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ARQUEOLOGIA

O navio russo com 112 bilhões em ouro pode ser uma fraude de criptomoeda

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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No mês de julho, uma empresa sul-coreana anunciou a descoberta de um navio de guerra russo que continha, supostamente, um tesouro em ouro avaliado em 112 bilhões de euros (R$ 527 bilhões). Na verdade, a descoberta pode não ter passado de um golpe de criptomoeda.

Na foto: Destroços do Dmitrii Donskoi podem ter 130 bilhões de euros em barras de ouro.

O navio em questão, o Dimitri Donskoi, afundou durante a guerra russo-japonesa (1904-1905) em uma ilha na Coreia do Sul. Durante anos, iam crescendo rumores de que o navio de guerra tinha tesouros valiosos perdidos.

No mês passado, a empresa sul-coreana, a Shinil Group, tirou fotografias de uma popa submersa e várias outras partes de um naufrágio e publicou um vídeo, no qual declarava ter descoberto o Dmitri Donskoi. De acordo com o Gizmodo, a empresa foi ainda mais longe: disse ter visto uma baú de tesouro a bordo.

A Shinil Group anunciou ainda a intenção de reclamar os direitos da descoberta ao Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul.

Mais tarde, em coletiva de imprensa no fim do mês de julho, o presidente da empresa, Choi Yong-seok, disse que não há como saber se realmente há ouro a bordo, afirmando que a Shinil Group fez as delegações com base em reportagens e especulações.

Para tornar as coisas ainda mais estranhas, Choi Yong-seok anunciou que tinha se tornado presidente da empresa horas antes da coletiva e que a maioria da equipe de chefia tinha renunciado aos cargos.

Na semana passada, a agência de notícias Yonhap revelou que a polícia tinha ouvido Choi e o ex-presidente da empresa, Rhu Sang-mi. As autoridades suspeitam que uma empresa afiliada à Shinil Group, sediada em Cingapura, tentou vender a criptomoeda dos investidores com base no valor em que o navio foi avaliado.

A empresa teria dito aos investidores que, até o fim de setembro, 200 unidades da criptomoeda iriam se tornar 10 mil. Desta forma, os “acionistas” do grupo Shinil, que deviam receber dividendos do tesouro, eram na verdade pessoas que estavam comprando sua criptomoeda, de acordo com o Gizmodo.

A polícia suspeita que a suposta fraude tenha sido liderada por Rhu e pelo seu irmão Rhu Seung-jin, que dividiu a Coreia do Sul em 2014 durante uma polêmica relacionada com outra fraude. Neste momento, acredita-se que Rhu Seung-jin esteja no Vietnã.

O Gizmodo adianta ainda que as autoridades pediram para que Rhu Seung-jin fosse colocado na lista de procurados internacionais. Desde então, a Shinil Group retirou o vídeo da suposta descoberta do YouTube e está com o próprio site fora do ar.

Desde cedo, a descoberta do navio com bilhões levantou dúvidas. O Instituto Coreano da Ciência e Tecnologia Oceânica contestou, alegando que já tinham descoberto o naufrágio em 2003. Alguns acadêmicos também se mostraram reticentes.

Zhuravlev, chefe do Museu de História Militar de Vladivostok na frota do Pacífico, mostrou-se cético relativamente ao tesouro que o navio possa ter, dizendo que não havia motivos para carregar pelos mares um barco cheio de mercadorias valiosas durante a guerra com o Japão.

O Dmitri Donskoi, que estava irremediavelmente mal armado, segundo apontam historiadores militares, afundou na costa coreana em 1905, durante a devastadora derrota da Rússia na guerra russo-japonesa – o que enfureceu o público russo e contribuiu para a Revolução Bolchevique de 1917. Ciberia // ZAP

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ACRE

Reconhecimento: Geoglifo no Acre é tombado como patrimônio cultural

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Desenho geométrico localizado a 50 km de Rio Branco tem aproximadamente 2.500 anos.

Foto de capa: Geoglifo de aproximadamente 2.500 anos, localizado no Acre, tombado nesta sexta-feira (9) pelo Iphan – Divulgação Iphan.

Um geoglifo de aproximadamente 2.500 anos, localizado no Acre, foi tombado nesta sexta-feira (9) pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

É o primeiro geoglifo tombado como patrimônio cultural no país, que tem pelo menos outras 400 formações do gênero espalhadas pela região Norte.

Chamados de “tatuagens da terra” por grupos indígenas, os geoglifos são grandes desenhos geométricos cavados na terra, com profundidade de até 2,5 metros. No Brasil, eles foram feitos entre 800 e 2.500 anos atrás. 

Ainda não se sabe por que os povos indígenas faziam esses desenhos no chão. Uma das hipóteses é de que os símbolos estivessem ligados a rituais religiosos; outra, de que sejam vestígios de aldeias.

Boa parte deles vem sendo descoberto nos últimos anos —ironicamente, também em função da ação do desmatamento na região amazônica. 

O geoglifo do sítio arqueológico Jacó Sá, tombado nesta sexta, fica a cerca de 50 quilômetros de Rio Branco. A ideia é fazer do local um atrativo turístico, e estimular a preservação de outras formações semelhantes pelo país.

