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O caso que condenou El Salvador por violência obstétrica – 21/12/2024 – Mundo

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Valentina Oropeza

A Corte Interamericana de Direitos Humanos (IDH) condenou El Salvador, nesta sexta-feira (20), por violência obstétrica no episódio que ficou conhecido como “Caso Beatriz”.

A jovem de 22 anos se tornou um símbolo no país, que tem uma das leis antiaborto mais restritivas do mundo. El Salvador proíbe o procedimento em todas as circunstâncias, com penas de 30 a 50 anos de prisão para mulheres acusadas de homicídio agravado.

O caso, que começou em 2013, foi o primeiro relacionado a uma negativa de um aborto a ser julgado pela Corte IDH. No entanto, a sentença desta sexta-feira não menciona o direito ao aborto.

Beatriz sofria de lúpus eritematoso sistêmico, uma doença na qual o sistema imunológico ataca os tecidos saudáveis do corpo.

Essa condição colocou em risco sua vida e a do bebê durante a primeira gravidez. Seu filho nasceu prematuro, pesando menos de 2 quilos.

Um ano e meio após o nascimento do primeiro filho, Beatriz descobriu que estava grávida novamente. Sentiu medo de enfrentar as mesmas complicações que o lúpus havia causado na primeira gestação.

Os médicos alertaram que o feto apresentava anencefalia: uma malformação congênita que impede o desenvolvimento do crânio e do encéfalo, órgão responsável por controlar as funções do corpo.

Embora as leis salvadorenhas proibissem a interrupção da gravidez em qualquer circunstância, Beatriz pediu autorização para abortar na 12ª semana de gestação.

A interrupção da gravidez havia sido recomendada por um comitê médico de 15 especialistas para salvar a vida da jovem, que tinha 22 anos na época. No entanto, o pedido foi negado.

A Justiça salvadorenha autorizou a cesariana na 26ª semana, quando a saúde de Beatriz estava mais comprometida, mas no marco legal que considerava o procedimento um parto prematuro, e não um aborto. A menina nasceu por cesariana e morreu 5 horas depois.

Dez anos após essa decisão, em março de 2023, a mãe da jovem, Delmy, compareceu à primeira audiência pública da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Na ocasião, ela concedeu uma entrevista à BBC News Mundo.

Leia o depoimento abaixo.

‘Ela queria ter um filho’

A parte mais difícil da primeira gravidez de Beatriz foi a pré-eclâmpsia. Antes de entrar em trabalho de parto, ela recebeu transfusão de sangue. Quando fui vê-la, estava tremendo de frio. Ela foi internada com exaustão e dificuldade para respirar.

O menino nasceu prematuro, com peso muito baixo. Ainda guardo uma camisetinha dele, do tempo em que estava no hospital. É uma camisetinha bem pequena.

Quando me entregaram o bebê no hospital, ele cabia na palma da minha mão. Não chorava.

Beatriz me disse que, quando o viu, sentiu pena por ele estar conectado a tantos tubos.

Pensávamos que ele não ia sobreviver.

Essa foi a razão pela qual ela não se esterilizou após o primeiro parto: achou que o bebê não viveria. E ela queria ter um filho.

Beatriz nunca conseguiu amamentá-lo. Imagino que fosse devido ao remédio forte que tomava [para tratar o lúpus]. O menino foi criado apenas com fórmula.

81 dias internada

Um dia, Beatriz acordou com feridas no rosto, como varicela. Formaram-se bolhas que, ao estourar, liberavam pus e sangue. Com o tempo, as lesões se espalharam pelo corpo. Suas mãos e pés ficaram cheios de feridas.

Ela não conseguia andar. Eu colocava um paninho para que ela segurasse com a ponta dos dedos e cobrisse o corpo. Era uma dor insuportável.

Beatriz não morava comigo, vivia com o parceiro. Mas, quando o problema apareceu, veio até mim para que eu a acompanhasse às consultas.

Os exames revelaram que ela estava grávida. Foi um golpe muito duro, porque eu sabia que, se engravidasse novamente, passaria por um processo mais difícil que o primeiro, já que seu estado era mais crítico.

Levamos Beatriz ao Hospital Rosales. Eu precisava ir todos os dias de Usulután a San Salvador, uma viagem de duas horas de ônibus. Saía às 6h da manhã para chegar às 8h. Às vezes, não me deixavam entrar antes da visita, às 11h ou 12h.

Procurava chegar cedo porque Beatriz não podia comer até que eu chegasse – suas mãos estavam enfaixadas por causa das feridas.

Ela também não podia ir ao banheiro sozinha e dizia: ‘Tenho vergonha de pedir ajuda às enfermeiras’.

Além disso, tinha dificuldade para comer: sentia dor na garganta e achava a comida do hospital horrível.

E foi assim todos os dias.

Eu trabalhava em uma fábrica de queijos, e as colegas me cobriam para que eu pudesse estar nesse processo. Beatriz e eu ficávamos juntas durante o horário de visita. Quando diziam: “Vamos, vamos, toda a visita para fora”, eu me escondia e depois voltava, dizendo para Beatriz: “Estou aqui, ainda não fui embora”.

Durante o tempo em que esteve internada no Hospital Rosales, Beatriz chorava de dor.

