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O embaixador escolhido por Trump na ONU diz que Israel tem ‘direito bíblico’ à Cisjordânia | Notícias de Donald Trump

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A escolha do presidente Donald Trump para ser o Embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas tornou-se o mais recente candidato da administração a expressar a crença de que Israel tem domínio “bíblico” sobre a Cisjordânia ocupada.

O comentário de Elise Stefanik na terça-feira ocorreu durante sua audiência de confirmação perante o Comitê de Relações Exteriores do Senado, onde ela também se comprometeu a promover a missão “América em Primeiro Lugar” de Trump.

“Se for confirmado, estou pronto para implementar o mandato do povo americano do presidente Trump para entregar a América Primeiro, a liderança da segurança nacional pela paz através da força no cenário mundial”, disse ela durante suas declarações de abertura.

Se for confirmada como embaixadora, Stefanik explicou que auditaria o financiamento dos EUA para a ONU e a sua constelação de agências. Ela também procuraria contrariar a influência da China na organização internacional e reforçar o apoio firme de Washington a Israel.

Mas foram as suas opiniões sobre a Cisjordânia que assinalaram o maior contraste entre a administração Trump e a do seu antecessor, o presidente Joe Biden.

Stefanik foi definitiva quando questionada se partilhava a opinião do Ministro das Finanças israelita, de extrema-direita, Bezalel Smotrich, e do antigo Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, de que Israel tem um “direito bíblico sobre toda a Cisjordânia”.

“Sim”, ela respondeu durante a conversa com o senador democrata Chris Van Hollen.

Quando questionada se apoiava a autodeterminação dos palestinos, Stefanik evitou a questão.

“Acredito que o povo palestino merece muito mais do que os fracassos que sofreu por parte dos líderes terroristas”, disse ela. “É claro que eles merecem direitos humanos.”

Uma mudança mais ampla

Nos últimos quatro anos, a administração Biden prestou apoio resoluto a Israel na ONU. Vetou repetidamente resoluções do Conselho de Segurança da ONU que apelavam a um cessar-fogo para pôr fim à guerra de Israel em Gaza.

No entanto, a administração tinha estado disposta a enfrentar o seu aliado “firme” na questão dos colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada. Tais acordos são considerados ilegais pelo direito internacional.

Os comentários de Stefanik foram a mais recente indicação de que a próxima administração Trump tomaria uma atitude muito diferente.

O primeiro mandato de Trump assistiu a um aumento nos colonatos, com a sua administração a remover uma política dos EUA de quatro décadas que reconhecia a expansão na Cisjordânia como ilegal.

Ao tomar posse na segunda-feira, Trump cancelado Sanções da era Biden contra grupos de colonos israelenses de extrema direita e indivíduos acusados ​​de violência contra os palestinos.

A escolha de Trump para ser o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, também apoiou os colonatos israelitas na Cisjordânia, citando a Bíblia como justificação. Em uma entrevista de 2017 à CNN, por exemplo, Huckabee argumentou que o território palestiniano não existia de todo.

“Não existe Cisjordânia. É a Judéia e a Samaria”, disse ele, usando um nome bíblico.

E em 2008, quando fazia campanha para a presidência, Huckabee afirmado que a própria identidade palestina era uma ficção.

“Preciso ter cuidado ao dizer isso, porque as pessoas vão ficar muito chateadas. Na verdade, não existe palestino”, disse na época Huckabee, que ainda não enfrentou uma audiência de confirmação.

‘Estar com Israel’

Stefanik é há muito tempo um dos mais fervorosos defensores de Trump na Câmara dos Representantes dos EUA.

Em dezembro de 2023, no entanto, ela alcançou um novo nível de destaque com seu questionamento viral de três líderes universitários de Harvard, do MIT e da Universidade da Pensilvânia, pressionando-os sobre o alegado “anti-semitismo” no campus. Dois dos três presidentes renunciaram na sequência.

Os críticos disseram que as acusações dela ajudaram a estimular outros líderes universitários a reprimir os protestos pró-Palestina no campus, por medo de reação pública.

No seu discurso de abertura na audiência de confirmação de terça-feira, Stefanik autoclamou-se como “a líder no combate ao anti-semitismo no ensino superior”, citando a sua interação em 2023 com os reitores das universidades.

“Meu trabalho de supervisão resultou no depoimento mais visto da história do Congresso”, disse ela. “Esta audiência com reitores de universidades foi ouvida em todo o mundo e vista bilhões de vezes.”

Respondendo às perguntas dos legisladores bipartidários, Stefanik prometeu continuar – e ampliar – o legado dos EUA de apoio a Israel na ONU. Os EUA são um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e, portanto, exercem poder de veto.

Ela repetiu a posição dos EUA de que Israel é alvo injusto da ONU, condenando o que chamou de “podridão anti-semita” dentro da organização.

Os EUA pagam actualmente cerca de um quinto do orçamento regular da ONU, um motivo de ira regular para Trump.

Na terça-feira, Stefanik prometeu “uma avaliação completa de todas as subagências da ONU” para garantir “que cada dólar (vai) para apoiar os nossos interesses americanos”.

Ela acrescentou que se oporia a quaisquer fundos dos EUA destinados à Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras para os Refugiados da Palestina (UNRWA).

A legislação aprovada pelo Congresso dos EUA no ano passado proíbe o financiamento até março de 2025 para a agência, que grupos humanitários dizem fornecer apoio insubstituível aos palestinos tanto na Cisjordânia como em Gaza.

Na sua audiência, Stefanik também defendeu Israel, apesar críticas de especialistas da ONU que os seus métodos em Gaza são “consistentes com o genocídio”.

“É um farol dos direitos humanos na região”, disse Stefanik sobre Israel.

A audiência de Stefanik ocorreu poucas horas depois de o ex-senador Marco Rubio, escolhido por Trump para secretário de Estado, se tornar o primeiro membro do novo governo a tomar posse.



Leia Mais: Aljazeera

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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