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O magnata da mídia de Hong Kong, Jimmy Lai, prestará depoimento em julgamento de conluio | Jimmy Lai
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Agence France-Presse
Magnata da mídia pró-democracia Jimmy Lai tomará posição no seu julgamento de conluio na quarta-feira, testemunhando em tribunal pela primeira vez, apesar de ter sido sujeito de cinco julgamentos anteriores em quase quatro anos.
O caso de Lai é um dos mais proeminentes no âmbito da lei de segurança nacional imposta por Pequim em 2020, com países ocidentais e grupos de direitos humanos exigindo a sua libertação.
O fundador do tablóide Apple Daily, de 76 anos, agora fechado, é acusado de conluio com forças estrangeiras, uma acusação que pode resultar em pena de prisão perpétua. Ele se declarou inocente.
O seu testemunho surge com as liberdades políticas de Hong Kong já sob os holofotes, depois de um tribunal prendeu 45 ativistas pela democracia por subversão no maior julgamento de segurança nacional da cidade, na terça-feira.
O caso de Lai centra-se nas publicações do seu jornal, que apoiou enormes protestos pró-democracia em 2019 e criticou a liderança de Pequim.
Lai está atrás das grades desde dezembro de 2020 e surgiram preocupações em torno de sua saúde.
“O caso de Jimmy Lai não é um caso atípico, é um sintoma do declínio democrático de Hong Kong”, afirmou o Comité para a Proteção dos Jornalistas num comunicado divulgado na segunda-feira.
“O tratamento dado por Hong Kong a Jimmy Lai – e, mais amplamente, aos meios de comunicação e jornalistas independentes – mostra que esta administração já não está interessada nem mesmo numa aparência de normas democráticas.”
Hong Kong e Pequim refutaram as críticas, condenando Lai como “uma ferramenta política voluntária de forças estrangeiras que tentam conter China através de Hong Kong”.
Desde que a acusação foi aberta em Janeiro, alegou que em diversas ocasiões Lai pediu aos Estados Unidos e a outros países que impusessem sanções “ou se envolvessem noutras actividades hostis” contra a China e Hong Kong.
Lai enfrenta uma acusação de “conspiração para publicar publicações sediciosas”, bem como duas acusações de conspiração para conluio estrangeiro.
O caso contra ele gira em torno de 161 artigos publicados no Apple Daily, bem como de suas próprias entrevistas e postagens nas redes sociais.
O jornal foi forçado a fechar em 2021 após batidas policiais e prisões de seus editores seniores.
A promotoria acusou Lai e seis executivos seniores do Apple Daily de usarem o negócio de mídia como plataforma para “incitar a oposição ao governo… e conspirar com países estrangeiros”.
Dezenas de políticos e académicos locais e estrangeiros – incluindo o antigo secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo – foram nomeados pela acusação como “agentes”, “intermediários” ou “colaboradores” de Lai.
Lai também é acusado de apoiar dois jovens ativistas no lobby por sanções estrangeiras através de um grupo de protesto chamado “Stand With Hong Kong”.
Os seis executivos e dois ativistas se declararam culpados, e cinco deles testemunharam contra Lai.
No mês passado, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse ao parlamento que Lai, que possui cidadania britânica, era “uma prioridade” para o seu governo trabalhista.
Starmer levantou a questão numa reunião com o líder chinês, Xi Jinping, na segunda-feira.
O filho de Lai já havia dito que era necessário um apoio “muito mais forte” do governo britânico, já que a saúde de Lai “poderia piorar muito a qualquer momento”.
Uma equipa jurídica liderada por um advogado especializado em direitos humanos britânico apresentou uma série de queixas às Nações Unidas relativas à detenção arbitrária e ao confinamento solitário prolongado.
No domingo, o governo de Hong Kong condenou a equipa jurídica por “espalhar desinformação”, dizendo que o próprio Lai pediu para ser mantido afastado de outros reclusos.
“As observações infundadas… distorcem completamente os factos e são apenas uma manobra política desprezível com intenções maliciosas”, afirmou o governo num comunicado.
Robertsons, um escritório de advocacia de Hong Kong que representa Lai no julgamento, também rejeitou algumas das acusações.
“O Sr. Lai deseja informar que tem recebido atenção médica adequada para as condições que sofre, incluindo diabetes”, disse a empresa em comunicado em setembro.
“Ele tem acesso à luz do dia através das janelas do corredor fora de sua cela, embora não possa ver o céu. Ele se exercita durante uma hora todos os dias em uma área segura.”
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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