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O tufão Orange causará estragos na Grã-Bretanha? Keir Starmer tem que se preparar para o pior | Andrew Rawnsley
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Andrew Rawnsley
Peas do mesmo grupo, com certeza não são. Ninguém jamais vai pensar que Keir Starmer e Donald Trump são gêmeos que foram separados no nascimento. Nos seus temperamentos, nas suas visões do mundo e nos valores dos partidos que lideram, dois seres humanos não poderiam ser menos parecidos do que o antigo procurador que chefia o primeiro governo trabalhista britânico em 14 anos e o criminoso condenado que os americanos devolveram à Casa Branca para mais um. quatro. Quando os Trumpistas são educados com o líder trabalhista, chamam-no de “liberal”; quando se sentem injuriados, eles o rotulam de “extrema esquerda”. A animosidade tem sido mútua. Há um catálogo volumoso de comentários condenatórios sobre o presidente eleito por parte de membros do gabinete Starmer.
É por isso que Sir Keir se sentiu compelido a usar a bajulação com uma espátula quando, de acordo com o relato do Número 10, telefonou para o americano para estender seu “sinceros parabéns”. Se isso deixou muitos trabalhistas engasgados com o café da manhã, eles vomitaram ainda mais quando o primeiro-ministro afirmou: “Estamos ombro a ombro em defesa dos valores partilhados de liberdade, democracia e empresa.” Ele também empregou um cliché diplomático bastante usado que um dos nossos embaixadores em Washington proibiu o seu pessoal de usar porque pensou que alimentava pensamentos delirantes sobre a extensão da influência britânica sobre os EUA. “Sei que a relação especial continuará a prosperar em ambos os lados do Atlântico nos próximos anos”, disse o primeiro-ministro, embora não possa estar genuinamente confiante em tal coisa. Os alicerces das relações transatlânticas estremeceram frequentemente durante o primeiro mandato de Trump. Os sistemas de defesa e de política externa da Grã-Bretanha são tomados por uma apreensão justificadamente profunda de que o mundo se tornará um lugar ainda mais perigoso durante a sequela.
As efusões de Sir Keir foram acompanhadas por uma grande esforço convencer a todos que ele e sua equipe têm trabalhado assiduamente para cultivar relações com membros do tribunal de Trump, incluindo o vice-presidente eleito JD Vance, de quem David Lammy se orgulha de ter se tornado amigo. O secretário de Relações Exteriores ganha a medalha de ouro da ginástica diplomática. Seis anos atrás, quando era backbencher, ele ligou para o então e agora futuro presidente dos EUA “uma mulher que odeiasociopata simpatizante dos neonazistas” e “uma profunda ameaça à ordem internacional”. O senhor deputado Lammy nunca retratou essas opiniões, mas agora sente-se obrigado afirmar que o governo britânico “concordará e alinhará muito” com o regime Trump. A Operação Ingratiate é controversa dentro do partido de Sir Keir e alguns já questionam a sua sabedoria. A grande maioria do povo Trabalhista, partilhando o choque e a angústia dos seus primos no Partido Democrata, simpatiza mais com o Sr. Lammy, que denunciou Trump, do passado, do que com o Sr. Lammy, que abraça Trump, de hoje. Alguns deputados trabalhistas murmuram que Sir Keir está a enganar-se a si próprio se realmente pensa que pode ganhar a atenção do outro homem. A preocupação é que esta seja uma busca infrutífera que gerará apenas rejeições embaraçosas. As tentativas servil de Theresa May de cortejar o americano foram recompensado com insultos e humilhações – e ela era uma primeira-ministra conservadora. A melhor resposta ao seu regresso à Sala Oval, argumentam algumas vozes trabalhistas, é partir do pressuposto de que os EUA serão um aliado extremamente pouco fiável e dar mais urgência à reparação das relações com os nossos vizinhos europeus. Outros trabalhistas pensam que a forma de reagir ao resultado das eleições nos EUA é abandonar a pretensão de que ainda haverá muito em comum entre a Grã-Bretanha e a América. Sadiq Khan, que tem uma história com Trump, disse que os londrinos “vai ficar com medo”.
Este regresso é dolorosamente energizante para a extrema direita global. Nigel Farage e outros tipos de mini-Trump no Reino Unido estão a aplaudir, mas estão fora de sintonia com a opinião pública. O número de eleitores britânicos que estão felizes com o retorno do Rei Maga estão em menor número por aqueles que estão infelizes por quase três para um. Os Conservadores que pensam que imitar o Trumpismo é o caminho a seguir devem notar que a maioria dos seus apoiantes está entre os perturbados pelo seu regresso.
Para aqueles que estão críticos ou ansiosos com a sua oferta de parceria, o primeiro-ministro tem uma resposta contundente: temos de lidar com os EUA como eles são, e não com o país que preferiríamos que fosse. O círculo íntimo de Sir Keir reconhece que se prepara para uma viagem selvagem, mas argumenta que têm de tentar fazer negócios com um regime Trump, por mais terrivelmente difícil que isso seja. O problema deles é que isto parece uma mudança sísmica na forma como a América se posiciona no mundo e é difícil ver como isso pode ser confortavelmente enquadrado no modelo tradicional das relações Reino Unido-EUA. Isto sustenta que, quem quer que esteja na Casa Branca e quer seja ou não pessoalmente agradável ou ideologicamente simpático, um primeiro-ministro britânico tem de “abraçá-los com força”. Uma forma de contemplar os próximos quatro anos a partir de uma perspectiva britânica é como o teste de resistência final para saber se ainda existe algum valor em pensar sobre as relações anglo-americanas dessa forma.
Um perigo para Sir Keir é que ele seja considerado culpado de ilusão quando insinua que pode desempenhar um papel para influenciá-lo para melhor quando o 45º presidente se tornar o 47º. Existem inúmeras razões para pensar que Trump Redux será ainda mais difícil de restringir do que a encarnação anterior. A forma como fez campanha sugere que os seus impulsos não suavizaram, mas sim aguçaram-se. Ele está interpretando sua vitória como “um mandato poderoso e sem precedentes” para perseguir uma agenda repleta de riscos assustadores para a economia global, as democracias ocidentais e a arquitectura da ordem internacional. Ele venceu não apenas no colégio eleitoral, mas também no voto popular. Os republicanos controlarão o Senado. Será uma limpeza completa se, como parece altamente provável, eles ter uma maioria também na Câmara dos Deputados. Será uma política realista assumir que Trump prosseguirá a agenda nativista, proteccionista e unilateralista de “América em primeiro lugar” com ainda mais beligerância e ainda menos delicadeza para com as opiniões e interesses dos aliados históricos.
Quando assumiu o cargo em 2017, fê-lo sem um plano claro; ele tinha pouca familiaridade com o funcionamento do governo e operadores experientes na administração conseguiram conter alguns dos seus instintos mais sombrios. Desta vez, ele diz que sabe o que fazer com o seu mandato e que irá encher o seu governo de verdadeiros crentes fiéis apenas às suas ordens. Apesar de todas as tentativas de Downing Street de sugerir que antecipou e se preparou para este resultado, os ministros falam em privado que os estômagos do gabinete estão embrulhados devido aos riscos para a segurança e a prosperidade da Grã-Bretanha. Das razões para ter medo de que Eu descrevi há quinze dias, três causaram a maior preocupação.
Um deles é o grave perigo para a segurança europeia colocado pelas suas repetidas sugestões de que irá desfazer a NATO e vender a Ucrânia. Outra grande preocupação é que ele inflija golpes terríveis em organismos e acordos multilaterais, incluindo aqueles que abordam a crise climática. Os espinhos são estremeceu ainda mais pelo seu desejo de impor tarifas abrangentes sobre as importações para os EUA. O que é uma ideia “bonita” para ele terá consequências feias para nós. Uma guerra comercial global será infernal para o governo Starmer, especialmente se for forçado a escolher um lado entre a UE e os EUA. Nunca pareceu mais solitário estar a Grã-Bretanha do Brexit remando no meio do Atlântico enquanto o tufão Orange se aproximava do horizonte.
Das tarifas aos gastos com defesa, as melhores mentes que o governo britânico pode reunir estão tentando adivinhar quais elementos da plataforma Trump deveriam ser tratados como extremamente sérios, quais são uma posição de barganha inicial de um homem que é hiper-transacional e quais eram apenas “ conversa de campanha”. Os fleumáticos confortam-se com a ideia de que a mordida política não será tão selvagem como o latido retórico. Os pessimistas temem que ele pretenda cumprir integralmente as suas ameaças. Os ministros admitem, em privado, que haverá um impacto significativo em praticamente todos os aspectos importantes da política governamental, mas nenhum deles pode ainda ter a certeza da gravidade exacta das consequências.
após a promoção do boletim informativo
Esperar pelo melhor não é uma estratégia. Preparar-se para o pior será prudente. Se Donald Trump fizer apenas metade das coisas que disse que faria, Sir Keir achará esta dança muito perigosa. Tentar abraçar o americano é como tentar dançar tango com um rinoceronte fumando crack. O primeiro-ministro terá sorte se suportar a experiência sem ser chifrado.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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