Quando a transferiram para o Hospital de Maternidade, onde aconteceu todo o processo [da cesariana da segunda gravidez], ela me dizia: “Quando vão fazer o que dizem que vão fazer? Eu não quero mais estar aqui”.

Ela ficou 81 dias hospitalizada.

Eles a colocaram em um quarto pequeno, em frente à sala das enfermeiras, tão apertado que mal cabia a sua cama. Ela se sentia enclausurada e não podia ver seu primeiro filho.

Como o companheiro dela cuidava da criança, ele raramente podia estar com Beatriz. Mas, depois que ela saiu do hospital, voltou a morar com ele, e eles continuaram juntos.

Ela tinha um celular e acompanhava o que diziam sobre ela. Era discriminada. Comentavam coisas terríveis, como: “Para que abriu as pernas se estava doente?” Comentários repugnantes.

Um dia, cheguei ao Hospital de Maternidade para visitá-la, e ela me disse: “Olha o que trouxeram para mim”. Era uma cesta [berço] com um cobertor. Perguntei: “E essas pessoas? O que querem?”.

Eram as que se opõem [ao aborto], aquelas que dizem sim à vida. Eles não sabem o dano que causaram a Beatriz.

À noite, ela me ligava e dizia: “Estou desesperada. Quero que acabem logo com isso”. Ela entrava em crise, sentia que estava morrendo.

Leilani, a ‘menina do céu’

Para mim, foi muito difícil aceitar que o feto não completaria sua gestação.

Eu estava com Beatriz no hospital quando vieram dizer que iriam fazer a cesariana. Obrigaram minha filha a ter um bebê sem crânio, que morreu cinco horas após o nascimento.

Fiquei esperando lá fora; o procedimento durou cerca de duas ou três horas.

Na audiência [da Corte IDH], disseram que Beatriz viu o bebê. Mas ela não viu. Quem viu fui eu.

Assim que retiraram a bebê, o médico perguntou: “Quer vê-la? Mas não tire fotos, só olhe”.

Fui até lá. Fiquei olhando, tentando ver se ela conseguia mexer os olhinhos, mas não.

Só a vi por alguns segundos.

Depois, contei a uma enfermeira o que tinha visto, e ela disse: ‘Essas crianças nascem assim, sem possibilidade de fazer nada, porque não têm cérebro’.

Ela tinha isso aqui [Delmy aponta o rosto], mas atrás [toca a parte de trás da cabeça], não tinha nada.

Beatriz queria dar um nome e começou a buscar na internet até encontrar Leilani, que [em havaiano] significa ‘menina do céu’.

Colocamos Leilani Beatriz.

Depois disso, Beatriz se isolou. Tornou-se mais irritada, quase não sorria.

Tentávamos encontrar formas de fazê-la se sentir melhor. Os irmãos até cantavam para ela, porque gostavam de cantar. ‘Cala a boca, meninos. Não quero ouvir barulho’, ela ordenava.

Ficou um vazio nela, mas, ao mesmo tempo, foi um alívio, porque finalmente podia estar com o outro filho, por quem queria viver para cuidar.

‘Vocês não sabem’

Com tudo o que aconteceu, adoeci. Comecei a ter hipertensão até explodir. Não queria comer, e meu companheiro dizia: ‘Coma, senão você vai adoecer ainda mais’.

Minhas colegas de trabalho me apoiavam. Assimilei tudo com a ajuda de outras pessoas.

Outras faziam comentários, vizinhos ou gente que gosta de tirar conclusões.

Até hoje, perguntam: ‘Você é a favor do aborto?’ E eu respondo: ‘Vocês não sabem’.

Eles dizem que é pecado, que a mulher não deve fazer isso. Então coloco o caso: ‘E se Beatriz fosse sua filha ou sua irmã?’. Aí eles se calam e não dizem mais nada.

A parte mais difícil para mim foi não darem uma resposta a Beatriz, terem negado o direito que ela estava exigindo.

Com todo esse processo, aprendi que é preciso lutar para que o caso dela não se repita.

Meu neto tinha cinco anos quando Beatriz morreu. Quando ela estava no caixão, ele a tocava e dizia: ‘Linda, levante’. Ele achava que ela estava dormindo.

Quando vamos ao cemitério, ele acena para o túmulo. Isso é muito difícil para nós.

Ele me chama de mãe, chama uma tia de mãe, e também chama a companheira do pai de mãe. Talvez ele quisesse chamar todas de mãe porque sentiu falta do carinho da mãe dele.

Hoje, ele tem 11 anos, mas ainda não fala bem. Não pronuncia as palavras corretamente. Está estudando no quarto ano.

Ele é carinhoso às vezes, mas, em outras, fica irritado.

Quero que meu neto cresça como um homem saudável e forte, que se torne um profissional. E, quando adulto, quero explicar tudo o que Beatriz passou.

Também penso na minha neta. Deus sabe como conduz as coisas. Se Ele decidiu que ela não nascesse, deve ser porque é um anjo que agora está com Beatriz.



Leia Mais: Folha

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.

A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.

“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.

A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.

 



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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano

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Foto de capa [internet]

Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025

Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.

De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.

Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.

Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025

O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções

No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.

Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:

  1. ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
  2. quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.

No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.

Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo

O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.

É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.

Um ano que já começa “com cara de planejamento”

Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.

No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.

Rio Branco também entra no compasso de 2026

Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.

Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).

Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC

Por que isso importa 

O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.

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