Para o Iphan, os símbolos são “essenciais para entender o processo de ocupação e povoamento da região amazônica”, e têm “importância científica, histórica e afetiva”.

O geoglifo tombado nesta sexta também foi indicado como Patrimônio Mundial pelo Iphan. Nesse caso, o processo ainda precisa ser avalizado pela Unesco. Estelita Hass Carazzai. Folha SP.

Foto: Vista aérea de geoglifo no Acre; há mais de 500 desses estranhos desenhos geométricos espalhados pelo Estado/Divulgação.

Foto: Estrutura no município de Acrelândia, no Acre; segundo pesquisa, elas eram produzidas por grupos indígenas pequenos entre 2.000 anos e 650 anos atrás/Diego Gurgel/Divulgação.

Foto: O estudo dos geogrifos mostra que a Amazônia foi grandemente manipulada por povos do passado, antes de Cabral/Lalo de Almeida/Folhapress.

Foto: Com formatos como círculos, quadrados e losangos, os geogrifos acreanos começaram a ser identificados há pouco tempo, com o avança do desmatamento no Estado/Lalo Almeida/Folhapress.

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ARQUEOLOGIA

Múmia misteriosa que “provocava transe” foi consumida pelo fogo no Museu Nacional

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Dos cerca de 20 milhões de itens de valor incalculável que compunham o acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e que foram consumidos pelo incêndio deflagrado no domingo (2), havia uma peça em particular que despertava grande curiosidade entre os visitantes – e não era só pela sua raridade. 

A peça em questão era uma rara múmia egípcia, apelidada de Kherima, com cerca de 2 mil anos. De acordo com a BBC, a peça foi trazida para o Brasil em um caixote de madeira em 1824, pelas mãos do comerciante Nicolau Fiengo.

Dois anos depois, foi oferecida para leilão, acabando comprada por D. Pedro I, que a doou posteriormente ao Museu Nacional – que, na época, ainda estava localizado no Campo de Santana, centro do Rio.

Kherima se destacava pelo estilo da mumificação. Apresentava os membros enfaixados individualmente e decorados sobre linho, dando-lhe uma aparência semelhante a uma boneca. Esse tipo de mumificação era diferente do utilizado na época, dando menos atenção aos corpos que eram simplesmente “empacotados”. Além deste exemplar, há apenas oito múmias do gênero em todo o mundo.

“Este era um exemplar muito importante por causa do tipo de mumificação utilizado, que preservava a humanidade do corpo. Neste caso em particular, o contorno do corpo feminino”, explicou Rennan Lemos, doutorando em Arqueologia na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e pesquisador do Laboratório de Egiptologia do Museu Nacional do Reino Unido (Seshat).

No entanto, havia outra peculiaridade nesta múmia que atraía o interesse dos visitantes – o poder de transe. Há relatos da década de 60 que revelam: Kherima teria provocado situações de transe em quem se aproximava dela.

Um destes exemplos remonta à década de 1960, quando uma jovem teria tocado nos pés da múmia e, fora si, teria dito que pertencia a uma princesa de Tebas chamada Kherima, assassinada com punhaladas. Outras pessoas relataram sentir um “mal estar súbito” quando se encontravam próximas da múmia.

Sessões de hipnose coletivas

Kherima já tinha se tornado um objeto de culto quando o professor Victor Staviarski, membro da Sociedade de Amigos do Museu Nacional, ajudou a reforçar o misticismo ao seu redor. O professor lecionava cursos controversos de egiptologia e escrita hieroglífica ao som de óperas como Aida, de Giuseppe Verdi, e que incluíam a presença de médiuns e sessões de hipnose coletiva – ao lado da múmia.

Na época, os alunos podiam tocar na múmia e as reações inesperadas que resultava da interação foram alimentando o imaginário popular.

“Algumas pessoas diziam que conversavam com a múmia e ela respondia. Em uma dessas conversas, a múmia teria dito que era uma princesa do Sol, mas isso não tem qualquer sentido científico, uma vez que esse não era um título do Antigo Egito”, acrescenta Lemos.

Técnicas de tomografia permitiram revelar que Kherima era filha de um governador de Tebas, uma importante cidade do Antigo Egito. De acordo com a pesquisa, Kherima teria cerca de 18 a 20 anos e teria vivido durante o Período Romano no Egito, entre o século I e II. A causa da morte nunca foi identificada.

Outra múmia da cantora sacerdotisa egípcia Sha-amun-en-su, foi também reduzida a cinzas no incêndio que destruiu o Museu Nacional. O exemplar foi um presente oferecido a D. Pedro II, em 1876, na sua segunda visita ao Egito.

Com mais de 700 peças, a coleção de arqueologia egípcia do Museu Nacional era considerada a maior da América Latina e a mais antiga do continente – com várias múmias e sarcófagos. Acredita-se que todo o acervo tenha sido destruído.

O museu foi criado por D. João VI, e completaria 200 anos em 2018. Ciberia // BBC / ZAP

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