OPINIÃO
O espetáculo da incompetência do PSDB de Tarauacá
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5 anos atrásem
Em Tarauacá, os vereadores do PSDB se queimaram feio, como se diz no popular.
A maior bancada, com três vereadores eleitos, não conseguiu sequer fazer parte da Mesa Diretora eleita para o biênio 2021-2022. Foi um espetáculo de incompetência política!
Valdor do Ó, em um delírio pueril, imaginava-se presidente da Casa. Mas não soube construir sua candidatura dentro do próprio PSDB. A pretensão nasceu natimorta. A direção municipal e estadual do partido foi incapaz de resolver a equação, fazendo vista grossa.
Valdor ficou vagando sozinho no deserto, perdido e sem rumo. Não lhe ofereceram sequer um copo d’água!
A engenharia da candidatura foi vergonhosamente ineficiente. Culpa do PSDB, que não soube aparar as arestas e consolidar um candidato vitorioso. Dizem que o alarde da candidatura de Valdor era um engodo, um truque, um blefe. Isso não posso afirmar.
Os pares Árife Eleamen e Zé Prego, os mais votados, assistiram tudo, inertes e sem atitude. Rodrigo Damasceno, temendo represálias, ficou oculto nos bastidores.
O PSDB não votou em Chico Batista, se absteve de votar. Imaginaram os vereadores que a neutralidade fosse uma saída honrosa.
Entretanto, as consequências virão. Nicolau Maquiavel ensina isso.
“Caso o Príncipe prefira a neutralidade durante uma briga de dois poderosos, é bom se preparar para enfrentar as consequências, pois:
“Quem vence não quer amigos suspeitos e que não ajudem nas adversidades; quem perde não te aceitará porque não quiseste, de armas na mão, correr a mesma sorte”.
(O Príncipe – cap.XXI)
O ensinamento é claro.
Por fim, essa eleição deixou claro que o PCdoB e o MDB barganham míseros cargos. Que o PSDB começou o ano perdido e sem rumo. Que a política em Tarauacá continuará a mesma, e nada ou quase nada mudará pra melhor. Que um novo clã familiar surge em Tarauacá, substituindo os Vitorinos.
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OPINIÃO
Opinião: Uma parlamentar trans como presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara Federal
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3 dias atrásem
28 de março de 2026O caso da deputada federal trans Erika Hilton (SP), eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Federal e contestada por algumas parlamentares de origem biológica feminina, merece reflexão.
Há distinção entre condição biológica e identidade de gênero. O sexo biológico refere-se a características naturais como cromossomos, órgãos reprodutivos e hormônios. Já a identidade de gênero diz respeito à forma como a pessoa se reconhece e se apresenta socialmente.
No campo jurídico, o Brasil assegura às pessoas trans o direito de serem tratadas conforme sua autopercepção de gênero. Isso significa que, legalmente, uma mulher trans é reconhecida como mulher — embora essa definição não corresponda à esfera biológica.
É legítimo — e não proibido — que algumas pessoas não se sintam representadas por indivíduos trans, como demonstrou a deputada federal Chris Tonietto (RJ).
O bom senso sugere que cargos de representação feminina sejam ocupados por mulheres de origem biológica feminina, e o mesmo princípio poderia valer para os homens. A identidade de gênero, embora deva ser respeitada, não pode se sobrepor à maioria formada por homens e mulheres em sua essência biológica.
A sociedade avançou ou retrocedeu ao acolher pessoas trans em espaços de destaque? Eis a questão. É fato que hoje há maior visibilidade de indivíduos trans, mas isso ainda constitui uma situação particular, não uma regra. Por outro lado, é compreensível que muitas mulheres se sintam desconfortáveis em dividir espaços íntimos, como banheiros, com pessoas trans.
Representantes do movimento LGBTQIA+ afirmam que os seres humanos são complexos. Outros, porém, questionam se não seria mais complexo o pensamento de quem rejeita sua própria condição biológica. É evidente que psicologicamente ninguém é igual.
A sociedade brasileira, composta por mais de 221 milhões de habitantes, não foi consultada sobre o reconhecimento das mulheres trans. O que existe é uma construção jurídica que garante seus direitos. Trata-se, portanto, de uma minoria socialmente reconhecida.
Se alguém se identificar psicologicamente como uma loba, por exemplo, não há obrigação de aceitarmos essa identidade no convívio social. O argumento filosófico de que “tudo muda”, inspirado em Heráclito, é apenas uma perspectiva entre tantas. Ou seja, um ponto de vista.
Mudanças de paradigmas sociais não podem ignorar o equilíbrio e a natureza humana: para muitos, homem continua sendo homem e mulher continua sendo mulher. Ou seja, a base biológica deve ser considerada.
Filosofar como se houvesse obrigação de aceitar todas as transformações comportamentais propostas por grupos minoritários é um equívoco diante da maioria que se posiciona contrária à equiparação plena das pessoas trans.
Não se trata de nostalgia por tecnologias antigas, como a máquina de escrever, visto que ela permanece útil quando falta energia elétrica, mas de rejeitar a ideia de que uma exceção possa ser transformada em regra.
Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC
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8 de fevereiro de 2026Plenário da Câmara: deputados aprovaram reajustes a servidores da Casa e do Senado Foto: Carlos Moura/Agência Senado
A votação dessas duas propostas foi definida na reunião de líderes feita na manhã desta terça-feira, 3, e passou também pela aprovação de outro projeto que cria institutos federais de ensino – um deles em Patos (PB), cidade de nascimento e reduto eleitoral de Hugo Motta (Republicanos-PB).
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