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O papel de Haddad na articulação com deputados pel…

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O papel de Haddad na articulação com deputados pel...

Nicholas Shores

O ministro Fernando Haddad vai mergulhar de vez, em abril, na articulação política com deputados pelo avanço do projeto de lei da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5.000 reais.

Nos próximos dias, ele deve se reunir com os líderes de bancadas governistas para discutir estratégias para a tramitação do texto –aposta de Lula para recuperar a popularidade rumo às eleições.

Além disso, o ministro da Fazenda deve comparecer à Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara em 23 de abril para explicar o projeto e tirar dúvidas de deputados.

O convite partiu de Rogério Correia (PT-MG) e Florentino Neto (PT-PI), respectivamente presidente e vice-presidente do colegiado.

Durante a tramitação, a prioridade do Palácio do Planalto é evitar a desidratação do projeto. Por isso, um dos temas da conversa com líderes será a escolha do relator.

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Há um consenso sobre a importância de se designar para o posto um parlamentar de centro, com possibilidade de negociar e manter diálogos com colegas do PT ao PL.

Nos bastidores, alguns nomes já são especulados, como Claudio Cajado (PP-BA), que foi relator do novo arcabouço fiscal; Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que relatou a PEC da reforma tributária; e Mauro Benevides Filho (PDT-CE), responsável pelo texto do segundo projeto da regulamentação da reforma tributária.

Também é pacífico que o maior risco, para o governo, de desidratação do projeto da isenção do IR recai sobre a criação de uma alíquota mínima, que cresce progressivamente de 0% a 10%, a ser aplicada sobre todos que ganham mais de 50.000 reais por mês.

Há receio de que, durante a tramitação da proposta, deputados de direita e centro-direita tentem trocar essa compensação fiscal por obrigações de corte de gastos ao Executivo.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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