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ARQUEOLOGIA

Sepultura mais antiga que as pirâmides do Egito é encontrada na Rússia

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Uma equipe de arqueólogos encontrou uma sepultura antiga na proximidades da cidade de Aksay, na região de Rostov, na Rússia, área onde será construída uma rodovia, revelou a empresa estatal Avtodor.

Os cientistas acreditam que a sepultura date de 6 mil anos atrás.

De acordo com os cientistas, a sepultura pode ser datada como sendo de 6 mil anos atrás, sendo então mais antiga que as Pirâmides do Egito – a única construção que resta das sete maravilhas do mundo antigo.

“Há 6 mil anos, mil anos antes das primeiras pirâmides egípcias! Segundo os cientistas, são descobertas únicas, podendo ser classificadas como verdadeiras sensações científicas”, diz a mensagem da empresa.

Durante as escavações, os arqueólogos encontraram estruturas de pedra originais em forma de câmaras de catacumbas subterrâneas.

No sítio arqueológico, foram também encontradas em bom estado piras, freios de cavalo e ainda algumas ferramentas em cobre – objetos que podem indicar que a sepultura pertence a pessoas de elevado estatuto social.

“Os primeiros resultados da escavação já mostram muito sobre a natureza única desse patrimônio cultural, que será estudado através da implementação de um projeto de uma empresa estatal para construir um desvio em volta da cidade de Aksay”, destacou a Avtodor. Ciberia // Sputnik / ZAP

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Acreanidades

Reconhecimento: Geoglifo no Acre é tombado como patrimônio cultural

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Desenho geométrico localizado a 50 km de Rio Branco tem aproximadamente 2.500 anos.

Foto de capa: Geoglifo de aproximadamente 2.500 anos, localizado no Acre, tombado nesta sexta-feira (9) pelo Iphan – Divulgação Iphan.

Um geoglifo de aproximadamente 2.500 anos, localizado no Acre, foi tombado nesta sexta-feira (9) pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

É o primeiro geoglifo tombado como patrimônio cultural no país, que tem pelo menos outras 400 formações do gênero espalhadas pela região Norte.

Chamados de “tatuagens da terra” por grupos indígenas, os geoglifos são grandes desenhos geométricos cavados na terra, com profundidade de até 2,5 metros. No Brasil, eles foram feitos entre 800 e 2.500 anos atrás. 

Ainda não se sabe por que os povos indígenas faziam esses desenhos no chão. Uma das hipóteses é de que os símbolos estivessem ligados a rituais religiosos; outra, de que sejam vestígios de aldeias.

Boa parte deles vem sendo descoberto nos últimos anos —ironicamente, também em função da ação do desmatamento na região amazônica. 

O geoglifo do sítio arqueológico Jacó Sá, tombado nesta sexta, fica a cerca de 50 quilômetros de Rio Branco. A ideia é fazer do local um atrativo turístico, e estimular a preservação de outras formações semelhantes pelo país.

Para o Iphan, os símbolos são “essenciais para entender o processo de ocupação e povoamento da região amazônica”, e têm “importância científica, histórica e afetiva”.

O geoglifo tombado nesta sexta também foi indicado como Patrimônio Mundial pelo Iphan. Nesse caso, o processo ainda precisa ser avalizado pela Unesco. Estelita Hass Carazzai. Folha SP.

Foto: Vista aérea de geoglifo no Acre; há mais de 500 desses estranhos desenhos geométricos espalhados pelo Estado/Divulgação.

Foto: Estrutura no município de Acrelândia, no Acre; segundo pesquisa, elas eram produzidas por grupos indígenas pequenos entre 2.000 anos e 650 anos atrás/Diego Gurgel/Divulgação.

Foto: O estudo dos geogrifos mostra que a Amazônia foi grandemente manipulada por povos do passado, antes de Cabral/Lalo de Almeida/Folhapress.

