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‘O melhor cinema já construído’: o Capitólio, o tesouro arquitetônico escondido de Melbourne, completa 100 anos | Arquitetura

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Tim Byrne

EUt fica no centro de Melbourneprovavelmente em sua rua mais proeminente, e ainda assim o teatro do Capitólio parece o edifício mais esquecido do estado. O amado, mas estranhamente oculto, cinema gótico de Chicago, projetado pelos arquitetos americanos casados ​​Walter Burley e Marion Mahony Griffin, completa 100 anos esta semana. Parece o momento perfeito para uma reavaliação desta maravilha arquitectónica do século XX – o seu interior verdadeiramente espectacular permanece teimosamente escondido atrás de uma fachada utilitária.

O Capitólio foi encomendado por um conglomerado de empresários que já havia desenvolvido o Luna Park e trabalhado com os Griffins (famosos por projetar Canberra) no vizinho Palais de Danse, em St Kilda. O primeiro dos grandes “palácios cinematográficos” – cinemas com uma única tela projetados para aproveitar o interesse crescente pelo cinema – o Capitólio era notável na época por sua configuração multiuso de cinema e escritórios, bem como por seu teto idiossincrático. no auditório composto por painéis geométricos complementados por milhares de luzes coloridas.

Dentro do teatro Capitol, data exata desconhecida. Fotografia: Fornecida pela Universidade RMIT

“Um teatro com 2.500 lugares, este foi um dos três grandes que incluíam o Regente e o Fórum”, explica Marc Morrell enquanto caminhamos, sua maneira de falar suavemente desmente um entusiasmo feroz pelo edifício; ele é o gerente de eventos da universidade RMIT, atual proprietário do Capitólio. A exibição de abertura do Capitólio foi a versão original de Os Dez Mandamentos, de Cecil B DeMille – “a versão ruim”, acrescenta Morrell.

A equipe do teatro Capitol no foyer, por volta de 1939. Fotografia: RMIT

A Paramount Studios foi proprietária e administrou o Capitólio por mais de 40 anos, mas “o advento da televisão acabou com os auditórios de tela única”, explica Morrell. O Capitólio foi programado para demolição na década de 1960, quando uma mudança consciente para a arquitetura contemporânea viu muitos edifícios antigos ao redor de Melbourne serem demolidos. Os principais defensores do património reuniram-se, incluindo o famoso arquiteto australiano Robin Boyd, que o chamou de “o melhor cinema que já foi construído ou que provavelmente será construído”. Assim, o Capitólio foi salvo – embora com algumas alterações fatalmente comprometedoras, incluindo um novo centro comercial sob o cinema, grandes alterações na entrada e uma capacidade reduzida, passando de 2.100 lugares para cerca de 600.

Durante décadas depois disso, o Capitólio teve uma abordagem confusa em relação à programação. Ele exibiu filmes de grande sucesso por meses a fio – notadamente Superman e The Towering Inferno, que engenhosamente empregaram aquelas luzes de teto para simular fogo. Tornou-se um anfitrião intermitente do Festival Internacional de Cinema de Melbourne e até do Festival de Comédia. Exibiu filmes chineses e indianos por um tempo. Começou a parecer um elefante branco; o público, talvez confuso pela entrada contra-intuitiva e pela falta de sinalização nas ruas, diminuiu.

O famoso teto do cinema tem sido historicamente utilizado para complementar os filmes exibidos. Fotografia: Universidade RMIT

A RMIT comprou o prédio em 1999, em grande parte por razões pedagógicas, como espaço de ensino para seus alunos de cinema e mídia. Mas nem todos acharam que esta era uma ótima ideia: o Capitólio foi desativado por dois anos a partir de 2014 porque o chefe da organização simplesmente não conseguia entender o objetivo da aquisição, diz o professor da RMIT, Martyn Hook. “Eles entraram no Capitólio e perguntaram: por que diabos a RMIT é dona disso? Quando o novo vice-chanceler Martin Bean assumiu, a sua resposta foi totalmente oposta. ‘Meu Deus, nós somos os donos disso?!’”

O entusiasmo de Bean pode ter sido o ponto de viragem do edifício, porque levou à remodelação de cinco anos por parte da Six Degrees Architects, que tentou devolver o cinema, se não ao seu esplendor original, pelo menos a alguma semelhança com ele. O maior esforço foi para a restauração dos foyers, lindos espaços art déco em camadas, projetados como lounges e áreas de moagem.

O Capitólio durante a sua restauração, iniciada em 2014 e concluída em 2019. Fotógrafo: Tobias Titz/Universidade RMIT

“Antes da reforma, este hall de entrada tinha piso de concreto aparente e luzes de trabalho fluorescentes”, diz Morrell. “Parecia uma casa compartilhada que tinha acabado de ser abandonada.” A restauração custou US$ 24,5 milhões, com doações de cidadãos e uma contribuição de US$ 2,5 milhões do governo estadual.

Após a restauração, concluída em 2019, foi possível deleitar-se com as escolhas de design peculiares e os floreios conceituais dos Griffins, um casal genial cujo trabalho na Austrália é muitas vezes ofuscado por suas conquistas em Canberra. O vasto espaço e os tapetes geométricos trazem à mente O Iluminado, de Stanley Kubrick, mas então um friso romano parece instalado em um edifício completamente diferente. Aqueles famosos globos incandescentes em vermelho, azul, verde e amarelo – substituídos agora por uma matriz digital de centenas de lâmpadas LED – trazem à mente cavernas cristalinas, talvez em sintonia com a obsessão déco pela egiptologia e pelos tesouros de Tutancâmon.

“Só quando você se aventura no interior, naqueles interiores deslumbrantes e tetos abobadados, é que você tem uma verdadeira noção da grandeza do edifício”. Fotografia: Universidade RMIT

Apesar de Walter ter recebido a maior parte do crédito, “os Griffins estavam, na verdade, muito equilibrados em termos de habilidade”, diz Hook. Marion trabalhou com Frank Lloyd Wright e foi considerada uma das melhores delineadoras da área. Walter pode ter sido o rosto público, capaz de enfrentar uma multidão, mas Marion era pelo menos igualmente talentosa. Todos os projetos existentes do Capitólio são assinados por ela.

Tal obscuridade tornou-se curiosamente uma característica central do próprio Capitólio. No nível da rua, é difícil perceber, posicionado de maneira estranha acima do metrô. Os apartamentos acima têm uma beleza brilhante e simplificada que combina com a arquitetura circundante da Swanson Street. Somente quando você se aventura no interior, naqueles interiores deslumbrantes e tetos abobadados, é que você tem uma verdadeira noção da grandeza e do espírito do edifício. Pode ter levado 100 anos, mas o Capitólio está finalmente pronto para o seu encerramento, Sr. DeMille.

O exterior do Capitólio hoje. Fotografia: Anna Betts/Universidade RMIT



Leia Mais: The Guardian

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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