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O que está em jogo para Putin da Rússia nas eleições dos EUA? | Notícias das Eleições de 2024 nos EUA
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2 anos atrásem
Com um computador desktop ao seu lado, o secretário de Estado do estado da Geórgia, no sul dos EUA, disse na quinta-feira a repórteres que um vídeo que se espalhou nas redes sociais, supostamente mostrando haitianos votando nas eleições presidenciais dos Estados Unidos para a candidata do Partido Democrata, Kamala Harris, foi falso.
Foi, segundo Brad Raffensberger, funcionário do estado da Geórgia, provavelmente “uma produção de fazendas de trolls russas”.
À medida que a longa e prolongada corrida à Casa Branca finalmente se aproxima da sua conclusão, em 5 de Novembro, com Harris e o antigo Presidente Donald Trump envolvidos numa disputa acirrada, a Rússia viu-se mais uma vez envolvida nas eleições.
Tal como em 2016 e 2020, Moscovo foi novamente acusado por autoridades dos EUA de tentativa de influenciar os resultados eleitorais, com uma recente acusação federal alegando que influenciadores de direita da mídia social receberam pontos de discussão da mídia estatal russa. Estes incidentes amplificam as acusações de que o Kremlin prefere Trump na Casa Branca.
No entanto, embora uma vitória de Trump possa ajudar a Rússia, alguns analistas argumentam que os cálculos de Moscovo são mais complexos – e apontam para o primeiro mandato do candidato republicano como presidente como prova.
Lições dos últimos oito anos
Após a vitória de Trump nas eleições de 2016, havia esperanças na Rússia de que as políticas dos EUA se tornariam mais agradáveis a Moscovo e aos seus interesses.
No entanto, ele impôs novas sanções à Rússia e aprovou ajuda letal à Ucrânia, incluindo mísseis antitanque Javelin – algo que o seu antecessor, Barack Obama, se recusou a fazer.
Ainda assim, o fluxo de munições para a Ucrânia sob a administração do Presidente Joe Biden aumentou em várias ordens de grandeza, enquanto Trump ponderou recentemente reduzir a ajuda ou mesmo cortá-la totalmente, uma posição que beneficia claramente a Rússia.
Isso, e a promessa de Trump de acabar imediatamente com a guerra na Ucrânia se ele chegar ao poder, encontraram alguma ressonância nas ruas russas.
“A minha mãe disse hoje que Trump vencerá em breve e que a guerra na Ucrânia terminará porque a América finalmente deixará de dar dinheiro à Ucrânia”, disse Isolda K, uma moscovita de 38 anos, à Al Jazeera.
Isolda acrescentou que embora a sua mãe não fosse uma apoiante “furiosa” do presidente Vladimir Putin, “a propaganda (estatal) fez o seu trabalho”.
“Aqueles que estão no topo sabem melhor. É por isso que eles estão no poder!”
Harris ‘previsível’ ou Trump ‘impulsivo’?
A posição oficial do Kremlin sobre as eleições tem sido relativamente contida.
Numa conferência em Vladivostok, em Setembro, Putin brincou dizendo que também apoia Harris, citando o seu riso “contagiante”. O ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, esclareceu mais tarde que Putin estava brincando, acrescentando que as relações russo-americanas se deterioraram a tal ponto que faz pouca diferença quem ocupa o Salão Oval, uma vez que todas as decisões cruciais são tomadas pelo “estado profundo” (o estado militar-industrial). comunidade complexa e de inteligência), mantendo a política externa consistente, independentemente do comandante-em-chefe.
No entanto, os dois candidatos à presidência expressaram posições diplomáticas diferentes.
“A política de Harris será uma continuação mais vigorosa da política de Biden. A Ucrânia poderá contar com os EUA para um fluxo de ajuda militar e apoio geral, embora eu não ache que Harris será ousado o suficiente para que a Ucrânia seja admitida na OTAN durante a guerra”, disse o economista russo e professor da Universidade de Chicago, Konstantin Sonin. .
Trump, entretanto, culpou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, por permitir o início da guerra, chamando-o de “o maior vendedor da Terra” por ter recebido milhares de milhões de dólares em ajuda dos EUA. Trump também afirmou, sem explicar como, que traria paz dentro de um dia se ele fosse eleito.
