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O colégio eleitoral tornou-se uma arma apontada à cabeça da democracia dos EUA | Lourenço Douglas

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Lawrence Douglas

TEstes não são dias fáceis para os apoiantes da democracia americana. Mas o que me perturba as entranhas não é a perspectiva de que, dentro de três semanas, a maioria dos eleitores possa entregar as rédeas do poder a um demagogo autoritário vingativo. Em vez disso, estou enojado com a perspectiva de que o colégio eleitoral possa fazer isso por nós – que Kamala Harris poderia ganhar o voto popular nacional, mas fica aquém onde é importante.

Sabemos que o vencedor do voto popular já perdeu duas vezes neste jovem século, em 2000 e novamente em 2016. Mas poucos percebem quão pouco perdemos um resultado catastrófico em 2020, quando Biden venceu o voto popular nacional por uma margem substancial – mais de 7 milhões de votos. . Em qualquer outra nação democrática, tal resultado teria resolvido a questão. Não nos EUA. A margem de vitória de Biden em três estados decisivos – Arizona, Geórgia e Wisconsin – foi muito pequena, com menos de 44.000 votos combinado.

Não foi por acaso que Trump treinou os seus esforços – matéria de acusações estaduais e federais pendentes – para anular a vitória de Biden nestes três estados. Se Trump tivesse conseguido pressionar o secretário de Estado republicano da Geórgia, Brad Raffensperger, a “encontrar” os votos necessários para superar a liderança estadual de Biden, se tivesse conseguido apresentar listas falsas de votos do colégio eleitoral do Arizona e Wisconsin, ele poderia ter recapturado a Casa Branca. .

Agora, mais uma vez, a nossa nação é mantida refém dos nossos meios manifestamente defeituosos de eleger o presidente. Como chegamos a este ponto perigoso? Os redatores da Constituição, exaustos por longos dias de trabalho no fumegante Salão da Independência da Filadélfia, no verão de 1787, decidiram pelo colégio eleitoral numa espécie de reflexão tardia. Incapazes de decidir entre deixar o Congresso eleger o presidente ou dar pleno poder ao povo, acabaram por adaptar um dispositivo usado pelo Sacro Império Romano para “eleger” monarcas e imperadores. Ao permitir que cada legislatura estadual escolhesse um corpo de eleitores (igual à representação do estado no Congresso), o sistema pretendia encontrar cidadãos de posição pública capazes de escolher sabiamente um chefe do executivo.

Quase desde o início, o sistema não funcionou conforme planejado. Com a ascensão dos partidos, os estados perceberam que poderiam aproveitar melhor o seu poder sobre o resultado nacional, atribuindo todos os seus votos do colégio eleitoral ao vencedor estadual do voto popular – o sistema que temos agora. (Ao derrotar Al Gore por 537 votos na Flórida, George W Bush conquistou todos os votos do colégio eleitoral do estado cítrico e, com eles, a Casa Branca.)

Aqueles que hoje defendem o colégio eleitoral como um dispositivo destinado a garantir que a presidência não seja sempre capturada pelas “elites costeiras” estão a oferecer uma justificação que nada tem a ver com a lógica original do colégio e a ignorar o facto de que o vasto número de cidadãos americanos vivem em estados costeiros. Um sistema eleitoral que concedesse quatro votos aos cidadãos do Wyoming e um único voto aos cidadãos da Califórnia seria rejeitado como uma violação transparente do princípio constitucional de “uma pessoa, um voto”. E, no entanto, é exactamente isto que o colégio eleitoral faz.

Pior ainda é a forma como o colégio eleitoral dramaticamente amplia o voto dos cidadãos em alguns estados indecisos. Dezenas de milhões de eleitores em estados não competitivos estão essencialmente privados de direitos. Kamala Harris atualmente tem uma vantagem de 24 pontos sobre Donald Trump na Califórnia. Os votos para Trump na Califórnia não contam, então, para nada, enquanto todos os votos para Harris sobre a maioria necessária para vencer são totalmente desperdiçados. Nos principais estados indecisos, as coisas parecem muito diferentes.

Toda a eleição dependerá do que acontece em sete estados: Pensilvânia, Michigan, Carolina do Norte, Geórgia, Wisconsin, Nevada e Arizona. Os eleitores nos 43 estados restantes são reduzidos ao papel de espectadores. E assim ficamos prendendo a respiração, imaginando se a democracia americana sobreviverá com base no fato de os árabes americanos em Michigan se sentirem traídos pelo Partido Democrata ou se os homens negros em Detroit, Milwaukee e Filadélfia votarão em números suficientes em Harris.

Um sistema que permite que uma eleição nacional dependa do resultado num punhado de condados num punhado de estados é feito à medida para um candidato que pretende semear o caos eleitoral. Quando Trump incitou uma multidão a atacar o Capitólio, em 6 de Janeiro de 2021, o seu esforço para permanecer no poder já tinha falhado. Todos os estados (e o Distrito de Columbia) já tinham certificado o seu resultado, graças aos esforços honestos e incansáveis ​​dos funcionários eleitorais de ambos os partidos. A insurreição prometeu simplesmente adiar o inevitável.

Desta vez, a equipe Maga sabe melhor. Desta vez, dedicará seus esforços a manipular a contagem estadual. Já conseguiram inserir um número substancial de partidários de Trump em posições-chave dentro da infra-estrutura eleitoral dos estados indecisos. Não é preciso muito para turvar o resultado de uma disputa estatal acirrada, visando condados específicos – especialmente quando Trump preparou os seus apoiantes para rejeitarem qualquer resultado que não resulte na sua vitória.

Dados os perigos e disfunções do colégio eleitoral, não é surpreendente que desde 1816 tenham havido mais de 700 propostas de alterações para reformar ou simplesmente abolir o sistema. E, no entanto, todos naufragaram no árduo processo de alteração da Constituição, que ao longo da nossa história frustrou mudanças constitucionais vitais e necessárias e agora deixa-nos presos a um processo eleitoral que ninguém consideraria seriamente se tivesse a tarefa de conceber um novo sistema.

E assim enfrentamos a perspectiva ameaçadora de que este defeito de concepção constitucional possa – contra a vontade da maioria do povo americano – produzir um resultado que afecte o fim da democracia liberal na América. Doentio.

  • Lawrence Douglas é o autor, mais recentemente, de Will He Go? Trump e o colapso eleitoral iminente em 2020. Ele é um redator de opinião colaborador do Guardian dos EUA e leciona no Amherst College



Leia Mais: The Guardian

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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