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Olivetto foi herói da propaganda, diz Andrés Bukowinski – 13/10/2024 – Mercado

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Douglas Gavras

Premiado em um meio em que cada palavra conta, o diretor Andrés Bukowinski, 84, elege “milagre”, “genialidade” e “herói” para descrever o trabalho com Washington Olivetto.

Com o publicitário, que morreu na tarde deste domingo (13), aos 73 anos, Bukowinski trabalhou em mais de 1.100 filmes, muitos deles lembrados até hoje.

Um dos frutos mais icônicos dessa parceria foi a campanha “Hitler”, feita para a Folha em 1987, que conquistou o Leão de Ouro em Cannes e é lembrada com carinho pelo diretor.

“O projeto do ‘Garoto Bombril’ foi um milagre, uma coisa de outro mundo. Foram 400 filmes comerciais vindos de uma relação sólida entre diretor e criação”, conta Bukowinski, ao recordar outro trabalho famoso.

Em depoimento à Folha, neste domingo, o diretor lamentou a morte do amigo e companheiro de trabalho.

“Um diretor de comerciais, como eu, depende muito do criativo da agência. Tive a grande sorte de estar no núcleo mais criativo da propaganda brasileira, que dos anos 1970 e por mais de 35 anos, esteve entre as três melhores do mundo.

Olivetto era um desses seres únicos, e tivemos a oportunidade de filmar com o Pelé, um roteiro do Washington. Trabalhei com os dois Pelés.

A nossa comunicação era impressionante, vários filmes foram resolvidos por telefone. Ele sabia exatamente o que queria dizer, as reuniões de produção que davam base aos filmes eram sintéticas, os roteiros eram enxutos. Pudemos entrar na maior campanha do mundo, que foi a do ‘Garoto Bombril’, com o ator Carlos Moreno.

Bombril nasceu depois de sete anos de trabalho e confiança que construímos, sem essa base ele poderia nem ter saído do papel. Foi um milagre, uma coisa única no mundo. Foram 400 filmes comerciais vindos de uma relação sólida entre diretor e criação.

Chegamos a fazer dez filmes no mesmo dia. Carlinhos era o segundo herói, depois de Washington, naquele projeto.

Foram mais de 1.100 filmes publicitários que Olivetto e eu fizemos juntos. Um outro grande momento foi quando o Brasil ganhou seu primeiro Leão de Ouro, já estávamos fazendo propagandas muito boas há dois ou três anos, tinha recebido o Leão de Prata no ano anterior com a agência DPZ, e ganhamos o ouro, com ‘Homem com mais de 40 anos’.

Havia três Olivettos: o criativo, o trabalhador e o moral. Diria que, de todos os publicitários, ele era o mais leal, generoso, elegante. Não me lembro de alguém que tenha tido um momento ruim com ele, era um homem que respeitava as pessoas.

O filme ‘Hitler’, feito para a Folha, era um dos 15 ou 20 filmes que fizemos para o jornal e provavelmente se tornou o filme publicitário brasileiro mais famoso no mundo.

Washington tinha um senso de irreverência, no bom sentido, que se tornou uma característica da propaganda brasileira. Parte do sucesso da publicidade nacional se deu por isso.

Esses conceitos fazem falta na propaganda mundial (e também brasileira) de hoje. Tem muita piadinha, conceitos e historinhas que nem eu, profissional desse meio, entendo.

Quando as pessoas morrem, é comum que ninguém veja um defeito nelas. É normal, humano. Agora, no caso de Washington, isso é muito pertinente, porque ele realmente, até o último momento, me impressionava com as frases, com os conceitos.

Já não trabalhávamos juntos, mas éramos amigos, e, quando a gente falava de algum tema mundial, ele sempre tinha esse ponto de vista original.

Podemos dizer que ele foi o maior herói da propaganda brasileira.”



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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