e rapazes também foram alvo de violência sexual durante a detenção.
10. Moo Deng entrou em nossos corações
Adorável, ingovernável e incrivelmente úmido: o bebê hipopótamo pigmeu se tornou uma sensação viral. Ela tem o seu próprio hino de dança (“Moodeng boing boing / Boing boing boing boing”); corretamente previsto as eleições nos EUA; lançou um milhão de memes; apresentou no Saturday Night Live; e inspirou uma enorme quantidade de mercadoria. Como estamos em 2024, a história dela também recebeu uma reviravolta criptográfica obrigatória: o Cofundador da Ethereum Vitalik Buterin doou quase US$ 294 mil ao zoológico de Moo Deng, descrevendo-se como o “pai adotivo” do hipopótamo. Que o pequeno hipopótamo continue a florescer em 2025.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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