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Obama faz comícios com Kamala ao som de Bruce Springsteen – 25/10/2024 – Mundo

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Nicholas Nehamas

O ex-presidente americano Barack Obama buscou transferir a energia de seu movimento político para a vice-presidente Kamala Harris em um comício na noite de quinta-feira (24), nos arredores de Atlanta, enquanto tentava ajudar a impulsioná-la até a linha de chegada nas eleições de novembro.

“Juntos, temos a chance de escolher uma nova geração de liderança neste país”, disse Obama a uma multidão de 23 mil pessoas em estádio na cidade de Clarkston, na Geórgia. “E começar a construir um país melhor, mais forte, mais justo e mais esperançoso.”

Quando Kamala subiu ao palco, ele levantou o braço dela como um boxeador em celebração. Ela rapidamente pareceu tentar adotar seu mantra, liderando a plateia, a maior que ela atraiu desde que se tornou a candidata democrata, em um coro de “Sim, nós podemos”, slogan da campanha de Obama em 2008.

“Milhões de americanos foram energizados e inspirados não apenas pela mensagem de Barack Obama, mas por como ele lidera”, disse Kamala depois que ele cedeu o púlpito a ela. “Buscando unir em vez de nos separar.”

Ela prosseguiu atacando o ex-presidente Donald Trump como um autoritário “pouco sério”, mas perigoso, que prejudicaria os americanos em suas vidas cotidianas, mesmo enquanto minava a democracia da nação.

Neste ano, a campanha da democrata espera usar o poder dos políticos mais populares do partido e grandes celebridades para energizar seus eleitores da base. Obama e Kamala foram acompanhados na quinta pelo roqueiro Bruce Springsteen, que tocou um set de três músicas com guitarra e gaita e acusou Trump de disputar a eleição para se tornar um “tirano americano”.

A agenda de campanha de Kamala está repleta de famosos. Ela deve aparecer ao lado de uma das maiores estrelas da atualidade, a cantora Beyoncé, na noite desta sexta-feira (25) em Houston. No sábado, a candidata fará um comício com Michelle Obama em Michigan.

A amplitude dos artistas celebridades de Kamala na quinta reflete a coalizão que ela está tentando construir. No evento havia Springsteen, especialmente amado por americanos mais velhos e brancos; o ator e comediante Tyler Perry, popular entre as mulheres negras e que fez um discurso apaixonado sobre crescer na pobreza; e proeminentes artistas negros, incluindo Spike Lee e Samuel L. Jackson.

Jake Schneider, diretor de resposta rápida da campanha de Trump, desconsiderou seu impacto sobre os eleitores, dizendo que “depender de celebridades não é nada novo para o partido dos elites de Hollywood.”

Kamala e Obama são amigos de longa data, e ela o apoiou em detrimento a Hillary Clinton em 2007, quando era procuradora distrital de San Francisco, desafiando a maioria estabelecida no Partido Democrata.

A Geórgia é um dos principais estados de batalha, e a cidade de Atlanta, com uma significativa população negra, é o maior impulsionador dos votos democratas. Mas o apoio da vice-presidente entre os eleitores negros, especialmente os homens, tem sido menor do que o habitual para um democrata concorrendo à Presidência. Neste mês, Obama sugeriu que a culpa é do machismo.

Em 2020, Joe Biden venceu a Geórgia por menos de 13 mil votos, a primeira vez que um democrata carregou o estado em uma eleição presidencial desde 1992.

Sua vitória —impulsionada, em parte, por mudanças demográficas e um esforço democrata concertado para alcançar novos eleitores no estado— deixou o partido sonhando com uma repetição nesta eleição. Mas as pesquisas mostram uma corrida extremamente acirrada.

Ambas as campanhas responderam despejando recursos na Geórgia, onde mais de 2 milhões de pessoas já votaram. Trump visitou o estado na quarta (23) pela segunda vez em oito dias, e a viagem de Kamala na quinta foi a segunda em uma semana.

Assim como em outros lugares, a campanha de Trump tem se concentrado na economia e na imigração na Geórgia. Enquanto tenta provocar medo sobre o aumento de migrantes cruzando a fronteira durante grande parte do governo Biden, o ex-presidente frequentemente citou a morte de Laken Riley, uma estudante de enfermagem de 22 anos que as autoridades disseram ter sido morta por um imigrante que entrou no país ilegalmente.

A campanha da democrata enfatizou os direitos ao aborto como uma questão importante na Geórgia, onde o procedimento é proibido, na maioria dos casos, a partir da sexta semana de gestação, quando a atividade cardíaca começa a ser detectada.

Na campanha, Kamala e seus aliados contaram as histórias de Amber Thurman e Candi Miller, duas mulheres da Geórgia que morreram após atrasos no tratamento decorrentes da proibição, de acordo com reportagem da ProPublica.

Embora Kamala tenha sido bem recebida em Clarkston, havia o risco em seguir Obama, um dos oradores políticos mais talentosos da nação. Enquanto ela falava, alguns membros da multidão, que tinham esperado por horas no calor, começaram a se dirigir para as saídas.



Leia Mais: Folha

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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