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Orbán da Hungria chega no momento em que começam os protestos em massa – DW – 28/10/2024
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Primeiro-Ministro Húngaro Viktor Orbán chegou em Geórgia na segunda-feira, à medida que a turbulência política aumenta após uma eleição disputada que foi marcada por violência e acusações de fraude eleitoral e intimidação.
Orban chegou à capital Tbilisi dois dias após a decisão O partido Georgian Dream declarou que havia vencido as eleições nacionais do país com quase 54% dos votos. A Comissão Eleitoral Central do país confirmou o resultado. Contudo, os observadores internacionais – incluindo a OSCE – citaram inúmeras falhas.
Os partidos da oposição contestam veementemente os resultados, com Presidente Salome Zourabichvili prometendo não reconhecer a contagem e insistindo que se tratava de uma “operação especial russa”. Por sua vez, Orban parabenizou o Georgian Dream horas antes da publicação dos resultados oficiais no domingo, elogiando sua “vitória esmagadora”.
Manifestantes vaiam Orban em Tbilisi
Manifestações em massa estão atualmente em andamento na capital e um vídeo online parece mostrar Orbán sendo ruidosamente vaiado ao sair de seu hotel na noite de segunda-feira.
A votação do fim-de-semana foi vista como algo que poderia determinar se a Geórgia iria parar o seu retrocesso democrático e regressar ao caminho da integração na UE, ou se cairia no autoritarismo dentro da esfera de influência da Rússia.
O resultado da votação foi um choque para a Europa, uma vez que os eleitores georgianos pareciam afastar-se dos partidos pró-UE que, segundo o nacionalista Sonho Georgiano, arrastariam a Geórgia para um confronto com a Rússia.
O Kremlin negou na segunda-feira acusações de interferênciainsistindo que o Ocidente estava tentando desestabilizar o país.
A Rússia invadiu a Geórgia – anteriormente parte da União Soviética – em 2008 e continua a controlar cerca de 20% do território do país. O fundador e chefe do Georgian Dream, Bidzina Ivanishvili, um bilionário obscuro que fez fortuna na Rússia, é visto como amigo do Kremlin, apesar de ter prometido oficialmente levar a Geórgia para a UE.
Borrell da UE: ‘Orban não representa a União Europeia’
Orbán, que atualmente ocupa a presidência rotativa da UE e na semana passada comparou Bruxelas aos soldados soviéticos invasoresrecorreu à plataforma de mídia social X na segunda-feira para escrever: “A Geórgia é um estado conservador, cristão e pró-Europa. Em vez de sermões inúteis, eles precisam do nosso apoio no seu caminho europeu.”
Orbán é frequentemente em desacordo com os parceiros da UE e da NATO pelas suas próprias tendências autoritárias, bem como pelas suas aberturas em relação ao presidente russo Vladímir Putin. O líder húngaro não coordenou a sua visita a Tbilisi com Bruxelas, o que levou o principal diplomata da UE, Josep Borrell, a afirmar: “Independentemente do que o Sr. Orbán possa dizer durante a sua visita, ele não representa a União Europeia.
Orbán causou irritação semelhante em Julho ao iniciar a sua própria “missão de paz” a Moscou e Pequim depois de assumir a presidência rotativa de seis meses, mas sem consultar previamente os parceiros da UE.
Os EUA, a UE e a OTAN exigiram uma investigação completa sobre as irregularidades de votação relatadas durante a votação do fim de semana.
Presidente da Geórgia: ‘Uma eleição que foi roubada’
js/dj (AFP, Reuters)
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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