Foto: Com formatos como círculos, quadrados e losangos, os geogrifos acreanos começaram a ser identificados há pouco tempo, com o avança do desmatamento no Estado/Lalo Almeida/Folhapress.

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ARQUEOLOGIA

Múmia misteriosa que “provocava transe” foi consumida pelo fogo no Museu Nacional

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Dos cerca de 20 milhões de itens de valor incalculável que compunham o acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e que foram consumidos pelo incêndio deflagrado no domingo (2), havia uma peça em particular que despertava grande curiosidade entre os visitantes – e não era só pela sua raridade. 

A peça em questão era uma rara múmia egípcia, apelidada de Kherima, com cerca de 2 mil anos. De acordo com a BBC, a peça foi trazida para o Brasil em um caixote de madeira em 1824, pelas mãos do comerciante Nicolau Fiengo.

Dois anos depois, foi oferecida para leilão, acabando comprada por D. Pedro I, que a doou posteriormente ao Museu Nacional – que, na época, ainda estava localizado no Campo de Santana, centro do Rio.

Kherima se destacava pelo estilo da mumificação. Apresentava os membros enfaixados individualmente e decorados sobre linho, dando-lhe uma aparência semelhante a uma boneca. Esse tipo de mumificação era diferente do utilizado na época, dando menos atenção aos corpos que eram simplesmente “empacotados”. Além deste exemplar, há apenas oito múmias do gênero em todo o mundo.

“Este era um exemplar muito importante por causa do tipo de mumificação utilizado, que preservava a humanidade do corpo. Neste caso em particular, o contorno do corpo feminino”, explicou Rennan Lemos, doutorando em Arqueologia na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e pesquisador do Laboratório de Egiptologia do Museu Nacional do Reino Unido (Seshat).

No entanto, havia outra peculiaridade nesta múmia que atraía o interesse dos visitantes – o poder de transe. Há relatos da década de 60 que revelam: Kherima teria provocado situações de transe em quem se aproximava dela.

Um destes exemplos remonta à década de 1960, quando uma jovem teria tocado nos pés da múmia e, fora si, teria dito que pertencia a uma princesa de Tebas chamada Kherima, assassinada com punhaladas. Outras pessoas relataram sentir um “mal estar súbito” quando se encontravam próximas da múmia.

Sessões de hipnose coletivas

Kherima já tinha se tornado um objeto de culto quando o professor Victor Staviarski, membro da Sociedade de Amigos do Museu Nacional, ajudou a reforçar o misticismo ao seu redor. O professor lecionava cursos controversos de egiptologia e escrita hieroglífica ao som de óperas como Aida, de Giuseppe Verdi, e que incluíam a presença de médiuns e sessões de hipnose coletiva – ao lado da múmia.

Na época, os alunos podiam tocar na múmia e as reações inesperadas que resultava da interação foram alimentando o imaginário popular.

“Algumas pessoas diziam que conversavam com a múmia e ela respondia. Em uma dessas conversas, a múmia teria dito que era uma princesa do Sol, mas isso não tem qualquer sentido científico, uma vez que esse não era um título do Antigo Egito”, acrescenta Lemos.

Técnicas de tomografia permitiram revelar que Kherima era filha de um governador de Tebas, uma importante cidade do Antigo Egito. De acordo com a pesquisa, Kherima teria cerca de 18 a 20 anos e teria vivido durante o Período Romano no Egito, entre o século I e II. A causa da morte nunca foi identificada.

Outra múmia da cantora sacerdotisa egípcia Sha-amun-en-su, foi também reduzida a cinzas no incêndio que destruiu o Museu Nacional. O exemplar foi um presente oferecido a D. Pedro II, em 1876, na sua segunda visita ao Egito.

Com mais de 700 peças, a coleção de arqueologia egípcia do Museu Nacional era considerada a maior da América Latina e a mais antiga do continente – com várias múmias e sarcófagos. Acredita-se que todo o acervo tenha sido destruído.

O museu foi criado por D. João VI, e completaria 200 anos em 2018. Ciberia // BBC / ZAP

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