Isso foi recebido com ceticismo em Moscou, inclusive pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que acrescentou que Harris era uma pessoa mais “previsível”eles se oporão.
“Putin e Peskov telegrafam que uma presidência Harris é mais estável em termos das suas posições de política externa, incluindo em relação à Rússia”, sugeriu Kimberly St Julian-Varnon, uma historiadora americana da União Soviética.
“A Rússia pode contar com a ajuda financeira contínua e o apoio militar à Ucrânia e com o reforço do apoio dos EUA à NATO e aos seus aliados na União Europeia”, disse ela. “Essencialmente, mais daquilo com que a Rússia lidou e se preparou desde 2022.”
“Putin sabe que Trump é mais impulsivo e reacionário em termos de política e que a sua palavra não é confiável. A posição de Trump sobre a guerra de Israel em Gaza é bastante diferente da de Putine acredito que isso também influencia a forma como Putin e Peskov imaginam uma segunda presidência de Trump.”
Quanto poderia Trump ajudar a Rússia?
Enquanto isso, o companheiro de chapa de Trump, JD Vancetem um plano de paz detalhado para a guerra Rússia-Ucrânia, que inclui uma zona desmilitarizada ao longo da actual linha da frente, cedendo efectivamente o território ucraniano actualmente sob controlo russo e mantendo a Ucrânia fora da NATO.
“Estes são resultados que favorecem fortemente a Rússia e sugerem que uma administração Trump não continuaria a fornecer armas e apoio financeiro à Ucrânia”, disse Varnon. “Também poderia ocorrer o fim ou uma redução severa das sanções à Rússia.”
Mas embora Trump ou Harris possam tornar-se chefes de Estado, eles não têm a palavra final.
“A política de Trump será mais volátil – por isso haverá muitos pronunciamentos barulhentos e muito mais incerteza sobre o compromisso dos EUA em apoiar a Ucrânia”, disse Sonin, o professor.
“No entanto, Trump não irá, na minha opinião, cessar completamente o fluxo de ajuda militar… O Congresso tem o poder do orçamento, por isso o presidente tem de construir apoio para pacotes de ajuda, etc. Há um forte apoio à ajuda à Ucrânia entre o público dos EUA e o Congresso dos EUA, por isso mesmo o Presidente Trump terá de continuar a apoiar a Ucrânia.”
No entanto, Varnon alertou que isso poderia acontecer nos dois sentidos.
“Embora Harris ou Trump ditem os seus objetivos de política externa, o Congresso, para mim, é o ator mais importante”, explicou ela.
“Mesmo que Harris ganhe e queira continuar a ajuda à Ucrânia, uma Câmara e um Senado controlados ou dominados pelos republicanos podem facilmente reduzir ou adiar essa ajuda, o que é o que aconteceu no inverno e início da primavera de 2024.”
O que vem a seguir?
Mas mesmo que a ajuda seja interrompida, isso não garante negociações de paz.
“Os objectivos de Moscovo na Ucrânia são irrealistas; o tempo todo, eles se basearam numa visão de mundo delirante, na qual não há nenhuma nação como a Ucrânia, a Polónia disposta a conquistar uma parte do Ocidente da Ucrânia, etc.”, explicou Sonin.
Putin, disse ele, espera uma vitória de Trump e uma subsequente “paz” imposta à Ucrânia. Mas isto, disse Sonin, reflectia a “ilusão” de Putin.
“Na visão de mundo de Putin, a Ucrânia é um fantoche dos EUA, então eles farão tudo o que o presidente dos EUA lhes disser para fazer. Claro, não é o caso – verifique qualquer aliado dos EUA – eles realmente fazer o que os EUA lhes dizem para fazer?” ele disse.
“A Ucrânia não vai aceitar os planos de Putin e Trump não tem como forçá-los.”
Enquanto isso, muitos russos comuns, em grande parte apático em relação a – e impotente em relação a – suas próprias políticas, não estão fortemente investidos num processo eleitoral estrangeiro que se desenrola a milhares de quilómetros de distância.
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Existe outra cotação para usar? Isso não acrescenta muita substância ao artigo, muito menos com os palavrões. Sugiro que você corte.
O residente de Moscou, Anton, foi direto. “Eu realmente não dou a mínima”, disse ele. “Mas o espetáculo pode ser bastante interessante.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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