NOSSAS REDES

ACRE

Os combatentes norte-coreanos morreram na guerra Rússia-Ucrânia? | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

PUBLICADO

em

Estão surgindo relatos de que milhares de soldados norte-coreanos foram mortos ou feridos enquanto lutava na guerra da Ucrânia ao lado da Rússia.

As autoridades da Ucrânia, da Coreia do Sul e dos Estados Unidos relataram mortes entre Soldados norte-coreanos perto da fronteira da Ucrânia em Kursk, na Rússia.

Aqui está o que sabemos até agora sobre as mortes relatadas e por que os norte-coreanos poderiam estar lutando na guerra na Ucrânia:

Os soldados norte-coreanos foram enviados para lutar com as tropas russas?

A Coreia do Norte negou ter enviado tropas ou armas para ajudar a Rússia.

Contudo, em Fevereiro deste ano, o antigo Ministro da Defesa sul-coreano, Shin Won-sik disse aos repórteres que Pyongyang enviou a Moscovo cerca de 6.700 contentores transportando milhões de munições a partir de Setembro de 2023 em troca de matérias-primas para o fabrico de armas, juntamente com alimentos.

No dia 9 de Outubro, o exército da Ucrânia anunciado atingiu um arsenal de armas russo, que incluía armas enviadas à Rússia pela Coreia do Norte.

Depois, em 16 de Outubro deste ano, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, disse ao parlamento que a Coreia do Norte se tinha tornado um “participante de facto” na guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Ele acrescentou que a inteligência ucraniana descobriu que a Coreia do Norte não estava apenas transferindo armas, mas também soldados para Moscou.

A Conflict Armament Research, com sede no Reino Unido, que observou armas utilizadas em conflitos, disse ao Conselho de Segurança da ONU (CSNU) em 18 de Dezembro que Pyongyang é capaz de produzir mísseis balísticos e fornecê-los a Moscovo dentro de alguns meses.

Quantos norte-coreanos teriam morrido na Ucrânia?

Os números variam dependendo de quem eles vêm.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, postou no X na segunda-feira que as forças ucranianas mataram ou feriram mais de 3.000 soldados norte-coreanos na região russa de Kursk.

A estimativa de Zelenskyy é maior, porém, do que a dos oficiais militares da Coreia do Sul, que disseram na segunda-feira que pelo menos 1.100 soldados norte-coreanos havia sido morto ou ferido.

A agência de espionagem de Seul, o Serviço Nacional de Inteligência, informou na quinta-feira que, desses, aproximadamente 100 foram mortos e 1.000 ficaram feridos desde que entraram em combate contra a Ucrânia.

O membro do parlamento sul-coreano Lee Sung-kwon atualizou os repórteres sobre esses números na semana passada, de acordo com a BBC. Ele disse que as vítimas incluíam oficiais de alto escalão e sugeriu que os soldados morreram porque não estavam familiarizados com o terreno russo e com a guerra de drones.

A Al Jazeera não conseguiu verificar de forma independente nenhum desses números de vítimas.

Uma placa de trânsito para Kursk, na fronteira russo-ucraniana, na região de Sumy, na Ucrânia, na terça-feira, 13 de agosto de 2024 (Evgeniy Maloletka/AP)

Porque é que a Coreia do Norte está a enviar tropas para lutar pela Rússia?

Os EUA, a Ucrânia e a Coreia do Sul alegam que os soldados norte-coreanos começaram a chegar a Moscovo em Outubro deste ano, mais de 2,5 anos após o início da guerra na Ucrânia, em Fevereiro de 2022.

A guerra na Ucrânia é o primeira vez os militares da isolada Coreia do Norte intervieram num conflito estrangeiro.

Um comentário publicado em Novembro pelo grupo de reflexão Carnegie Endowment for International Peace, com sede em Washington, sugeriu que é provável que haja alguns benefícios a curto prazo para Pyongyang, incluindo o recebimento de suprimentos tão necessários da Rússia, incluindo alimentos, petróleo e dinheiro.

A BBC também informou que a inteligência de Seul estima que a Rússia está pagando à Coreia do Norte US$ 2.000 por soldado todos os meses.

Edward Howell, professor de relações internacionais na Universidade de Oxford, disse à Al Jazeera que a Rússia, por sua vez, provavelmente estará aberta a que soldados norte-coreanos se juntem à sua guerra na Ucrânia porque “sabemos que a Rússia precisa de mão de obra”.

Moscovo não confirmou nem negou a presença de soldados norte-coreanos na frente de guerra.

Embora Pyongyang inicialmente tenha rejeitado as alegações feitas pelos EUA, Coreia do Sul e Ucrânia, um responsável norte-coreano afirmou desde então que um destacamento desta natureza seria legal.

Quantos combatentes foram enviados e têm maior probabilidade de partir?

No final de outubro, o Pentágono afirmou que a Coreia do Norte enviou cerca de 10.000 soldados para lutar na guerra da Ucrânia.

Zelenskyy disse que a Ucrânia acredita que mais tropas norte-coreanas se juntarão à guerra na Ucrânia.

“Há riscos de a Coreia do Norte enviar tropas adicionais e equipamento militar para o exército russo”, publicou na sua conta X na segunda-feira, depois de receber um relatório sobre isto do seu principal comandante militar, Oleksandr Syrskii.

A Coreia do Norte e a Rússia apoiaram-se militarmente no passado?

Em Junho deste ano, Moscovo e Pyongyang assinaram um pacto de defesa mútua durante a primeira visita de Estado do presidente russo, Vladimir Putin, à Coreia do Norte em 24 anos. Isso foi ratificado em novembro.

Embora o texto deste acordo não tenha sido divulgado na íntegra, contém uma cláusula que apela à Rússia e à Coreia do Norte para fornecerem assistência militar caso um deles seja atacado.

Isto alarmou os EUA e os seus aliados regionais, a Coreia do Sul e o Japão. Em junho, os três países divulgaram uma declaração conjunta expressando “grande preocupação”sobre o pacto.

Os EUA, a Ucrânia e a Coreia do Sul também alegaram que a Coreia do Norte forneceu armas à Rússia, alegações negadas por Moscovo e Pyongyang.

//platform.twitter.com/widgets.js



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

PUBLICADO

em

Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

Continue lendo

ACRE

Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS