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o suspeito carregava um manifesto contra o sistema de seguro saúde

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Luigi Mangione, levado ao Tribunal do Condado de Blair em Hollidaysburg, Pensilvânia, em 10 de dezembro de 2024.

O suposto autor do assassinato do chefe de uma gigante de seguros de saúde na semana passada em Nova York trazia um texto revelando sua indignação contra este setor, revelou terça-feira, 10 de dezembro, a polícia que tenta apurar suas motivações no dia seguinte à sua prisão. Luigi Mangione, 26 anos, formado em engenharia e entusiasta da informática, foi preso na segunda-feira em um McDonald’s em Altoona, Pensilvânia, 500 quilômetros a oeste da cidade de Nova York. É suspeito de ter morto a tiro, na madrugada da última quarta-feira e no meio da rua do centro de Manhattan, Brian Thompson, o CEO da UnitedHealthCare, a principal seguradora de saúde privada do país.

Acusado de assassinato, ele compareceu terça-feira a um tribunal do condado de Blair (Pensilvânia). Ele contestou sua transferência para Nova York, onde a justiça aguarda para julgá-lo, o que retardará o processo e criará « mais obstáculos »admitiu o promotor do condado, Peter Weeks. Os advogados de Luigi Mangione têm catorze dias para apresentar os seus argumentos contra a transferência do seu cliente para Nova Iorque. Um deles, Thomas Dickey, disse a repórteres na Pensilvânia que planejava se declarar inocente. “Não vi nenhuma evidência que prove que ele é o atirador”disse o defensor de Mangione, segundo a televisão ABC News.

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“Desprezo” pela indústria da saúde

As imagens mostraram o jovem de aparência atlética, cabelos pretos cacheados e macacão laranja de presidiário, saindo de uma viatura policial algemado para ser levado ao tribunal. De repente, o vemos ficar agitado, obrigando os policiais que o acompanham a segurá-lo e prendê-lo contra a parede. Ele veementemente joga as palavras “injusto” et “É um insulto à inteligência do povo americano”.

Seis dias depois do crime, a polícia tenta explicar por que este brilhante ex-aluno da prestigiada Universidade da Pensilvânia e originário de uma família rica de Baltimore atirou friamente em Brian Thompson aos pés de um hotel no coração de Manhattan. De acordo com o documento judicial que o acusa de homicídio, ele possuía, nomeadamente, uma carta de condução falsa e“uma pistola semiautomática com o que parece ser um carregador impresso em 3D e um silenciador, bem como uma confissão escrita do crime”quando foi preso. O documento não detalha sua “confissões”mas a polícia indicou na segunda-feira que um texto de três páginas foi encontrado sobre o suspeito.

“Pude ler este manifesto (…) É um (texto) manuscrito. Ele sugere que está frustrado com o sistema de saúde dos EUA.explicou o chefe dos investigadores da polícia de Nova Iorque, Joseph Kenny, no programa Good Morning America, do canal ABC. “Mais precisamente”Luigi Mangione “explica que nosso sistema de saúde é o mais caro do mundo, enquanto a expectativa de vida de um americano está classificada em 42º lugar no mundo. Ele escreveu extensivamente sobre seu desdém pelas empresas americanas e, em particular, pelo setor de saúde.acrescentou.

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Medo de que o suspeito se torne “um exemplo a seguir”

A morte de Brian Thompson provocou fortes reações, mas também foi acompanhada de comentários odiosos nas redes sociais contra os programas de seguro de saúde americanos, ilustrando a profunda raiva do país em relação a um sistema lucrativo acusado de enriquecer às custas dos pacientes. Num memorando interno citado pelo New York Timesa polícia teme que o suspeito seja percebido “como um mártir” por alguns e “um exemplo a seguir”.

“O uso da violência para combater a ganância corporativa é inaceitável”condenou a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, na terça-feira. “Não matamos pessoas a sangue frio por razões políticas ou para expressar um ponto de vista”também condenou o governador democrata da Pensilvânia, Josh Shapiro, na segunda-feira.

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Segundo pessoas que o frequentaram, citadas pelo New York Timeso jovem sofria de graves problemas nas costas que o prejudicavam na sua vida quotidiana e íntima. Entre as fotos postadas em seu perfil X está uma imagem médica de raio-X que parece mostrar pinos implantados na parte inferior das costas de uma pessoa. Outra mostra Luigi Mangione todo sorrisos, sem camisa e musculoso, durante uma caminhada na montanha. A polícia diz que o último endereço conhecido do suspeito é em Honolulu, no Havaí.

O mundo com AFP

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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