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O plano de deportação de Trump prejudicaria as famílias e a economia, ouve o Senado | Imigração dos EUA
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Lauren Gambino in Washington
Donald TrumpA promessa de realizar a maior campanha de deportação da história americana separaria famílias e prejudicaria a economia, testemunharam durante uma audiência no Senado na terça-feira, enquanto um importante republicano do comitê alertava que as pessoas indocumentadas que vivem no país deveriam “preparar-se para sair ”.
O presidente eleito traçou um segundo mandato agressivo imigração agenda que inclui planos para declarar uma emergência nacional e enviar militares dos EUA para prender e expulsar milhões de pessoas que vivem no país sem documentação. Trump também prometeu acabar com as proteções humanitárias para milhões de pessoas que fugiram da violência, do conflito ou de outras catástrofes no seu país de origem.
A audiência, convocada por Democratas na comissão judiciária do Senado, decidiu explorar o custo económico e humano de uma operação de deportação em grande escala. Mas a sessão também revelou as tensões ideológicas que durante décadas frustraram as tentativas legislativas de reforma da imigração.
“Se você está aqui ilegalmente, prepare-se para sair. Se você é um criminoso, iremos atrás de você”, disse Lindsey Graham, o principal republicano no comitê judiciário do Senado. Quando Republicanos assumindo a maioria no Senado no próximo ano, Graham prometeu que o seu partido apresentaria um “projeto de lei transformacional de segurança nas fronteiras” que expandiria a capacidade dos centros de detenção, aumentaria o número de oficiais de imigração e “acabaria com o muro”.
Muitas das políticas de imigração mais controversas de Trump, incluindo a separação familiar, revelaram-se profundamente impopulares durante o seu primeiro mandato. Mas um aumento pós-pandemia na migração global levou a uma onda de pedidos de asilo no Fronteira EUA-México durante os primeiros anos da administração Biden. Os americanos desaprovaram veementemente a forma como Biden lidou com a questão e classificaram a imigração como uma questão eleitoral importante.
As eleições de novembro foram um “referendo sobre as políticas de fronteira federais para a administração Biden-Harris”, declarou durante a audiência o senador John Cornyn, republicano do Texas e membro graduado do subcomitê de imigração do comitê judiciário.
Os senadores democratas insistiram que havia áreas de consenso entre os partidos – afirmando repetidamente o seu apoio à remoção de imigrantes com antecedentes criminais e à necessidade de melhores controlos na fronteira. E enfatizaram o amplo apoio à proteção dos Dreamers, pessoas trazidas para o país quando crianças.
“Em vez de deportações em massa, (vamos ter) responsabilização em massa”, disse o senador Dick Durbin, presidente democrata do comité. “Vamos consertar o nosso sistema de imigração falido de uma forma que proteja o nosso país e honre a nossa herança como nação de imigrantes.”
Os Democratas recorreram às suas testemunhas – um especialista em imigração, um major-general reformado do exército e um procurador indocumentado – para defender que as deportações em massa fariam muito mais mal do que bem.
“Os planos de deportação em massa do presidente eleito iriam destruir a economia americana, desintegrar famílias e atingir os alicerces da nossa sociedade ao deportar quase 4% de toda a população dos EUA”, Aaron Reichlin-Melnick, membro sénior do apartidário Conselho Americano de Imigração, testemunhou perante o comitê.
Uma análise do seu grupo estima que custaria quase 1 bilião de dólares para executar o plano de deportação em massa de Trump e reduzir o PIB anual entre 4,2% e 6,8% – um nível equivalente à recessão de 2008. Questionado sobre como os planos de Trump poderiam impactar os americanos financeiramente, Reichlin-Melnick disse que isso exacerbaria a inflação e faria com que os preços dos alimentos subissem.
“Uma única invasão no local de trabalho em 2018 sob o Administração Trump em uma fábrica de carne bovina no Tennessee fez com que os preços da carne moída subissem 25 centavos no ano em que a fábrica ficou fora de operação após o ataque”, disse ele.
