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O número de mortos aumenta enquanto equipes de resgate procuram sobreviventes – DW – 31/10/2024

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O número de mortes causadas pelas enchentes repentinas em Espanha aumentou para pelo menos 150 na quinta-feira, enquanto as equipes de resgate corriam para encontrar sobreviventes.

As inundações repentinas causadas pelas fortes chuvas que caíram desde terça-feira deixaram um rastro de destruição e era esperado mais mau tempo.

“As tempestades ainda não acabaram”, alertou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, durante uma visita a Valência, a área mais atingida.

Inundações repentinas em Espanha deixam dezenas de mortos

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Autoridades dizem às pessoas para ficarem em casa

Sanchez exortou as pessoas nas províncias de Valência e Castellón a ficarem em casa, dizendo: “o mais importante é salvar o maior número de vidas possível”.

A ministra da Defesa, Margarita Robles, disse que muitas pessoas ainda estavam desaparecidas, sem fornecer números. Ela disse que encontrá-los era a principal prioridade do dia.

O desastre foi o mais mortal do género no país desde 1973, com chuvas de um ano a cair na região em questão de horas.

Os cientistas alertaram que tal eventos climáticos extremos estão se tornando mais intensas, mais longas e mais frequentes por causa das alterações induzidas pelo homem. mudanças climáticas.

Falta de energia, sem água potável

Na manhã de quinta-feira, dezenas de milhares de casas ainda não tinham eletricidade e água potável, enquanto centenas de carros e camiões arrastados pelas massas de água cobriam as ruas.

As autoridades disseram que Paiporta, nos subúrbios de Valência, foi a região que sofreu o maior número de mortes, com cerca de 40 pessoas vítimas das inundações.

Seis dos que morreram ali estavam num lar para idosos, informou a emissora espanhola RTVE.

Carros vistos em águas lamacentas
Vários rios transbordaram em meio a chuvas torrenciaisImagem: Gregorio Marrero/AP Photo/dpa/picture Alliance

Autoridades da região de Valência disseram que os sobreviventes estavam abrigados em alojamentos temporários, como quartéis de bombeiros. Eles disseram, no entanto, que o número de mortos na região aumentará à medida que mais corpos forem encontrados.

Duas mulheres morreram na região de Castela-La Mancha, a sudeste de Madrid, também morreram, enquanto um cidadão britânico foi morto na Andaluzia.

Repórter: Esta inundação mortal na Espanha não tem precedentes

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Condolências do PM, rei

Sánchez expressou suas condolências em um discurso televisionado na quarta-feira, dizendo: “Toda a Espanha chora com todos vocês… Não vamos abandoná-los”.

Ele disse que o desastre não pode ser considerado encerrado e que “iremos mobilizar todos os recursos necessários pelo tempo que for necessário para que possamos nos recuperar desta tragédia”.

O rei Felipe VI disse estar “arrasado” com o desastre e ofereceu “sinceras condolências” às famílias das vítimas.

O chefe do governo regional de Valência, Carlos Mazon, rejeitou as críticas de que a população foi avisada tarde demais sobre as próximas inundações, dizendo que os alertas foram emitidos já no domingo.

O governo regional foi criticado por não enviar avisos de cheias para os telemóveis das pessoas até às 20h00 de terça-feira, quando as cheias em algumas áreas já tinham começado.

Jogos de futebol em Valência adiados

Todos os jogos de futebol agendados na região valenciana para este fim de semana, incluindo o confronto entre Real Madrid e Valência, foram adiados, informou a Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

“Foi acordado adiar jogos que seriam disputados em competições profissionais e não profissionais, tanto no futebol de 11 como no futebol de salão (na região de Valência)”, afirmou.

O jogo em casa do Villarreal contra o Rayo Vallecano também foi suspenso

Um momento de silêncio pelas vítimas das enchentes será realizado nos jogos deste fim de semana na Espanha.

lo,tj/kb (dpa, AP, AFP)



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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