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o desenvolvedor de “Pokémon” vítima de grande roubo de dados

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Criaturas que permanecem na fase de simples desenhos preparatórios, versões preliminares de elementos gráficos, documentos de trabalho descrevendo o universo, ferramentas de desenvolvimento ou mesmo código-fonte de jogos inteiros… Desde sábado, 12 de outubro, usuários de redes sociais e fóruns especializados como ResetEra trocar, comentar e analisar arquivos que parecem vir de um enorme vazamento de dados sofrido pela Game Freak, empresa por trás dos principais jogos Pokémon.

Em um comunicado de imprensa oficialo estúdio japonês confirmou, domingo, 13 de outubro, que uma violação de segurança realmente afetou seus servidores. “ A Game Freak descobriu que as informações de nossos funcionários vazaram usando acesso não autorizado de terceiros em agosto de 2024. Pedimos sinceras desculpas pelo grande inconveniente e preocupação que isso causou a todos os envolvidos “, declara a empresa.

A empresa, que afirma ter fechado a violação desde então, estima que 2.600 nomes, endereços postais e endereços de e-mail de funcionários (atuais e antigos) ou trabalhadores contratados foram comprometidos. A Game Freak não confirma, no entanto, a veracidade dos dados relativos aos seus jogos que actualmente circulam online – e são apresentados como estando ligados a este roubo de dados.

Mais de um terabyte de dados reivindicados

Se o grande número de ficheiros incluídos no arquivo colocado online (os utilizadores da Internet que afirmam ter acesso a ele falam de um terabyte de dados) torna virtualmente impossível o trabalho de verificação sistemática, é pela mesma razão muito improvável que tivesse sido falsificado em sua totalidade.

Aí encontramos, misturados, textos que exploram o universo de títulos por vezes com mais de vinte anos, mas também documentos de trabalho relativos a jogos inéditos, como Lendas Pokémon: ZA (prevista para 2025), ou a máquina que supostamente sucederá ao Nintendo Switch, batizada pelo seu suposto codinome. Solicitado por O mundoa Nintendo não deu seguimento nesta fase.

Pela sua natureza e escala, este incidente lembra uma fuga de dados semelhante, de que a Nintendo foi vítima em 2020. Apelidado de “Gigaleak” pelos utilizadores da Internet, consistiu em cerca de dois terabytes de dados divulgados lenta e anonimamente no fórum 4chan. . Eles continham, entre outras coisas, códigos-fonte de jogos, protótipos, documentos de design de máquinas antigas do fabricante e e-mails de funcionários. Sem comentar o conteúdo dos arquivos encontrados à solta, a Nintendo reconheceu publicamente a existência de vulnerabilidades de segurança a seu respeito.

O mundo



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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (3).png

Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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