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Oito países árabes prometem apoiar ‘processo de transição pacífico’ na Síria | Notícias da Guerra da Síria
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O novo governo da Síria deve ser “inclusivo”, dizem os ministros dos Negócios Estrangeiros árabes na Jordânia, alertando contra qualquer discriminação.
Principais diplomatas de oito Liga Árabe Os países concordaram numa reunião na Jordânia em “apoiar um processo de transição pacífico” na Síria após a derrubada do Presidente Bashar al-Assad.
Os ministros das Relações Exteriores da Jordânia, Arábia Saudita, Iraque, Líbano, Egito, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar emitiram uma declaração conjunta no sábado, depois de se reunirem no porto jordaniano de Aqaba, no Mar Vermelho.
Afirmaram que “todas as forças políticas e sociais” devem estar representadas no novo governo sírio e alertaram contra “qualquer discriminação étnica, sectária ou religiosa” e apelaram à “justiça e igualdade para todos os cidadãos”.
O processo político na Síria deve ser apoiado pelas “Nações Unidas e pela Liga Árabe, de acordo com os princípios da Resolução 2254 do Conselho de Segurança”, uma resolução de 2015 que estabeleceu um roteiro para um acordo negociado, afirma o comunicado.
Os diplomatas árabes também participaram numa reunião separada em Aqaba, que incluiu o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, o enviado especial da ONU para a Síria, Geir Pederson, o chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, e o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan.
Essa reunião também apelou a um governo inclusivo e representativo que respeite os direitos das minorias e não ofereça “uma base para grupos terroristas”, segundo Blinken, que falou em conferência de imprensa.
“O acordo de hoje envia uma mensagem unificada à nova autoridade interina e às partes na Síria sobre os princípios cruciais para garantir o tão necessário apoio e reconhecimento”, disse ele.
As conversações ocorrem após a queda de al-Assad, após uma ofensiva relâmpago do grupo de oposição Hayat Tahrir al-Sham (HTS) semana passada.
Reconstruir instituições e formar uma Síria inclusiva são termos-chave dos diplomatas árabes que “se sobrepõem a muitas das posições de outros dignitários presentes hoje em Aqaba”, disse Nour Odeh da Al Jazeera, reportando da capital da Jordânia, Amã.
“Ninguém quer ver a Síria invadir vários países”, acrescentou ela. “Eles querem ver uma Síria estável, que possa acolher de volta os milhões de refugiados, e estão a oferecer o seu apoio político, financeiro e humanitário.”
De acordo com a sua declaração, os ministros árabes disseram que as instituições estatais devem ser preservadas para impedir que a Síria “caia no caos”, apelando também ao aumento dos “esforços conjuntos para combater o terrorismo… uma vez que representa uma ameaça para a Síria e para a segurança da região e o mundo”.
Eles também condenaram “A incursão de Israel na zona tampão com a Síria”, os seus ataques aéreos na Síria, e exigiu “a retirada das forças israelitas” do território sírio.
A inclusão é ‘crítica’
Após a remoção de al-Assad, um governo de transição instalado pelas forças rebeldes insistiu que os direitos de todos os sírios serão protegidos, assim como o Estado de direito.
Isto será fundamental para que a Síria pós-al-Assad evite erros do passado, segundo Labib al-Nahhas, diretor da Associação Síria para a Dignidade dos Cidadãos, que defende os direitos dos refugiados sírios.
“A chave para o sucesso numa fase tão crítica é a inclusão, e não entregar o país a um único partido ou a uma única pessoa porque essa era a origem do problema que tínhamos – essa foi a génese de como chegámos aqui depois dos 50 anos de ditadura”, disse al-Nahhas à Al Jazeera.
“O comportamento da população síria em geral, e dos rebeldes em particular, indo para as cidades, mesmo indo para áreas minoritárias. Acho que foi exemplar”, disse al-Nahhas, acrescentando que até agora só houve relatos dispersos sobre represálias ou atos vingativos.
O diretor disse que a comunidade internacional deve desempenhar um papel na salvaguarda do processo de inclusão da Síria.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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