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O Reino Unido pode fechar acordo comercial com Trump e reconstruir as relações com a UE, diz economista | Comércio internacional

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Richard Partington Economics correspondent

O Reino Unido pode chegar a um acordo comercial entre os EUA e Donald Trump e, ao mesmo tempo, reconstruir as relações com a UE após Brexit para consolidar o seu estatuto de “farol de estabilidade” num mundo cada vez mais volátil, afirmou um importante economista.

Andy Haldaneo antigo economista-chefe do Banco de Inglaterra, disse que o governo de Keir Starmer poderia mostrar que o Reino Unido estava “aberto aos negócios numa altura em que grande parte do mundo está a olhar para dentro – seja para a UE, seja para os EUA, poderia realmente pagar dividendos”. ”.

Após a vitória eleitoral de Trump, o primeiro-ministro enfrentou exigências concorrentes que o incitavam a escolha um lado nas negociações comerciais com Washington e Bruxelasno momento em que iniciou um esforço para consertar as barreiras com a Europa.

No entanto, Haldane sugeriu que o governo do Reino Unido poderia ter ambos com uma política comercial abrangendo o Atlântico. “Espero que o governo esteja em condições de realmente dar tapinhas na cabeça e esfregar a barriga neste momento”, disse ele ao Guardian.

“É claro que deveríamos procurar energicamente um acordo melhorado com a UE, embora isso não seja simples. O novo governo comprometeu-se com isso e deve continuar a comprometer-se com isso.

“No entanto, isso não deve impedir – e não impede, por mais difícil que seja – a procura de um acordo de comércio livre com os EUA sob uma nova presidência de Trump.”

O Reino Unido só poderia buscar um acordo com os EUA e estreitar laços com a UE simultaneamente após o Brexit, disse ele. “Teria sido impossível ter essa conversa antes. Pelo menos agora podemos começar essa conversa. Eu realmente adoraria se pudéssemos fazer algo em ambos os lados”, acrescentou.

No entanto, outros especialistas argumentaram que uma nova administração Trump dá à Grã-Bretanha um novo ímpeto para se aproximar da UE, e alertaram que o Reino Unido enfrentaria duras exigências para um acordo comercial com os EUA que seria mais difícil de negociar sozinho.

Na segunda-feira, Starmer juntou-se a Emmanuel Macron em Paris para o serviço francês do Dia do Armistício, numa clara demonstração de solidariedade europeia, no meio do crescente alarme nas capitais globais sobre o reacendimento dos conflitos comerciais por parte de Trump em todo o mundo.

Trump ameaçou durante sua campanha eleitoral impor tarifas de até 20% sobre todas as importações de bens dos EUAe até 60% e 100% para a China e o México, num reforço das políticas protecionistas da sua primeira administração.

Haldane, que é actualmente o principal executivo do thinktank Royal Society of Arts, alertou que isto poderia reacender as pressões inflacionistas globais, gerando uma “corrente descendente” para a economia britânica e aumentando os custos dos empréstimos para as famílias britânicas.

No entanto, disse que estava, de um modo geral, “muito optimista em relação ao Reino Unido em geral”, porque a Grã-Bretanha parecia ser um porto relativamente seguro no cenário mundial, com um governo estável que estava empenhado em impulsionar o investimento na economia.

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“Poderíamos ser beneficiários de algumas destas incertezas e fraturas que aparecem em outras partes do mundo”, disse ele.

O economista disse Orçamento de Rachel Reeves tinha sido “pró-negócios”, apesar de uma “fixação nos impostos adicionais” por parte de alguns patrões e dos meios de comunicação social, porque representava um pagamento inicial para a reparação de serviços públicos danificados e para o apoio ao investimento em infra-estruturas que aumentava o crescimento.

“Olha, para que serviam (impostos mais altos)? Eles deveriam pagar pelos nossos frágeis serviços de saúde, pelo nosso frágil sistema de transportes e pelos nossos frágeis sistemas de educação; são todas coisas que as próprias empresas e também os indivíduos precisam para trabalhar.

“Você não pode ter as duas coisas. Se quisermos construir o ambiente de negócios certo, precisamos de investimento nessas coisas e isso exige que paguemos por essas coisas”, disse ele.

Haldane falava para marcar o lançamento de uma “comissão de crescimento inclusivo” que ele presidirá em nome da prefeita trabalhista diretamente eleita de East Midlands, Claire Ward. A comissão, que também inclui líderes empresariais e políticos, desenvolverá uma estratégia de crescimento local e fará recomendações para um fundo de financiamento de 4 mil milhões de libras em Derby e Derbyshire, Nottingham e Nottinghamshire.

Dizendo que a região tem estado “um pouco nas sombras” nos últimos anos, argumentou que a comissão era uma oportunidade para “colocar East Midlands no mapa” para ajudar a garantir o investimento de Westminster e de empresas internacionais.

“Há um enorme potencial aqui para fazer algo grande e ousado, para contar uma história diferente”, disse ele.



Leia Mais: The Guardian

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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