Randy Manner, major-general reformado do exército dos EUA e republicano anti-Trump, alertou contra o uso de tropas dos EUA para ajudar numa missão interna politicamente decisiva que, segundo ele, poderia minar a prontidão militar e minar a confiança do público na instituição.
“Os militares dos EUA são os mais bem treinados do mundo para a sua missão de combate à guerra, mas não estão treinados nem equipados para fiscalizar a imigração”, disse ele.
Entre as testemunhas convidadas a depor estava Foday Turay, um promotor público assistente em Filadélfia que fugiu da Serra Leoa quando era criança e testemunhou que não sabia que não tinha documentos até solicitar uma carta de condução. Ele está protegido da deportação pelo programa Ação Diferida para Chegadas na Infância.
Como pai, marido, imigrante e procurador, Turay disse que a ameaça de deportações em massa o afectaria “a nível pessoal, a nível comunitário e a nível social.
“Se eu fosse deportado, minha esposa e nosso filho ficariam sem dinheiro para pagar a hipoteca. Meu filho também ficaria sem pai”, disse ele. Ele também alertou que o envio generalizado de agentes de imigração poderia diminuir a capacidade das autoridades de perseguir criminosos.
“Como procurador, sei quão delicados podem ser os laços entre as autoridades policiais e os imigrantes se os imigrantes têm medo de cooperar com a polícia ou com os procuradores como eu porque têm medo da deportação”, acrescentou. “A deportação em massa prejudica a todos nós, às nossas famílias, à nossa comunidade e à nossa sociedade.”
Os republicanos convidaram Patty Morin, mãe de Rachel Morin, de 37 anos, que foi espancada, estuprada e morta em agosto de 2023 durante uma caminhada. Autoridades dizem que o suspeito de sua morte estava ilegalmente nos EUA depois de matar uma mulher em sua terra natal, El Salvador. Trump, com o apoio da família Morin, citou o assassinato como parte do seu apelo por controlos fronteiriços mais rigorosos.
“O povo americano não deveria ter medo de viver nas suas próprias casas”, disse Patty Morin ao comité. “Precisamos seguir as leis que já estão em vigor, precisamos fechar as nossas fronteiras. Precisamos proteger as famílias americanas.”
Procurando um terreno comum, o senador democrata Peter Welch, de Vermont, perguntou a Morin se ela apoiaria uma política de deportação que visasse pessoas indocumentadas com antecedentes criminais, ao mesmo tempo que procurava uma solução legal para aqueles que viveram e trabalharam nos EUA sem antecedentes criminais.
“Estamos dizendo que não há problema em vir para a América de forma ilegal?” Morin respondeu. “Tem que haver algum tipo de linha, um precedente, entre o que é legal e o que não é.”
O senador Alex Padilla, um democrata da Califórnia que tem criticado duramente as propostas de imigração de Trump, acusou os seus colegas republicanos de distorcer os dados e de confundir as mortes causadas pelo fentanil com a imigração. Citando estatísticas federais, ele disse que a grande maioria – mais de 80% – das pessoas processadas por tráfico de drogas para o país eram cidadãos dos EUA.
“Se isso é uma preocupação, então vamos abordar o cerne da preocupação e não apenas usá-la como uma frase de efeito para atacar ainda mais os imigrantes”, disse ele.
Antes da audiência, Padilla estava entre um grupo de senadores democratas que enviou uma carta ao presidente instando Biden a estender as proteções humanitárias a certos grupos e a agilizar o processamento de candidatos à Ação Diferida para Chegadas na Infância, que protege da deportação pessoas indocumentadas. trazidos para os EUA quando crianças.
“Pedimos que ajam de forma decisiva entre agora e a posse do presidente eleito para concluir o importante trabalho dos últimos quatro anos e proteger as famílias imigrantes”, dizia a carta.
No início desta semana, a Casa Branca divulgou um memorando descrevendo as prioridades de Biden para os seus últimos dias no cargo, que não incluía qualquer referência a ações relacionadas com a imigração.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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