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O papel do TikTok nas eleições presidenciais da Romênia – DW – 12/06/2024
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O Supremo Tribunal de Romênia tem puxou o cordão: Na sexta-feira, os juízes anularam os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais de novembro.
“O processo para a eleição do Presidente da Roménia será completamente reaberto”, anunciou o Tribunal Constitucional. Tomou a decisão “para garantir a correcção e legalidade do processo eleitoral”.
Diz-se que o aplicativo de vídeo TikTok desempenhou um papel nisso: o candidato presidencial de extrema direita e pró-Rússia, Calin Georgescu, foi promovido massivamente via TikTok com a ajuda de contas coordenadas, algoritmos de recomendação e publicidade paga.
Georgescu, que até então era praticamente desconhecido, não pertence a nenhum partido político, obteve resultados extremamente baixos em todas as pesquisas pré-eleitorais e não participou em nenhum dos debates televisivos. Mesmo assim, ele venceu o primeiro turno de votação.
O fator TikTok
Isso se deveu principalmente à sua presença nas redes sociais, principalmente no TikTok.
O canal de Georgescu tem 520 mil seguidores e 5,7 milhões de curtidas, e os vídeos de sua campanha foram vistos no TikTok milhões de vezes. Neles, ele não só critica o establishment político da Roménia — muitas vezes fazendo falsas alegações contra os políticos — mas também é visto a praticar judo ou a andar a cavalo, tal como o homem que tanto admira: Presidente russo Vladimir Putin.
Quando Georgescu venceu o primeiro turno das eleições, a surpresa e a consternação foram enormes. A eleição trouxe extrema-direita teórico da conspiração, OTAN crítico e admirador de Putin com chances razoáveis de vencer as eleições em um segundo turno originalmente marcado para domingo.
O TikTok parece ter desempenhado um papel importante no sucesso de Georgescu.
O plataforma de vídeos curtos é muito popular na Roménia: cerca de nove milhões dos 19 milhões de habitantes do país, especialmente os jovensuse o serviço.
O TikTok deu tratamento preferencial a Georgescu?
Embora outros importantes políticos romenos estejam no TikTok, nenhum deles alcançou tantas pessoas como Georgescu.
O resultado foi que pouco menos de um terço dos jovens entre os 18 e os 24 anos votaram nele, apesar das suas teorias bizarras, por exemplo, que o pouso na lua de 1969 foi encenado.
A autoridade eleitoral da Romênia acusou o TikTok de dar uma vantagem a Georgescu. Antes da eleição, havia instruído a plataforma que os candidatos presidenciais deveriam ser identificados como tal e divulgar suas fontes financeiras.
Afirmou que no caso de Georgescu, o TikTok não aplicou esta regra, dando-lhe assim uma vantagem sobre os outros candidatos.
Por esta razão, o órgão de fiscalização dos meios de comunicação social da Roménia apelou à UE para investigue a plataforma de compartilhamento de vídeo.
TikTok afirma que não houve intromissão
O TikTok rejeitou todas as acusações e apontou o fato de ter removido dezenas de milhares de contas falsas e milhões de curtidas e seguidores falsos.
Alegou também não ter encontrado qualquer indicação de interferência encoberta, quer dentro da Roménia, quer no estrangeiro.
O cientista de comunicações alemão e especialista em TikTok, Marcus Bösch, vê isso como uma contradição flagrante: “Como é possível que inúmeras contas e curtidas tenham sido removidas mesmo que não houvesse indicação de interferência?” ele perguntou em entrevista à DW.
‘Opiniões extremistas estão se tornando normalizadas’
O linguista norte-americano Adam Aleksic vê o principal problema nos algoritmos das plataformas modernas de redes sociais, que já não se baseiam no princípio do seguidor. Simplificando, isso significa que os usuários não veem mais as postagens das pessoas que seguem, mas das pessoas que gritam mais alto.
Escrevendo para a revista online Revista do usuárioAleksic disse que “os algoritmos usam o engajamento como uma métrica para a viralidade, e a desinformação tende a gerar mais engajamento. Alegações sobre, digamos, haitianos comendo animais domésticos vão provocar as respostas extremas necessárias para a viralidade. Mesmo as tentativas de corrigir essas falsidades podem paradoxalmente registre-se como compromisso adicional.”
Como o TikTok pode ser usado para promover candidatos eleitorais
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Aleksic acrescenta que os dias de detalhes, precisão e nuances acabaram e que as visões extremas estão se normalizando.
‘Aplicativo do momento’
Na opinião de Marcus Bösch, o principal problema é que o TikTok está sendo usado por muitas pessoas, enquanto marcas de mídia fortes e independentes estão desaparecendo do mercado.
No entanto, ele diz que isso é verdade não apenas para o TikTok, mas também para todas as plataformas de mídia social.
“Mas o TikTok é o ‘aplicativo do momento’ e isso significa que muitos temas e tendências são posteriormente encontrados em outras plataformas”, disse Bösch.
“As sociedades, os políticos e os operadores de plataformas devem compreender que estas ameaças e tentativas de influenciar as pessoas existem e continuarão a existir e devem, correspondentemente, tornar-se mais resilientes, mais bem preparados e mais dispostos a agir no contexto da comunicação estratégica”, disse ele.
Este artigo foi publicado originalmente em alemão em 4 de dezembro de 2024. Foi atualizado e republicado após a anulação dos resultados eleitorais pelo Supremo Tribunal em 6 de dezembro.
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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