NOSSAS REDES

ACRE

Os Emirados Árabes Unidos negam as acusações de ‘cumplicidade em genocídio’ no Sudão no ICJ | Notícias de guerra do Sudão

PUBLICADO

em

Os Emirados Árabes Unidos negam as acusações de 'cumplicidade em genocídio' no Sudão no ICJ | Notícias de guerra do Sudão

O Sudão alega que os Emirados Árabes Unidos são “cúmplices do genocídio no masalit”, apoiando as forças rápidas de apoio.

Os Emirados Árabes Unidos criticaram uma mudança sudanesa para registrar um caso contra ele no Tribunal das Nações Unidas, chamando de “nada mais do que um golpe de publicidade cínica” e dizendo que procuraria a “demissão imediata” do caso.

O Sudão entrou com um caso no Tribunal Internacional de Justiça, acusando os Emirados Árabes Unidos de violar a Convenção do Genocídio, dando “apoio direto” às forças de apoio rápido paramilitar (RSF), implicando -o em Atos genocidas supostamente perpetrados pelo RSF contra o povo masalit de Darfur.

O ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, postou no X, anteriormente Twitter, dizendo: “A prioridade do Sudão deve ser interromper o fogo nessa guerra absurda e destrutiva e abordar a enorme catástrofe humanitária”, acrescentando que o exército estava buscando “manobras de mídia fracas para justificar sua rejeição à paz e ao caminho político”.

Por quase dois anos, o RSF e o exército sudaneses lutaram por uma guerra que matou dezenas de milhares e arrancou mais de 12 milhões de pessoas. A fome foi declarada em partes do país e é provável que se espalhe.

A luta pela capital do Sudão, Cartum, levou ao colapso total do Estado, e o conflito se espalhou pelo Sudão, inclusive no amplo estado de Darfur, há muito tempo rivalizado pelo conflito inter-tribal sobre a terra e os recursos que a segurança e as elites políticas exacerbaram historicamente a manter o poder e esmagar rebeliões.

Lá, RSF e combatentes aliados-principalmente de tribos nômades “árabes”-têm como alvo o sedentário massalit “não árabe” em confrontos ferozes que Alguns observadores descrevem como genocida.

O RSF nega qualquer envolvimento em ataques contra civis em Darfur. No entanto, foi recentemente cercou e atacou o campo de refugiados Zamzam Perto de El-Fasher, no norte de Darfur.

Em janeiro, os Estados Unidos acusou o RSF de cometer genocídio em Darfur.

O Sudão pediu ao ICJ, que governa as disputas entre países, a emitir medidas provisórias para forçar os Emirados Árabes Unidos a pagar reparações, entre outros pedidos.

Ele também disse que os Emirados Árabes Unidos devem garantir que “quaisquer unidades armadas irregulares que possam ser direcionadas ou apoiadas por ela e quaisquer organizações e pessoas que possam estar sujeitas ao seu controle, direção ou influência, não cometem nenhum atos”, proibido pela Convenção do Genocídio contra o Masalit.

As decisões da ICJ são legalmente vinculativas, mas o Tribunal não tem poder para aplicá -los.

Por exemplo, ordenou que a Rússia interrompa seu ataque à Ucrânia apenas algumas semanas após a invasão e ordenou que Israel aumentasse a ajuda a Gaza depois de considerar que os palestinos no enclave estavam em risco de genocídio – ambos sem sucesso.

//platform.twitter.com/widgets.js



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS