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O mais recente, jovem e descolado detetive francês da TV? Mais oui… é Maigret | George Simenon

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Vanessa Thorpe Arts and media correspondent

UM um corpo deixado a apodrecer sob as folhas da floresta, um punhal entre as costelas, uma bala disparada contra a têmpora – este tipo de massacre é agora comum na televisão de domingo à tarde, com os telespectadores mal levantando uma sobrancelha. Mas ainda existem alguns crimes fictícios que podem chocar o público, gerando cartas e reclamações. Essas são ofensas de tela cometidas contra um detetive querido e são cometidas sempre que uma nova versão é feita.

Os fãs de Sherlock Holmes, Van der Valk, Arsène Lupin, Marple ou Poirot ficam regularmente indignados quando confrontados com um retrato novo e modernizado. Mas entre os mais protectores estão os admiradores dos célebres romances Maigret de Georges Simenon – e agora têm uma grande surpresa a caminho. Seu chefe de polícia parisiense de meia-idade favorito está prestes a renascer como um herói jovem e contemporâneo.

Rowan Atkinson como Maigret na mais recente apresentação da TV britânica para o detetive francês. Fotografia: ITV/Shutterstock

A primeira versão moderna dos mistérios de Simenon acaba de ser filmada em Budapeste, que funciona também como o Capital francesa. Benjamin Wainwright, mais conhecido até agora pelo drama de fantasia Belgraviadesempenha o papel do ex-inspetor-chefe taciturno. A série de seis partes foi feita para a obra-prima da WGBH Boston pela equipe de produção da Playground por trás Wolf Hall: O Espelho e a Luz; o escritor principal da série é Pátriaé Patrick Harbinson.

O detetive da Polícia Judiciária de Simenon, criado em 1930, era uma figura solitária e ruminativa que resolvia seus casos aplicando sua compreensão instintiva da natureza humana. Seu mantra era “compreender e não julgar”. Julian Barnes é um grande fã dos livros, mas admite que não são um “crime aconchegante” de ninguém. “Não é nada reconfortante, porque a sua visão da vida e da motivação humana é muito pessimista, mas tenho sempre um Simenon por perto”, disse ele.

Stefanie Martini interpretará a esposa de Maigret. Fotografia: Lia Toby/Getty Images

Embora existam poucas perseguições nas ruas ou desfechos espetaculares nos livros de Simenon, eles foram repetidamente reinventados para a tela. Mais recentemente, Jules Maigret foi interpretado por Rowan Atkinson, que deixou de lado seus maneirismos cômicos em 2016 para mergulhar fundo na alma humana. O programa da ITV foi um tributo sombrio ao mundo de Simenon, embora alguns críticos achassem que ele falhou em proporcionar as reviravoltas violentas agora esperadas de um thriller televisivo.

Os produtores do último programa, que será exibido no início do próximo ano, pretendem transmitir a “preocupação duradoura de Simenon com a humanidade essencial do indivíduo privado de direitos”, dizem eles. Mesmo assim, a adaptação de Harbinson reformula Maigret como “um jovem detetive pouco convencional com algo a provar”. Ele, no entanto, ainda é casado com Madame Maigret, desta vez interpretada por Stefanie Martini.

À frente da unidade policial de elite conhecida como La Crim, Maigret é responsável pela investigação de crimes graves, e os produtores prometem que ele viverá “uma vida vividamente realizada”. Parisraramente visto pelas câmeras, que nos leva do mundo chamativo da classe alta dos hotéis e mansões de luxo aos bistrôs e bares burgueses locais e aos redutos subterrâneos dos criminosos profissionais”.

Até agora, mais de 35 atores assumiram os trajes ortodoxos e discretos de Maigret: um sobretudo amassado, um chapéu de aba e um cachimbo. As adaptações para o cinema francês começaram em 1932, mas foi o aclamado ator Jean Gabin quem primeiro deixou sua marca no papel dos compatriotas de Maigret, assumindo o papel na televisão em 1958, 1959 e 1963. Seguiram-se os atores franceses Jean Richard e Bruno Cremer, com Richard aparecendo em quase 90 episódios.

Na televisão britânica, foi Rupert Davies quem pegou o cachimbo na década de 1960, abordando um caso mais de 50 vezes. No início da década de 1990, Michael Gambon recebeu aplausos pelos 12 crimes que resolveu para os telespectadores da ITV, encarnando o corpulento detetive para a satisfação da maioria dos fãs em um programa que também foi filmado na Hungria. Mas o personagem vai ainda mais longe deste lado do Canal da Mancha: Maigret entreteve os cinéfilos britânicos pela primeira vez no filme de 1949. O Homem na Torre Eiffelestrelado por Charles Laughton.

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Para muitos fãs obstinados, apenas Jean Gabin como Maigret será suficiente. Fotografia: Coleção Christophel/Alamy

Diz-se que Simenon, um escritor belga que morreu em 1989 aos 86 anos, preferia Gino Cervi, que desempenhou o papel de Maigret durante seis anos na televisão italiana. Nascido em Liège em 1903, o ex-repórter publicou seu primeiro romance em 1921. Mudou-se para Paris no ano seguinte e produziu uma série de romances. De 1945 a 1955, passou a maior parte do tempo nos Estados Unidos.

Parte do apelo para os produtores de televisão deve ser a extensão da produção de Simenon. Ele escreveu 75 romances de Maigreta maioria deles ambientada em Paris, e seu inspetor-chefe é o segundo detetive mais vendido no mercado editorial, depois de Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle. Mais de 800 milhões de cópias de seus livros foram vendidas em mais de 50 idiomas.

A Playground licenciou os direitos de língua inglesa para todas as histórias de Maigret da Georges Simenon Limited e espera que uma longa franquia se siga. O diretor administrativo adjunto da empresa, David Stern, vê isso como uma aposta segura, já que “a criação de Jules Maigret por George Simenon ocupa um lugar firme no panteão dos grandes detetives literários”.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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